Paulo Navarro | Entrevista com Selmma Carvalho


Entrevista com Selmma Carvalho. Foto: Miguel Aun

Império dos Puros Sentidos

Selmma Carvalho é cantora, compositora e pianista! O lado piano é pela UFMG, mas tem também as artes plásticas pela FUMA. Começou em 1991, nos bares da vida, da capital e do interior de Minas. Participou de diversos projetos e gravações, incluindo trilhas de produções audiovisuais como a minissérie “Chiquinha Gonzaga”, da TV Globo e trabalhos realizados com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, no Palácio das Artes. Também integrou coletâneas e discos produzidos por diferentes artistas e projetos culturais. Selmma acumula colaborações com Swami Jr., Marco Lobo, Tuco Marcondes, Toninho Ferragutti, Chico Amaral, Samuel Rosa, Ricardo Koctus, Chico César, Carlos Careqa, Kleber Albuquerque, Sérgio Pererê, Zeca Baleiro, Verônica Sabino, Marcos Suzano e Roberto Garcia, além de destacar a participação especial de Walter Franco em seu primeiro álbum. Dia 12, lançou em todas as plataformas digitais, “Pura razão do sentido”, o quinto trabalho de estúdio. “Pura razão do sentido” nasce de um período de afastamento dos estúdios, marcado por reflexão e transformação pessoal. “Não foram em vão os muitos anos longe dos estúdios e das gravações. Nesse tempo pude me aprofundar em questões referentes ao todo, para um bem maior e um novo caminho”, diz a artista. A produção musical de Paulo Santos, integrante do UAKTI, é a cereja do bolo de chocolate. “Reconhecido por sua pesquisa com instrumentos não convencionais e por sua atuação no campo da música instrumental, o músico imprime ao álbum uma paleta sonora rica em texturas, explorando marimbas, percussões variadas, objetos sonoros e elementos eletrônicos com sutileza. O resultado é um álbum que equilibra diversidade estética e coerência conceitual”. Puro êxtase!

Selmma, com dois “m”!  Sempre foi assim ou é numerologia?

Nasci com um “m”, o outro veio depois, assim que entrei pra vida artística. E sim, foi numerologia. 

Mineira de onde? BH?

Nasci em Nova Lima, com residência em BH desde os quatro anos de idade. 

Nas “praias” da arte, já começou pela música ou o caminho foi mais sinuoso?

Comecei por um instrumento, o piano,  aos oito anos de idade e depois vieram o canto e as composições.

Já gravou quantos álbuns, em 30 anos?

Gravei cinco álbuns. Selmma Carvalho (1996), indicado ao Prêmio Sharp, na categoria “Cantora Revelação”. Em 1999, o segundo, “Cada lugar na sua coisa”; em 2006, “O que será que está na moda?”. Em 2012 , “Minha Festa”  e, agora em 2026, “Pura razão do sentido” disponível somente nas plataformas digitais, os anteriores foram físicos. 

Fale-nos sobre o mais recente, “Pura razão do sentido”.

A conexão com o todo, o lado luz, o lado sombra. Integração. A entrega, o que nos move, o que acontece, o equilíbrio, a maturidade. Canções inéditas e regravações de compositores inspirados e músicos talentosos, com a batuta do grande instrumentista do Uakti, Paulo Santos, o mago dos sons. 

O que você chama de “experimentação sonora”? Um novo caminho?

Não foi uma experimentação, foi uma escolha por sonoridades que se diferenciam do tradicional, que por si já traz um novo caminho. 

Recentemente, aqui, entrevistamos o mesmo Paulo Santos. Qual a colaboração dele neste álbum?

Ele trouxe, com seus sons geniais, uma nova cor, um frescor, com calma, com alma criativa, uma cumplicidade com cada canção, e seus significados com as mesmas frequências vibratórias. 

O que te encanta e seduz?

A música, a poesia, livros, o novo, a verdade, o progressismo, a quebra  de padrões tradicionais, a transformação de mentalidades em prol  da humanidade, a quebra de crenças limitantes. 

Estamos praticamente já no meio de 2026. Vai cair na estrada ou na noite?

Nesse dia presente,  construo um belo show para que em breve possa mostrar no palco esse trabalho com tudo que ele merece! 

E 2027?

Ainda não pensei em 2027, muitas águas vão rolar até lá!