Sexta, 6 de fevereiro de 2026
Marilyn Monroe seduzindo, cantando e encantando no filme, “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), de Howard Hawks. Foto: Divulgação/Howard Hawks
Cena do clássico dos clássicos, "Crepúsculo dos Deuses" (1950), de Billy Wilder, com William Holden e Gloria Swanson. Foto: Divulgação/Billy Wilder
Sextou e apertou
Todo mundo esquentando os tamborins do Carnaval e excitado com o primeiro fim de semana de fevereiro? Planos? Botecos de manhã e à tarde; almoços do mundo, a partir da comida mineira, em 1001 restaurantes? Descanso e mais o quê? Aniversários, chuva ou sol com piscina amanhã? E o domingo de futebol? Vocês andam muito previsíveis e desanimados! Que tal um programa de Woody Allen perdido em Nova York? Melhor, achado em Paris!
Apertou e acendeu
Abrindo 2026, o Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, junta a fome de Billy Wilder com a vontade de comer Marilyn Monroe. Calma, que explicamos a homenagem à uma das mulheres mais lindas do cinema e a um dos cineastas mais talentosos da era de platina do cinema americano: Marilyn Monroe e Billy Wilder, que completariam 100 e 120 anos, respectivamente, em 2026.
Acendeu e ligou
Até dia 28, filmes estrelados por Monroe, obras dirigidas por Wilder e títulos que marcam a parceria entre a dupla, no delicioso balaio de comédia, drama, romance e filme “noir”. Aproveitem porque programação como esta, só em Paris e olhem lá! Para completar, a mostra tem entrada gratuita. A seleção inclui parcerias suculentas! Quais?
O delicioso e perigoso "O Pecado Mora ao Lado", de Billy Wilder, com Marilyn Monrtoe e Tom Ewell. Foto: Divulgação/Billy Wilder
Em "Testemunha de Acusação" (1958), de Billy Wilder, todo o talento de Marlene Dietrich. Foto: Divulgação/Billy Wilder
Ligou e rodou
“O Pecado Mora ao Lado” (1955) e “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), além de filmes que ampliam o olhar sobre as trajetórias individuais dos dois artistas. Monroe vai do musical ao drama, passando pela comédia e provando que tem nada do estereótipo “loura bonita, gostosa e burra”. Testem: “Os Homens Preferem as Loiras” (1953) e “Torrentes de Paixão” (1953).
Rodou e viajou
Já Wilder ainda ensina, “séculos” depois, como fazer um forte e delicado coquetel de cinema com inteligência, em filmes como “Pacto de Sangue” (1944), “Testemunha de Acusação” (1957) e “Se Meu Apartamento Falasse” (1960). A mostra conta, ainda, com sessões comentadas. Dia 26, às 17h, “Sabes o que Quero” (1956), de Frank Tashlin, terá intervenção de Ana Cândida, cineasta e produtora cultural.
Viajou e ficou
Curtam Marilyn Monroe, além dos decotes e curvas, sorvam de seu humor, de sua fragilidade, das aparências e transparências que enganam. Já Billy Wilder é mestre em gêneros e estilos. A vitrine são filmes como “A Montanha dos Sete Abutres” (1951), “Cupido Não Tem Bandeira” (1961), “Irma la Douce” (1963) e “A Primeira Página” (1974), retratos de um dos grandes autores da história do cinema.
Ficou e voltou
E para quem quer descobrir que a vida existe além da Netflix e seus semelhantes, o Cine Humberto Mauro tem mais um convite. Mas antes, palmas para os responsáveis por todo este bom gosto, o gerente de Cinema da Fundação Clóvis Salgado, Vítor Miranda e Rodrigo Azevedo, produtor de programação do Cine Humberto Mauro. Esta dupla dinâmica sabe tudo! Mas passemos ao outro convite.
Na eterna comédia, "Quanto mais Quente Melhor" (1959), de Billy Wilder, as inolvidáveis e surpreendentes performances do trio "ninguém é perfeito", com Tony Curtis, Marilyn Monroe e Jack Lemmon. Foto: Divulgação/Billy Wilder
"Love in the Afternoon" (Amor na Tarde), 1957, de Billy Wider, com Audrey Hepburn. Foto: Divulgação/Billy Wilder
Voltou e ficou
Embora façam excelentes filmes, Portugal, Espanha e suas ex-colônias ainda não fazem sombra aos filmes hollywoodianos, clássicos ou contemporâneos. Cinema feito por mulheres nesses países, nem se fala! Daí o Cine Humberto Mauro e uma mostra permanente dedicada aos trabalhos de cineastas ibero-americanas.
Ficou e marcou
A mostra, “Cineclube Ibero-americano”, consolida parceria entre a sala de cinema do Palácio das Artes, o Instituto Cervantes de Belo Horizonte e a plataforma virtual Sara y Rosa. A programação vai até dezembro e sessões bimestrais jogarão luz sobre obras de realizadoras da Argentina, Espanha, Brasil, Venezuela, Colômbia, México e Portugal.
Marcou e expandiu
O Cineclube Ibero-americano também tem entrada gratuita. Metade dos ingressos estará disponível, de forma online, a partir das 12h do dia das sessões, no site da Eventim, até dia 8, depois, pelo Sympla. O restante dos ingressos será distribuído presencialmente na bilheteria do Cine Humberto Mauro, meia hora antes de cada exibição, mediante a apresentação de documento com foto. Corram porque a segunda-feira está chegando!
Um dos filmes da mostra, “Cineclube Ibero-americano”, “Mulher da Rua”, da diretora e roteirista Matilde Landeta, expoente da “Era de Ouro do cinema mexicano”. Foto: Divulgação/Matilde Landeta






