Domingo, 18 de janeiro de 2026
Nos belos espaços do Automóvel Clube, Fábio Figueiredo e Patrícia Leiva. Foto: Edy Fernandes
No restaurante Mitra, Nayara Aguiar e Beatriz Gomes. Foto: Edy Fernandes
Lemos da Forbes
Punta Del Este, no Uruguai, é, há 10 anos, um destino internacional. Aos tradicionais fluxos de argentinos e brasileiros, somaram-se compradores e visitantes dos Estados Unidos e Europa, que encontraram na costa leste uruguaia um refúgio cada vez mais sedutor.
Lemos e aplaudimos
José Ignacio é um dos enclaves mais exclusivos e disputados. Graças ao mercado imobiliário e aos atores que traduzem o “estilo José Ignacio” internacionalmente. Um deles é a Antonio Díaz Inmobiliaria que construiu uma “ponte” entre o Uruguai e os Hamptons - em especial com Montauk, o extremo mais despojado e hoje mais cobiçado de Long Island, EUA.
Aplaudimos e admiramos
Os americanos invadem Punta e, especialmente, José Ignacio. Montauk é a área mais em alta dos Hamptons e é interessante que dois de seus espaços mais comentados - El Mostrador Marram e The Crow’s Nest - tenham nascido em José Ignacio”, diz Martín Díaz, sócio da imobiliária: “a escolha da elite nova-iorquina pelas praias a leste do arroio Maldonado não é nova, mas se tornou mais visível e consistente nos últimos anos, sobretudo em datas como o Réveillon.
Admiramos e desejamos
Indo além do turismo sazonal e reposicionando o destino como polo permanente de estilo de vida, cultura e investimento. Só no primeiro semestre do ano, a região recebeu cerca de 477 mil visitantes, onde moram, no resto do ano, 20 mil habitantes. Nesse contexto de valorização estrutural, José Ignacio desponta como o endereço mais desejado do litoral uruguaio.
Desejamos e descobrimos
Nosso amigo, o uruguaio mais mineiro do mundo, Fernando Areco Motta, que mora em Punta, faz algumas observações: “A superpopulação, já neste Réveillon, foi típica de Trancoso, Caraíva e outras praias, mas com uma estrutura maior, apesar de trânsito caótico e impossíveis reservas em restaurantes. Um milagre porque isso dura apenas 15 dias”.
Descobrimos e aprendemos
“Depois, durante nove meses, a população volta ao normal, 20 mil pessoas, com torres absolutamente vazias e uma vida completamente diferente. Um detalhe interessante é que a maioria das pessoas, como eu, que mora aqui, algo em torno de 70%, 80%, aluga as casas em janeiro e vão para o Brasil ou outras praias no Uruguai”.
Aprendemos e invejamos
Reunião de arquitetura autoral, paisagem preservada, gastronomia sofisticada e uma agenda cultural consistente; fatores que ajudam a explicar por que o balneário se consolidou como um dos pontos de verão mais disputados do circuito internacional.
Invejamos e torcemos
José Ignacio ainda tem margem para crescer, sobretudo pela quantidade de projetos urbanos em fase de planejamento. Quando a oferta se estabilizar, é esperado que os valores sigam subindo - uma dinâmica que desperta o interesse de investidores estrangeiros. O apelo não é apenas financeiro. José Ignacio é um bem altamente desfrutável.
Torcemos e queremos
Quem compra para morar acaba fazendo um bom investimento; quem chega como investidor termina aproveitando o lugar. Um público internacional que combina racionalidade econômica com a busca por qualidade de vida. Fundada por Antonio Díaz, há mais de 30 anos, a imobiliária acompanhou a transformação do antigo vilarejo de pescadores em um dos destinos premium do Cone Sul.
Queremos e podemos
Hoje, ao lado do filho Martín e de Mamu Camacho, a empresa atravessa fase de expansão com experiência local e projeção internacional. “O Uruguai é um país muito aberto à compra de imóveis por estrangeiros. Qualquer pessoa pode adquirir em nome próprio, sob as mesmas condições legais que um cidadão uruguaio”, destaca Díaz.
Curtas & Finas
*“É um lugar que vem se valorizando há mais de 35 anos, inclusive em contextos de crise”.
“A escassez de oferta - porque as pessoas não querem vender - é fundamental para a alta dos preços”.
“O último ano marcou um ponto de inflexão para a empresa, com operações de terrenos em grande escala”.
“E o lançamento de novos empreendimentos que serão comercializados de forma exclusiva sob o selo Antonio Díaz.
“Nosso diferencial é o conhecimento profundo do território. Acompanhamos cada projeto, da origem à realização”, afirma Mamu Camacho, sócia da imobiliária.
Mais do que exclusividade, o conceito que permeia a proposta é o do “luxo silencioso”.
“Não se trata do luxo tradicional, mas daquele que aparece na privacidade, na paisagem, na arquitetura e na forma de viver”.
“José Ignacio propõe outra relação com o tempo e com a natureza”, define.
Em 2025, a imobiliária organizou, em Montauk, o encontro Sunset Friends of José Ignacio, em parceria com o El Mostrador.
O evento reuniu referências culturais, amigos da marca e entusiastas do estilo de vida costeiro.
“Montauk e José Ignacio compartilham um espírito livre e uma relação muito forte com o mar. Não é uma comparação forçada, mas uma sintonia natural”, conclui Mamu.






