Paulo Navarro | Entrevista com Gustavo Werneck


Entrevista com Gustavo Werneck. Foto: Divulgação/Gerdau

Inoxidável

A seguir, provavelmente, a “menor” entrevista já publicada neste nobre espaço. O que não a diminui, pelo contrário, pois a que não é a maior, tem que ser a melhor. Grande mesmo é a Gerdau: “a maior empresa de aço do Brasil, que também é a trigésima maior produtora de aço do mundo”, segundo a sacrossanta e artificial inteligência. E nosso entrevistado é ninguém menos que o mineiro, de Belo Horizonte, engenheiro mecânico pela Universidade Federal de Minas Gerais, Gustavo Werneck que, em apenas 11 anos passou de gerente a CEO da Gerdau, sem muitos segredos: competência, talento, trabalho, disponibilidade, coragem, confiabilidade e inabalável senso de equipe. Isso, além de ser um gestor nato, com formações e cursos no Brasil e no exterior. Na entrevista, Werneck foi curto, mas fino e certamente é correligionário do “menos é mais”. A começar pela primeira pergunta. Se o que ele mais gosta em Belo Horizonte é a hospitalidade, a segurança da capital mineira também o atraiu - como nos confidenciou durante delicioso e recente almoço. E depois de BH, sua cidade predileta é Bangalore, “capital do estado de Karnataka. Centro de tecnologia de ponta no sul da Índia, a cidade também é conhecida por seus parques e sua vida noturna”. Ah! Bill Belichick é treinador de futebol americano e o indiano, Subramanian Rangan, é professor de Estratégia e Gestão. Para rimarmos com a entrevista, terminamos por aqui apenas lembrando que, para ser um Gustavo Werneck, ajuda muito responder uma pergunta, com outra pergunta: “qual o endereço e quando tenho que estar lá?”. O outro GPS, a seguir.

Gustavo, mineiro de BH? Do que mais gosta ou sente falta na cidade?

Sim e o que mais gosto em BH é a hospitalidade dos mineiros.

Onde mora atualmente? 

Moro no bairro de Lourdes em BH.

Em quantas cidades já viveu? Alguma favorita, alguma para onde voltaria?

Já vivi em 10 cidades. Fora BH, minha favorita é Bangalore, na Índia.

Como é comandar a Gerdau, maior produtora de aço do Brasil? 

Comandar a Gerdau é um privilégio, tenho uma equipe incrível ao meu lado.

Quantos funcionários?

A Gerdau tem cerca de 30 mil colaboradores em todas as suas operações no mundo.

Como lidar com tantos colaboradores e como lida com as pessoas mais próximas, mas tão diferentes?

Abraço a diversidade e a inclusão. Trago para trabalhar comigo pessoas melhores do que eu, que me desafiam a me desenvolver e a me superar. Não existem limites que não possam ser superados por equipes engajadas e com autonomia.

A filosofia de vida, pessoal e profissional!

"Não reclame, não se explique, apenas se apresente e faça o seu melhor" (Bill Belichick).

Recentemente em ótima entrevista, você contou que teve um mentor indiano, mas não entrou em detalhes. Pode falar um pouco mais?

Meu mentor é o professor de estratégia e liderança, Subramanian Rangan, do “Institut Européen d'Administration des Affaires – INSEAD”, na França. Acadêmico e ser humano muito diferenciado.

Na mesma entrevista, resposta boa foi: “só me fala o endereço e o dia que eu tenho que estar lá”. Este pensamento, este improviso, serve para tudo?

Sim, serve para tudo. Melhor jeito de aprender é estar perto de pessoas incríveis. Escutar mais e falar menos.

O que acha da reflexão, “se quiser fazer Deus rir, conte a ele seus planos", atribuída a Woody Allen? Deixa a vida me levar?

Nem tudo na vida é imprevisível, é nossa obrigação melhorar diariamente aquilo que pode ser medido e controlado.

Invertendo uma pergunta muito comum, que conselhos você daria aos mais velhos?

Dediquem tempo de qualidade retribuindo às pessoas aquilo que a vida lhes proporcionou. A experiência é um ativo inestimável.