Paulo Navarro | Entrevista com Sérgio Moreira


Entrevista com Sérgio Moreira. Foto: Arquivo Pessoal

Kid Morengueira

Nosso entrevistado de hoje é, literalmente, simpatia e gente boa! Vive rindo e sorrindo. Já chega a seus 1002 eventos diários brincando e cumprimentando os comensais, com aquela intimidade que só quem aprecia as boas coisas da vida tem. Coisas que também são sua matéria prima no trabalho extenso, variado, diário, vivo, instigante e sedutor: “Turismo, Gastronomia, Arte, Cultura, entre outros assuntos”. Sim, estamos falando e apresentando ele mesmo, o jornalista Sérgio Moreira que, na esteira da segunda pergunta, completa o enorme currículo: “Fui diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Casa dos Jornalistas, Associação Mineira de Imprensa; atual diretor nacional da Federação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Turismo - FEBTUR e presidente da Federação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Turismo de Minas Gerais - FEBTUR/MG, fundada este ano nas “Minas e bela Gerais”, para o fortalecimento da comunicação no Turismo, Cultura e todo trade turístico”. Ao terminar a entrevista, insistiu em mostrar o outro bom lado da mesma moeda: “esqueci de falar, gosto da boa música da MPB, detesto funk”. Kkkkkkkkkk (a risada que concorda é nossa).

Sérgio, você é mineiro de BH?

Nascido em Belo Horizonte, na linda capital dos mineiros há 63 anos, Praça Nova York, Sion. Era o último bairro de BH, depois minha família foi para o Santo Agostinho e, há 29 anos, moro no Buritis. É aqui que eu amo, é aqui que eu quero ficar!

Consegue fazer um breve resumo da tua carreira profissional?

Jornalista, formado em 1985 pela FAFI/BH - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Belo Horizonte, hoje UNI/BH, há 41 anos atuando no jornalismo: Rede Globo Minas, Rede Minas de Televisão, assessorias de imprensa, empresas públicas e privadas. Escrevo a coluna “Minas Turismo Gerais” no blog “Minas Turismo Gerais”, em vários jornais, como o Diário de Minas, Novo Jornal, e blogs de Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

E o lado audiovisual?

Apresento o programa, na rede Youtube, “Sérgio Moreira nas Gerais”, há seis anos, com temas sobre Turismo, Gastronomia, Arte, Cultura, Associativismo entre outros assuntos. E na Rádio Inconfidência AM e FM com a coluna “Minas Turismo Gerais”, trato diversos assuntos do trade turístico, sempre com o propósito de fortalecer o mercado do Turismo e Cultura de Minas e do Brasil. No semanal, “Sérgio Moreira Nas Gerais”, falo a meus convidados que tenho “tesão” em fazer cada programa. Já entrevistei, em seis anos, mais de 330 pessoas. Cada programa é uma experiência de vida e um conhecimento.

Por que escolheu o Turismo?

Meu pai foi jornalista, Wander Moreira, a sala de imprensa da Assembleia Legislativa tem o nome dele, apesar de ter morrido muito novo, aos 39 anos, em 1969, eu tinha seis anos, mas a veia jornalística corre no corpo. Minha mãe, Ivone Elian, sempre gostou de livros e, assim, aprendi a ler livros, jornais. Quando fiz 18 anos entrei na faculdade de Jornalismo. O tempo voa mesmo e com força. Já são 41 anos no dia a dia da imprensa mineira e nacional.

Política, Esporte! Nem pensar?

De política? Já gostei muito, hoje sou um observador dos momentos, sou um democrata, quero um Brasil melhor para todos. Futebol? Gosto muito, eu sou atleticano de ir ao estádio desde os 12 anos, hoje vou com o Serginho, meu filho, que me acompanha nos jogos e com os amigos.

Qual teu lema de vida? Levar a vida leve e numa boa, como uma longa viagem tranquila?

