Terça, 16 de dezembro de 2025


Comemorando os 90 anos do Minas Tênis Clube, Beatriz Freitas e Carlos Alberto Teixeira, da publicação MercadoComum. Foto: Edy Fernandes


Ainda no Minas Tênis Clube, Luiz Brandão e  Sandra Vogel. Foto: Edy Fernandes

Centro das Artes

O “Salão das Artes”, vitrine da produção artística e artesanal mineira, ocupará as galerias do térreo e o pátio do CCBB/BH, do dia 18 ao dia 21, das 11h às 20h. Iniciativa integrada à “Vila Mineiridade”, novidade do “Natal da Mineiridade”. A feira receberá expositores de moda, artes visuais, cerâmicas, decoração, acessórios, mobiliário vintage, marcenaria, esculturas, roupas de casa, brechós, cafés, pães e outras suculências.

Cultura das Artes 

Fala a secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega: “O salão reafirma a força e a identidade da produção mineira, aproximando artesãos, artistas e pequenos empreendedores do grande público. Integrar esse movimento ao ‘Natal da Mineiridade’ potencializa a economia criativa, gera renda, amplia oportunidades e celebra o talento e a diversidade cultural do nosso povo”.

Banco das Artes

“O ‘Salão das Artes’ nasceu com a intenção de ocupar lugares emblemáticos e aproximar as pessoas dos processos criativos. Agora, chega ao Circuito Liberdade e ocupa o CCBB/BH, integrando a ‘Vila Mineiridade’”, explica o produtor Aluizer Malab. Com curadoria de Mary Arantes, referência nacional no segmento, o evento reúne cerca de 120 participantes de diferentes regiões do estado.

Gato por lebre

Do “portal-bhaz”, no Instagram, reiterando o que as más, ferinas e inteligentes línguas falam há anos: o bairro Belvedere, infelizmente, nasceu maravilhoso, mas, hoje, é um verdadeiro estelionato imobiliário. Nossa Miami de plástico pode abrigar muita coisa boa, opções interessantes, gente bonita, mas tornou-se uma arapuca, em vários sentidos, a começar pela mobilidade e prédios que mais parecem pombais.

Lebre por tigre

Deve ser por isso que, como lemos no “portal-bhaz”, o bairro, outrora chique e sinônimo de quem tem posses e PIB grosso, apresentou a maior desvalorização no preço médio do aluguel em BH. Em pesquisa da Loft, empresa do setor imobiliário, a área apresentou queda de 14% em relação às demais regiões da cidade. Em contrapartida, o valor do m² na capital mineira teve alta de 9%.

Tigre por leão

Média de R$ 40,37 pela métrica do espaço. Bairros como Santa Mônica, em Venda Nova, e Palmeiras, na região Oeste, estão entre os mais valorizados. Estudo feito com base na análise de anúncios imobiliários em plataformas digitais. Os preços são respectivos aos períodos de janeiro a março, comparados aos valores apresentados entre agosto a outubro. Apenas bairros com o número mínimo de 100 anúncios foram considerados.

Leão banguela

Segundo a pesquisa, há explicações para os crescimentos. No Santa Mônica, por exemplo, houve o aumento na procura por imóveis de médio padrão. No Palmeiras, a alta aconteceu devido à busca por casas maiores. De acordo com a pesquisa da Loft, a queda no preço médio do aluguel no Belvedere é explicada pela retração na demanda por imóveis de alto padrão em contextos de juros altos e aumento do custo de vida.

Banguela e faminto

O lançamento de unidades mais modernas ou com padrão equivalente, em bairros vizinhos, é outra razão pela qual os inquilinos miram o custo-benefício, trocando áreas tradicionalmente nobres por novas opções. Voltando a nossa humilde, perfeita e modesta opinião, enquanto isso, a boa e velha Savassi continua saindo do CTI, puxando o Centro que só esperava ser redescoberto, provando a inutilidade de Belvedere e Vila da Serra, cidades artificiais dentre de BH.


As comandantes do prêmio "O Equilibrista", do IBEF/MG Joana Rolla, Márcia Lugão e Tatiana Sanches. Foto: Edy Fernandes

Curtas & Finas

*E na página deste O TEMPO, no Instagram, lemos uma rima rica e o eco das notas acima: levantamento inédito da plataforma Loft mapeou a valorização dos aluguéis na capital mineira em 2025.

Vale repetir! O Santa Mônica lidera o ranking com impressionante alta de 30% no preço do m², superando (e muito) a média da cidade.

Outros destaques de alta incluem Palmeiras (26%) e Boa Viagem (24%).

Na contramão, o Belvedere, área nobre da zona Sul, registrou a maior desvalorização.

Segundo especialistas, o cenário de juros altos e custo de vida elevado tem feito inquilinos buscarem opções com melhor custo-benefício, aquecendo regiões fora do eixo de luxo.

É o que dizíamos, sobre o “estelionato imobiliário” no Belvedere e Vila da Serra.

Tudo muito bom e bonito, mas vá morar lá, com os preços de lá. O pior é mais embaixo!

Prédios novos e gigantescos pululam até de buracos e crateras, enterrando e cegando, de vez, muito da “vista definitiva”. Em vez de montanhas, cenário de “Selva de Pedra”.

O trânsito é outra lama. Muita gente fica isolada, com medo de descer e ficar preso em oceânicos engarrafamentos.

De que adianta ostentar no morar e em carros importados, se as pessoas não conseguem mais sair de casa ou voltar de casa. Gaiolas de ouro continuam gaiolas!

Luxo mesmo é trabalhar perto de casa, poder andar a pé, com comércio na esquina, gente nas ruas, árvores nas calçadas e vida viva.