Quarenta tons

Curtindo a noite em Beagá, a super Alessandra Soares e Tadeu Campos
Foto: Edy Fernandes

Quarenta tons
Temos ótima notícia pra quem gosta de viver. Vocês foram enganados e nem perceberam. Nada acaba na quarta-feira de cinzas. Esta quarta só existe pra fazer música e poesia de Vinicius de Moraes, Carlos Lyra e turma da pesada. Nesta quarta-feira, o povo quer nem descansar já que, em muitas cidades, a folia continua. Quarta-feira de cinzas é para trocar as pilhas e lembrar o carnaval que passou.

Tons de cinza
De preferência lembrar e rir das coisas boas do carnaval que passou. Foram quatro dias de molho deixando todos os problemas de molho. Mas com as barbas de molho, pensando na quarta-feira, na quinta, na sexta e no resto do ano. Está certo. Este é o ano dos grandes feriados.

Cinza também brilha
Ano de se fingir de morto esperando banda e crise passarem. Ano de sobreviver, de mandar a morte passar mais tarde. Mas a quarta-feira de cinzas é mais simbólica, ela sempre enterra o carnaval, a folia e a alegria. Enterrava! Foi redescoberta e reciclada, repaginada. É quase o primeiro dia do ano. Lembram quando o Brasil só começava a funcionar depois do carnaval? Pois é, vamos reciclar a lição. Vamos recomeçar, lembrando que, no fundo de toda cinza, tem muita brasa pra iluminar tudo de novo.

Brasa sem cinza
Para provar que coisas boas não morrem e estão sempre renascendo, mais fortes, aí está, a Carminha Macedo Galeria de Artes, recém-inaugurada no Ponteio Lar Shopping, cheia de novidades e com exposição de Jorge dos Anjos e João Diniz. A abertura foi dia 18, cheia de confete.


Fazendo arte: João Diniz, Carminha Macedo
Foto: Edy Fernandes

Curtas & Finas

*Continuando, mais de 20 anos depois, Carminha Macedo, proprietária da galeria de arte continua com a mesma garra.

Arte contemporânea num espaço para pensar, produzir e experimentar, gerando uma melhor relação entre o artista, sua arte e o espectador.

A galeria lançou dois projetos, com curadoria de Wagner Nardy. O primeiro, Vitrine dArte, na vitrine, permite aos artistas, no caso, o impecável “metaleiro” Jorge dos Anjos, a criação de relações conceituais com o espaço.

Já o Projeto Pé Direito é um desafio aos artistas: trabalhos em grande escala. Neste primeiro, o arquiteto João Diniz, com um trabalho inédito de fotografias.

Para Luiz Sternick, gerente de Marketing do Ponteio, ter Carminha Macedo de volta é um grande privilégio! “Contar com esta grande empresária, abrindo o ano de 2017, ao nosso lado, e já com uma belíssima exposição de dois expoentes da arte e da arquitetura mineira é um diferencial importante para o shopping!”.