Raro prazer

Legenda: Na festa de Eduardo Simões, os amigos José Alberto Nemer, Sônia Jacques, Sandra Carvalho e Fred Mota Machado
Foto: Edy Fernandes

Raro prazer
Recentemente, amiga Maura Dias, embarcando para os EUA, viu que nem tudo está perdido. No restaurante do aeroporto o garçom comentou algo simples, que aumentou o orgulho que ela já tinha pela filha. O rapaz, rapidamente, chamou os colegas para ver coisa que nunca se via ali: uma criança lendo um livro. E aqui podemos dobrar o orgulho e a surpresa: uma criança lendo e um garçom valorizando o ato, o que quer dizer que ele também lê e provavelmente seus filhos lêem ou lerão. Parabéns a todos.

Raro comportamento
E as reflexões e surpresas de Maura continuaram em Miami, claro, porque no exterior, ao longe, enxergamos melhor nosso país. Maura sabe que os brasileiros têm fama de amigáveis e cordiais, mas toda vez que ela vai aos EUA percebe que lá, ela escuta muito mais: "Good Morning".

Raro hábito
Escuta mais "Bom Dia", "Obrigado" e "Me desculpe" que no Brasil. Maura se pergunta se é impressão dela. Não. Na França, por exemplo, é "obrigatório" dizer coisas difíceis como "Bonjour" ao entrar num elevador; "Merci" e "Sil vous plaît", ao comprar um jornal ou na padaria.

Raro exotismo
OK, não vamos exagerar, é preciso lembrar que no jeitinho brasileiro, na entonação e na aproximação informais, já está incutida uma certa educação, gentileza. Mas no exterior nem todas as pessoas sabem disso. E sim, os brasileiros falam alto, escutam música alta, não respeitam a lei do silêncio, gritam em qualquer lugar, não se preocupam com o outro. Nesse ponto sim, somos muito mal educados.

Curtas & Finas

*E para manter o clima de Carnaval, no meio da folia, é verdade ou não que censuram marchinhas, há mil anos, politicamente incorretas?

Vocês estão cantando ou foram mesmo proibidas as marchinhas de contendo ofensas, violência e intolerância?

Motivos entre parênteses. "Me dá um dinheiro aí" (assalto); "O teu cabelo não nega" (racismo); "Cabeleira do Zezé e Maria Sapatão" (homofobia); "Você pensa que Cachaça é Água" (apologia ao álcool, segundo o AA), "Bandeira Branca" (tráfico de drogas).

"Vou beijar-te agora" (assédio sexual); "A turma só me chama de palhaço" (bulling); "Você tem que me dar seu coração" (Crime passional e tráfico de órgãos; "Segura meu bem, a chupeta" (pedofilia).

"Índio quer apito, se não der, pau vai comer" (extorsão, racismo e genocídio), "Cidade Maravilhosa" (propaganda enganosa) e "A Pipa do Vovô não sobe mais", (preconceito e bulling com os idosos).

Bom fazer piada com coisas perigosas, nocivas e estúpidas como o politicamente correto que reina no Brasil.