Paulo Navarro | Entrevista com Lu Pereira
Entrevista com Lu Pereira. Foto: Pedro Otávio Assunção
O Iluminado
Calma gente! O jornalista Lu Pereira tem nada de louco como o personagem de Jack Nicholson, em “O Iluminado” (1980) de Stanley Kubrick. Muito pelo contrário. Festivo e animado, divertido e alto astral, tem os dois pés no chão, trabalha muito e bem, há mais de 30 anos, com especialização em comunicação estratégica. Manda bem também em gestão e eventos. Passou por rádios, jornais, TVs no interior, além de campanhas eleitorais; eventos institucionais e políticos. Foi secretário municipal de Cultura e Comunicação Institucional de Pará de Minas, sua cidade natal e diretor de Comunicação e Eventos da poderosa Associação Mineira de Municípios – AMM, modernizando e fortalecendo o setor. Em 2025, assumiu a superintendência-executiva da AMM, conduzindo uma gestão focada no fortalecimento dos “infinitos” municípios mineiros. Focado na modernização dos processos internos e no atendimento humanizado, Lu Pereira trabalha para assegurar que a AMM ofereça serviços de excelência às cidades afiliadas. Ele acompanha de perto todas as frentes de trabalho, garantindo que as diretrizes definidas pela presidência e pela diretoria colegiada sejam implementadas de forma integrada, ágil e eficiente. Assim, merece e tem 839 motivos para entrar em 2027 com saúde, paz e amor. Com certeza, e muito em breve, serão 853 motivos. Em suas contas, só faltam 14 para, como na música de Marina Lima, Minas abrir seus braços e, com seus filhos, fazer um país. Ou seja, o Planeta Minas! Que números são esses? Ora bolas! Está tudo aí, a seguir, tintim por tintim.
Lu, esta abreviação vem de Lúcio, Luciano, Lupicínio ou Lupercínio?
Vem de Luciano. Do latim Lucianus, derivado de Lucius. É aquele que traz a luz. Tem a ver também com simpatia, carisma. Eu concordo (risos).
Pará de Minas continua em Minas ou virou Gerais?
Em ambos. Lá tem Minas e Gerais. É uma cidade maravilhosa. E por ser muito próxima de Belo Horizonte, estamos sempre por lá e aqui. Na capital também são muitos os pará-minenses que vieram estudar, por aqui ficaram e construíram família. Pará de Minas é terra de Benedito Valadares, o governador que mais tempo ficou à frente do poder em Minas e revelou Juscelino Kubitscheck para a política.
Foi lá onde tudo começou?
Na verdade, aqui. Meu primeiro emprego na área da Comunicação foi com a então deputada federal Maria Elvira (Salles Ferreira), que muito me ensinou, principalmente, no relacionamento com a imprensa. Ela tem o jornalismo na veia e foi uma grande professora.
BH! Seria a próxima pergunta, então...
Então, aqui estudei jornalismo e iniciei minha carreira. Depois voltei a Pará de Minas e trabalhei por um bom tempo em jornais, rádios e TVs; na realização de eventos e coordenação de campanhas eleitorais. De volta a Belo Horizonte, dediquei-me à assessoria de imprensa na Assembleia com o deputado Antônio Júlio e especializei-me em comunicação estratégica.
Uma vez jornalista, sempre jornalista e durante mais de 30 anos?
Sempre né? Como dizem muitos colegas: “é uma cachaça boa”. E essa vivência de mais de 30 anos na área nos deixa preparados para os desafios dessa profissão que se renova a cada dia. E uma curiosidade: aprendi a gostar de jornalismo lendo colunas sociais. Acompanhei toda a revolução delas nos grandes jornais até se transformarem em colunas de notícias, de furos. Foi o objeto do meu Trabalho de Conclusão de Curso - TCC: “A evolução do colunismo social no Brasil”. Estudei Ibrahim Sued, Zózimo, Mônica Bergamo, Hidelgard Angel, Wilson Frade, Eduardo Couri e o nosso Paulo Navarro. Foi fantástico.
Apreciador de coluna social, inspirando o jornalista de política e gestão?
O jornalismo como um todo, acredito. Aí veio a gestão, quando assumi a Secretaria Municipal de Cultura e Comunicação de Pará de Minas, de 2013 a 2016. Foi quando aprendi, na marra, a fazer gestão e liderar equipes. E fizemos um grande trabalho na cidade. Foi um tremendo aprendizado.
Como chegou à AMM?
Foi em 2015 o meu primeiro contato profissional com a AMM. O Antônio Júlio, então prefeito de Pará de Minas, venceu as eleições para a presidência da entidade e eu fui um dos coordenadores da sua campanha. Foi uma eleição difícil contra o então prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado, apoiado pelo governo na época.
E teve um depois antes do agora!
Fiquei então como consultor da presidência e, em 2017, elegemos o Julvan (Lacerda), de Moema. Assumi a diretoria de Comunicação. Passamos pelo Dr. Marcos Vinicius, de Coronel Fabriciano e, em 2025, com o (Luís Eduardo) Falcão, de Patos de Minas, fui convidado para assumir a superintendência-executiva da entidade, continuando agora com o Lucas (Vieira Lopes), prefeito de Iguatama. Fiquei extremamente honrado e compromissado. Nesse primeiro ano na função, foram muitas ações transformadoras na entidade com o apoio da diretoria e da nossa equipe. Só tenho a agradecer a confiança.
Por que ficou?
Porque gosto do que faço. Tanto na área da comunicação, como na gestão. E a pauta municipalista é muito instigante. Com ela, temos a possibilidade de ajudar os municípios e, por consequência, os cidadãos. Foram muitas conquistas com o trabalho forte da AMM. E isso é muito gratificante. Além, claro, de contar com uma equipe de primeira e de prefeitos engajados.
Quais os desafios diários de uma AMM tão grande?
Atender bem aos 853 municípios mineiros. Esse é o nosso principal desafio. E não é fácil em um estado do tamanho da França, onde cada região tem sua peculiaridade. Minas Gerais é o estado com o maior número de municípios do Brasil e quase 500 deles têm menos de 10 mil habitantes. Uma maioria que precisa muito de nosso apoio.
Conhece todos os 853 municípios de Minas?
Ainda não. Uma meta difícil de bater viu? Mas pretendo, estou me esforçando.
Como vai a AMM?
Vigorosa. Somos já 839 municípios afiliados. Um recorde conquistado agora com a gestão do prefeito Lucas. Somos a maior associação municipalista estadual da América Latina com uma equilibrada saúde financeira e grande força institucional em defesa das cidades mineiras.
Para onde vai a AMM?
Nossa meta é ter os 853 municípios de Minas afiliados. Faltam só 14.
E você, em 2027, que já está chegando?
Quero ter saúde, paz e amor para mais um ano de vida. E que venham muitos mais!












