Paulo Navarro | quarta, 22 de setembro de 2021
Terra de contrastes
No país onde uma minoria faz fila para comprar carro importado, enquanto a enorme maioria passa fome, mais uma pérola brasileira. O residencial Tom, na Avenida Delfim Moreira, Leblon, Rio de Janeiro, é “O” lançamento da zona sul carioca. O condomínio de luxo terá apenas seis apartamentos e fica em frente à Praia do Leblon, área mais nobre do bairro.
Terra arrasada
Um apartamento por andar e preço médio de R$100 mil o metro quadrado. O rei, perdão, o morador do topo terá que pagar pelo menos R$50 milhões pelo privilégio. No endereço moravam duas casas geminadas há 90 anos, alvos constantes da cobiça de construtoras e incorporadoras. A Gafisa conseguiu convencer os proprietários do imóvel, que foi derrubado durante a pandemia. O valor da transação é sigilo.
Terra fértil
Nada contra quem tem dinheiro conquistado honestamente. Por direito, pode e deve gastá-lo como bem quiser. Mas onde está a solidariedade em um Brasil repleto de miseráveis? Onde está a filantropia? Bom, pelo menos um exemplo temos, A Liga Digital. Grandes nomes do mercado do marketing digital interessados em vestir a camisa e ser um super-herói, apelido dado aos professores do programa.
Terra boa
A Liga Digital nasceu em 2020, em São Paulo, na pandemia. As fundadoras da “startup” social, Helenice Moura e Edilaine Godoi, deram a oportunidade a mais de 420 jovens de “comunidades vulneráveis” e que não teriam acesso ao mercado de trabalho. Abriram as portas do mercado digital também à melhor idade. Em um ano, A Liga Digital recebeu 420 inscritos, para 300 horas de curso, com 20 professores.
Terra e memória
Na Europa é muito comum. Passear pelas ruas e conhecer também sua paisagem humana. Homens e mulheres que, com seu trabalho e trajetória, tiveram papel relevante na história do lugar. Em Paris, por exemplo, muitas casas e prédios têm placas com nomes e dados do ex-morador ilustre. Incluindo as vítimas da Resistência, assassinadas naqueles lugares durante a ocupação nazista, entre 1940 e 1944, na Segunda Guerra Mundial.
Terra santa
No Brasil, ainda bem, as placas e homenagens param nos endereços famosos, como o prédio onde Tom Jobim morou, rua Nascimento e Silva 107, em Ipanema. BH, finalmente, está chegando lá. O escritor Murilo Rubião, que morreu em 1991, morou em vários lugares de Belo Horizonte, ao chegar com a família de Carmo de Minas, sua terra natal.
Terra fantástica
A primeira moradia de Rubião, um sobrado na Rua Goitacazes, não existe mais, claro. Assim como uma casa no bairro da Serra onde viveu na década de 1940, óbvio, a jovem BH derrubou o pouco de história que tinha. Depois disso, morou em prédios e cinco endereços diferentes. Três deles já receberam as placas indicativas, com grande receptividade por parte dos moradores.
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A assistente Jennifer Jordiany Silva e o sócio proprietário do Auto Park Brasil, Rômulo César Monteiro Natalino, mestres em viagens de negócios. Foto: Edy Fernandes
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João Neves, gerente de marketing do Grupo Lafaete; Eduardo Faleiro, gestor da CasaCor e Flávia Venturini, gerente de desenvolvimento imobiliário. Foto: Arquivo Pessoal
Curtas & Finas
*As placas em homenagem a Murilo Rubião já foram instaladas nos endereços a seguir.
Rua Leopoldina, 822, no Santo Antônio; Rua Trifana, 529, Serra, Rua do Ouro 777, também no bairro Serra.
Murilo Eugênio Rubião nasceu em 1916 e mudou-se para Belo Horizonte em 1923.
*Com ligeiro e perdoável atraso, parabenizamos o Grupo Petrópolis, uma das 100 empresas que mais praticam inovação aberta com “startups” no país, pelo segundo ano consecutivo.
O ranking foi divulgado pela 100 Open Startups, plataforma que conecta “startups” a grandes empresas e lista instituições líderes em inovação aberta no Brasil.
Referência para o mercado, a plataforma usa tecnologia e dados para facilitar a cocriação de negócios.
*Não chega a ser uma surpresa, mas vamos lá. O Melhor Envio, plataforma de gestão de frete do Grupo Locaweb, analisou mais de nove milhões de transações.
Análise para saber quais segmentos mais venderam no e-commerce brasileiro em 2020.
O resultado deu origem à pesquisa Me Envia e traz destaque para Moda, que ganhou disparado como o mais vendido, quase o dobro do segundo lugar.
Foram comercializados mais de 1,8 milhão de produtos, representando 19% do total.
*A Virada Cultural BH deste ano terá apresentações de artes cênicas e visuais, audiovisual, bem-estar e saúde.
Cultura popular, feiras digitais, gastronomia, literatura, moda e design.
Música e também intervenções e instalações urbanas, em formatos que não provoquem aglomerações.
A transmissão será pelo canal do Youtube da Fundação Municipal de Cultura, com exibição exclusivamente ao vivo, do dia 16 para 17 de outubro e não ficará disponível, após o evento.










