Paulo Navarro | Entrevista com Maitê Leite
Entrevista com Maitê Leite de Andrade. Foto: Agência Salt
Doce de Leite de Rosas
“Não vale a pena o que não vale a pele”. Dra. Maitê Leite de Andrade é das profissionais mais talentosas, competentes e dedicadas. Já a essência da mulher Maitê está na última frase da primeira resposta. Dito isso, pequena retrospectiva sobre uma pessoa sempre disposta a ouvir e ajudar. Médica formada pela Universidade Professor Edson Antônio Velano - Unifenas, Maitê Leite de Andrade construiu sua trajetória com as lições que teve no berço, ao dar os primeiros passos e enquanto crescia. Ela vai contar ou resumir que é especialista em Cirurgia Geral pelo Hospital Madre Teresa em Belo Horizonte; especialista em Cirurgia Dermatológica pela FMSP, em São Paulo; especialista em Cirurgia e Estética Avançada pelo Instituto BWS, também em São Paulo e pós-graduada em Experiência do Paciente pelo Instituto Albert Einstein.
Atuando em Belo Horizonte, “a médica se destaca pelo olhar apurado, humano e profundamente técnico, sempre pautado pelo cuidado individualizado e pela busca incessante da excelência - valor que considera seu maior legado familiar”. Pelo lado pessoal, ela é ótima conversa, principalmente quando a tertúlia é acompanhada de um bom vinho, com moderação e mui socialmente, claro. Ama BH, mas vai muito à São Paulo, por motivos óbvios que, daqui a pouco, ela mesma explicará. No mais, esperamos que, depois da entrevista, vocês tenham mais cuidado com o maior órgão do corpo humano, a pele! Sim, aquela que habitamos. Bons arrepios, à flor da mesma pele.
Maitê, por que Maitê? Sabia que teu nome significa “amada”, “querida” ou “amorosa”?
O nome Maitê veio como uma forma abreviada e carinhosa do nome da minha mãe, Maria Teresa. Amada e querida pelos familiares e amigos próximos e amorosa está na minha essência, sempre fui uma pessoa extremamente amorosa.
Você é formada em Alfenas ou Belo Horizonte? E em que especialidade?
Minha graduação em Medicina foi na Universidade Unifenas, campus em Belo Horizonte e a minha residência médica em cirurgia geral no Hospital Madre Teresa, também em Belo Horizonte.
Quando e onde entrou na “pele” da Dermatologia?
Em 2022, minha carreira médica passou por mudanças de rota. Tive uma experiência profissional incrível na Gestão Hospitalar, mas decidir retornar a cirurgia e aos atendimentos, foi neste momento de decisões, que optei pela cirurgia dermatológica, com procedimentos de baixa e média complexidade que me trariam uma qualidade do tempo e de vida que eu estava buscando.
Estudou também em São Paulo, para onde volta frequentemente, correto?
Minha formação em cirurgia dermatológica foi realizada na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP e toda a formação subsequente nesta área também em São Paulo.
O que mais gosta em São Paulo e em Belo Horizonte?
Amo as duas cidades. Belo Horizonte é a cidade da minha família paterna. Meu pai foi a primeira geração nascida em Belo Horizonte e aqui minha família reside. Belo Horizonte foi a cidade que me acolheu, me recebeu de braços abertos quando vim me preparar para o Vestibular. Amo cada canto dessa cidade. É uma capital provinciana que ao mesmo tempo traz acolhimento, além da tranquilidade que Belo Horizonte proporciona para se viver. Sou suspeita, mas amo os mineiros. São Paulo é um universo à parte, considero que há melhores oportunidades e escolhas para uma formação mais sólida, na qualidade dos cursos, dos professores e o networking, com colegas do Brasil todo.
Voltemos à Medicina! O que é Experiência do Paciente e Formação Multidisciplinar?
A experiência do paciente se refere à percepção e ao sentimento do paciente em relação ao cuidado de saúde que ele recebe. A relação médico/paciente, está diretamente ligada a aspectos que incluem: informação e o esclarecimento do seu plano terapêutico, alinhamento de expectativas em relação ao tratamento proposto, conforto e bem-estar. A formação multidisciplinar é uma visão mais ampla e integrada, permitindo a resolução de problemas, de forma mais eficaz.
Olhar humano com óculos da ciência?
Sempre busquei um tratamento humanizado, em que o paciente está no centro do cuidado. Hoje, enfrentamos uma “onda” de modismos, fórmulas mágicas de resultados imediatos, tratamentos sem indicação, tendo impacto no risco/benefício para a saúde e a vida das pessoas. Estamos remando contra o fluxo. A Medicina, baseada em Evidência Científica, sempre foi e sempre será o Norte nas minhas condutas médicas.
Por falar em ciência, como vai a tecnologia na Dermatologia?
A tecnologia na Dermatologia está avançando rápido. Estamos presenciando inovações incríveis, novos tratamentos e equipamentos avançados, como lasers e muitos outros, para melhorar a precisão, a eficácia e resultados mais efetivos e satisfatórios.
E dentro da Dermatologia? Saúde e estética?
Não tem como separar a Dermatologia da Estética. Elas caminham juntas. Principalmente na cirurgia dermatológica. O olhar estético, a técnica cirúrgica refinada, a indicação correta do procedimento para cada tipo de pele, garante satisfação para o paciente e excelentes resultados.
Para “variar”, prevenir é melhor que remediar?
Prevenção sempre! Lembrando que a pele é o maior órgão do nosso corpo, junto com anexos como pelos e unhas. Nós temos ainda, dentro da Dermatologia Clínica uma baixa adesão ao check up anual. O câncer de pele representa 33% de todos os tumores no Brasil. Se detectados precocemente e abordados, temos um melhor controle e maior chance de cura.
O que você chama de Segurança no teu trabalho?
A segurança, de nós, profissionais da Saúde, está interligada à segurança dos nossos pacientes. É muito importante uma avaliação (anamnese) criteriosa, uma avaliação clínica bem realizada, exames complementares, se necessários. E indicações de tratamentos assertivos, lembrando sempre que cada paciente é único, respeitando a individualidade de cada caso.










