Terça, 24 de fevereiro de 2026


Os médicos, pai e filho, Henrique Salvador Silva e José Henrique Salvador Filho, em evento no Centro de Referência do Queijo Artesanal-MG. Foto: Edy Fernandes


Também no Centro de Referência do Queijo Artesanal, o empresário Vittorio Medioli, ladeado pelas filhas Marina e Daniela Medioli. Foto:  Edy Fernandes

Vale repetir

Como dizia nosso inesquecível mestre e amado guru, Nelson Rodrigues, “o que não é repetido, resta inédito”. Principalmente o que merece repercussão - como as raras boas notícias deste Brasil varonil. O Grupo Sada, enorme complexo de logística automotiva de veículos zero quilômetro na América Latina, e a ArcelorMittal, rainha do aço no Brasil, assinaram lindo contrato para a “economia circular”.

Repetir e insistir

A IGAR - empresa do Grupo Sada – transformará “água puída em vinho italiano”, processando sucata para a ArcelorMittal, implantando um entreposto para armazenamento, movimentando material e conduzindo a gestão logística da sucata rumo às operações da produtora de aço. “Um passo concreto em direção à industrialização verde no Brasil”.

Insistir e reciclar

Uniu-se assim a “logística do grupo à liderança produtiva da ArcelorMittal para dar vida nova ao aço, além de impulsionar a sustentabilidade, reduzindo impactos ambientais, conservando recursos e gerando valor por meio da economia circular, afirmou a vice-presidente do Grupo Sada, Daniela Medioli.

Reciclar e renovar

“A parceria com a IGAR e o Grupo Sada amplia nossa capacidade de transformar insumos em matéria-prima, reforçando o compromisso com um modelo industrial mais eficiente, inovador e ambientalmente responsável”, afirmou Everton Negresiolo, CEO da ArcelorMittal Aços Longos Latam.

Cemig no Céu

A Cemig, literalmente, brilhou no Carnaval de Belo Horizonte, com destaque para a série de projeções aéreas “Estandarte no Céu”, que levou drones a diferentes pontos da cidade. A grande beleza homenageou trabalhadores e artistas que sustentam os bastidores da festa, reforçando a mensagem de que “Juntos Somos a Energia do Carnaval”.

Estrela no Céu

Um drone, equipado com um banner de LED de cerca de cinco metros, exibiu vídeos institucionais com linguagem sensorial e foco humano. As imagens registraram foliões, músicos, catadores, ambulantes e bastidores dos desfiles, associando essas cenas à ideia de energia coletiva em pontos turísticos da capital mineira.

Estrelas do Céu

As projeções terminaram, diariamente, com uma homenagem à atriz Teuda Bara, ao cantor e compositor Lô Borges e à produtora cultural Cris Gil, referências da cultura mineira que nos deixaram recentemente. Esperamos que, em 2027, a festa se repita, de preferência homenageando apenas os vivos, o que, infelizmente, anda difícil.

Céu de Diamantes

A “Banda de Música Fogosa Sapo Seco”, de Diamantina, homenageou o compositor mineiro Pacífico Mascarenhas e os 150 anos da Vila de Biribiri. Fundada em 1923, em Diamantina, a “Sapo Seco” mantém uma das tradições carnavalescas mais originais do Brasil. Formada por aproximadamente 200 pessoas, a banda sai no domingo e na terça-feira de Carnaval.

Diamantes Pacíficos

Os componentes, mascarados e em carros alegóricos, são acompanhados por animada multidão, entre foliões, simpatizantes e turistas. Tradição secular que testemunha a face mais viva e verdadeira do Carnaval: a espontaneidade do povo nas ruas e o colorido dos mascarados. Em fevereiro de 2020 recebeu o título de Bem Imaterial de Diamantina.


Gustavo Perez, Leo Perez, o proprietário do Bar do Salomão, Salomão Filho e o aniversariante do dia 17, Bruno Perez, em mais um raro patrimônio histórico de BH, que pegou “o trem para as estrelas”. Foto: Lu Bueno


No Carnaval de Diamantina, engrossando a "Banda de Música Fogosa Sapo Seco", que homenageou o músico Pacífico Mascarenhas; seu filho e diretor social do Minas Tênis Clube, Carlos "Lito" Ferreira Mascarenhas; o artesão de máscaras, Ratin Botelho e o vice presidente da  indústria têxtil, "Estamparia S.A.", Álvaro Diniz. Foto: Arquivo Pessoal

Curtas & Finas

*E durante as alegrias do Carnaval, mesmo as falsas, um fato comprovou os versos de Caetano Veloso: “A força da grana que ergue e destrói coisas belas”.

A Rua do Ouro perdeu parte do seu brilho no Carnaval de 2026.

Em um contraste doloroso, enquanto o batuque dos blocos de Carnaval ditava o ritmo da folia nas ruas de BH, o som seco dos tratores decretava o fim de uma era.

O tenebroso som da demolição do imóvel que abrigou, por décadas, o lendário Bar do Salomão, templo pagão da nação atleticana na Serra.

O brilho alvinegro da Serra se apaga fisicamente, mas a história escrita e entornada naquele balcão é eterna.

*Agora, o outro lado da festa, o Carnaval de bilhões!

A economia do turismo é o estudo sobre como os gastos dos visitantes influenciam a produção, o emprego e a renda.

Trio que movimenta diversos setores, como hospedagem, transporte, alimentação e lazer.

O volume financeiro movimentado no Carnaval deste ano deve representar um crescimento de 10% em relação à quantia registrada em 2025. Vamos aguardar!

O segmento de hospitalidade teve avanço de 32% nas contratações em janeiro de 2026, sob forte influência dos preparativos para o Carnaval.

*A cidade histórica de Congonhas abrigará o Fórum Nacional de Turismo Religioso, nos dias 24, 25 e 26 de novembro.

O encontro reunirá autoridades, gestores públicos, representantes da Igreja, empresários e estudiosos para discutir os caminhos e oportunidades do setor no Brasil.