Meu lema é viver, ter amigos, uma boa família sempre ao meu lado, Áurea, minha esposa, Serginho e uma legião de amigas e amigos, graças a Deus, meu lema é Viva, Viva, Viva!

Minas é o quê, além de teu tema favorito?

“Minas e bela Gerais”, sou da mineiridade, adoro “tudim de bão”. Quando viajo pelo Brasil, levo queijos, doces e cachaças aos amigos com a cordialidade do mineiro. Eu “sou do mundo, sou Minas Gerais”!

E o que é a Febtur/MG?

É a Federação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Turismo, foi fundada há cinco anos, agrega jornalistas e comunicadores de 10 estados, para o fortalecimento do Turismo, Cultura, Gastronomia do Brasil. Para mim, o turismo é a maior indústria do mundo sem chaminé. Aqui em Minas, a Febtur foi fundada há um ano. Dela estou presidente, mantemos contato com o governo estadual, prefeituras, entidades do trade turístico para agregar, fortalecer o Turismo em todos os setores. Temos hoje 22 associados, uma entidade séria em prol do trade turístico.

Você é muito amigo e grande admirador do secretário de Estado de Cultura e Turismo. Existe o turismo antes e depois de Leônidas Oliveira?

Leônidas Oliveira! Eu o conheci há muitos anos, quando ele ainda era da Belotur, Fundação Municipal de Cultural de BH e, agora, na secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Temos contato quase diário via telefone, WhatsApp. Ele tem sido uma referência na valorização da Cultura e do Turismo de Minas Gerais, fortalecendo o setor e projetando nossas riquezas para o Brasil e o mundo. A Cultura e Turismo das “Minas e bela Gerais” são o antes e depois de Leônidas. Em todo canto de Minas temos trabalhos e projetos realizados por Leônidas e a equipe da Secult. Leônidas é uma das pessoas mais inteligentes que conheci.

O que falta ao Turismo mineiro e qual sua maior força?

Felizmente no interior mineiro, os gestores públicos criaram as secretarias de Turismo e Cultura. Com isso temos o fortalecimento nas áreas. Acredito que faltam voos internacionais ligando BH à Europa Oriental, seria um grande avanço, como voos para a Arábia Saudita e outros países. Temos seis voos ligando BH ao exterior, voos diretos, mas para a Europa Oriental é fundamental.

Como foi tua recente viagem ao Uruguai?

Felizmente já viajei para 11 países, fui ao Uruguai, em setembro, ficamos uma semana por lá, na capital Montevidéu e na região de Canelones, onde se produz o melhor vinho uruguaio, o Tannat. Foi uma grande experiência, fizemos sete municípios, dos 32 do Estado de Canelones. Uma experiência incrível; frio de seis graus, nós andamos muito, adoro viajar, a mala sempre está pronta.

Qual a próxima viagem nacional e internacional?

Conheço 19 estados e 11 países, a próxima viagem nacional será para São Luís, no Maranhão, em outubro, e para Gramado, Rio Grande do Sul, em novembro. Viagem internacional? Ainda não tenho marcada. Vamos analisar, quem sabe depois do carnaval.

Qual a melhor viagem que você já fez e recomendaria? 

Fui a lugares incríveis, em toda viagem aprendo, viajar é investir em conhecimento, experiência de vida. Ushuaia, na Patagônia Argentina, a última cidade do continente da América do Sul, foi sensacional, foram seis dias de uma maravilhosa viagem.

O que acha da frase no filme “O Céu que nos Protege”,  que diz: “o turista sempre sabe quando volta, o viajante nem sabe se volta...”?

Viajar é investir na vida. Conhecer lugares, fazer amizades, trocar experiências.

E 2027?

Uai, começo janeiro mais velho, dia 10 de janeiro é meu “níver”, então começo o ano com nova idade, mais expectativa de um Brasil melhor, paz, amor para todos. Viva, Viva, Viva!