Sexta, 16 de janeiro de 2026


Dando a largada ao "Ano JK", no Palácio das Artes - nos 50 anos da morte do presidente Juscelino Kubitschek, os idealizadores e executores das homenagens em 2026: o presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais - IEPHA/MG, Paulo Roberto Meireles do Nascimento; a gerente da artes visuais da Fundação Clóvis Salgado - FCS, Tairine Pena; o coordenador-executivo do Circuito Liberdade, Lucas Amorim; o presidente da FCS, Sérgio Rodrigo Reis (seguido do busto de JK, no Palácio das Artes); o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais - IHGMG, Antônio Marcos Nohmi e o diretor de Conservação e Restauração do IEPHA/MG, Itallo Marcos Ribeiro Gabriel. Foto: Divulgação FCS

O Ano JK

O mais ilustre mineiro presidente da República (1955-1961), um dos maiores brasileiros, Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976), teria 124 anos. Infelizmente, neste 2026, a data redonda e triste é outra. No próximo dia 22 de agosto, faz 50 anos da morte de JK, num acidente de automóvel, no KM 165, da Via Dutra, próximo a Resende, Rio de Janeiro, acidente que, até hoje, é alvo de especulações e teorias da conspiração.

JK Fundamental

No Foyer do Palácio das Artes, entre os bustos de JK e o de Israel Pinheiro, lê-se este texto incrustrado na parede: “Juscelino Kubitschek de Oliveira, prefeito de Belo Horizonte, idealizou e iniciou, em 1941, a construção do Teatro Municipal, conforme projeto original do arquiteto Oscar Niemeyer, segundo os padrões da arquitetura moderna brasileira que implantava na Pampulha”.

JK Ontem

“Israel Pinheiro da Silva, governador de Minas Gerais, designou, em 1966, o arquiteto Hélio Ferreira Pinto e os engenheiros Pery Rocha França e Gil César Moreira de Abreu para ampliarem o projeto e retomarem as obras, visando a criação de uma fundação cultural e artística. A Fundação Palácio das artes foi criada pela lei no 5455 de 10 de junho de 1970”.

JK Hoje

“E o conjunto, inaugurado em 13 (na verdade, dia 14) de março de 1971, em 1978, recebeu o nome de Fundação Clóvis Salgado apoiador e mecenas da cultura mineira”. Assim, nada mais natural que, saindo à frente, dia 13, no mesmo Palácio das Artes, seguindo a bússola “Ontem, Hoje, Sempre!”, a Fundação Clóvis Salgado - FCS, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico – IEPHA/MG e o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais - IHGMG, começarem a planejar as homenagens a JK.

JK Sempre

Juntos, FCS, IEPHA e IHGMG homenagearão JK, em várias ações. Primeiro, a FCS, ao comemorar, em março, os 55 anos do Palácio das Artes, cuja semente foi plantada por JK, quando prefeito de Belo Horizonte (1940-1945). Em junho, o IEPHA entra na celebração. O Instituto comemora seus 55 anos, em setembro, como protetor e promotor do patrimônio cultural de Minas Gerais.

JK Histórico

Sim, o IEPHA, anjo da guarda do nosso enorme patrimônio, incluindo a Casa JK, na Pampulha e o Edifício JK, que abriga o IHGMG, no centro de BH. O mesmo IHGMG que, em agosto, reverenciará JK, quando o instituto completa 119 anos. Em 12 de setembro, aniversário de JK, a FCS fecha as homenagens, encenando em Diamantina, cidade natal do ex-presidente, a ópera “Chica”.

JK Futurístico

“Chica”, ópera encomendada sobre outro orgulho da cidade, Chica da Silva. Patrimônio, passado e memória, reverenciando o maior e mais visionário brasileiro de todos os tempos; pai da Pampulha e de Brasília - com Oscar Niemeyer. Juscelino Kubitscheck, o homem que queria desenvolver o Brasil 50 anos, em 5, mas deixou a eternidade como legado.

JK Exemplar

E de onde veio e vem esta aura, esta devoção, esta eterna atualidade de JK, homem dos primórdios do Século 20? Muito simples, mas rico em detalhes e originalidade. Ninguém encarnou melhor que JK a ideia de desenvolvimento e da modernidade do e no Brasil. JK é a cara dos “Anos Dourados”, o contrário deste “novo” Brasil: o “País da Delicadeza Perdida”, da “Vanguarda do Atraso” e do “Tempo Perdido”.


O titular da coluna, enquanto "criança pequena", durante jantar, não em Barbacena, mas em sua casa, na Serra, BH, entre os saudosos JK e JN, seu pai, deputado João Navarro. Foto: Arquivo Pessoal

JK Único

JK promoveu e reinou na época mais efervescente do Brasil, a do tudo novo, como o Cinema Novo e a Bossa Nova, daí um de seus apelidos, “Presidente Bossa-Nova”. Era simpático, carismático, sorridente; seresteiro e pé de valsa; um pioneiro, desbravador, muito além de seu próprio tempo. JK era a cara e a coragem do “Brasil, País do Futuro”, aquele que podia ter sido e nunca foi.

JK Inolvidável

O livro, “JK – O Presidente Bossa-Nova”, de Marleine Cohen, é “panorama político, social e cultural de uma época em que o Brasil vivia uma onda de entusiasmo com seu futuro. Juscelino será sempre lembrado pelo seu empreendedorismo em relação à construção de Brasília e pela resistência pacífica às tentativas de deposição arbitrária que sofreu durante seu mandato”.

JK Galático

Continua Cohen: “talvez por isso seja considerado no meio político e intelectual - e também para povo brasileiro - o mais admirável presidente da República a ocupar o cargo no País”. Em 2026, nos 50 anos da morte de JK, o Brasil, mais que nunca, sem saudosismo, mas com tenacidade, terá a oportunidade de refletir sobre as possibilidades e os desafios da política como instrumento de transformação da sociedade. 

JK Mítico

“Um homem simples, filho de um caixeiro-viajante vítima da malária e de uma professora, nascido na provinciana Diamantina do início do século 20. O 'Presidente Bossa-Nova', como ficou conhecido durante seu mandato pelo sorriso e pelo trato ameno, passou uma infância de garoto pobre de interior”.


O Homem, o Mito, a Lenda Viva, presidente Juscelino Kubitschek, JK para sempre. Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

JK Total

“O homem que gostava de dançar, preferia a comida da roça, amava as coisas simples da vida, as serestas e os aviões. A ascensão na política foi proporcional à atitude modernizante e corajosa que assumiu desde os tempos de prefeito de Belo Horizonte, passando depois pelo governo de Minas, até chegar ao Catete e finalmente ao Palácio do Planalto, na recém-construída Brasília”.

JK Imortal

JK! “Personagem que passou a infância brincando descalço nas ladeiras de Minas e mudou para sempre a história do País”. Assim, minhas idolatradas e queridos leitores, quem sabe se, pelo menos reverenciando, homenageando, lembrando este grande personagem da nossa história, o povo brasileiro se inspire menos em Carnaval, Copa do Mundo e reflita mais sobre os absurdos e injustiças de hoje, mirando as eleições de outubro. Viva JK! Viva o Brasil!


Capa do livro "JK - O Presidente Bossa-Nova", de Marleine Cohen. Foto: Divulgação/Editora Globo