Porto seguro e alegre

Flávio Almeida
Foto: Edy Fernandes

Porto seguro e alegre

José Flávio Almeida Gomes de Deus é um homem seguro de si, dos outros e de muita coisa, muita arte. O seguro está até no sobrenome: Deus. Segura na mão de Deus e... Trabalhe muito, sem matar leões, curtindo várias emoções e diversões. José Flávio é um porto feliz, de bem com a vida e com as boas coisas da vida, trabalhando com Seguros, no Brasil e nos EUA. Com vocês, "O Rei do Sinistro".

- José Flávio, consegue resumir teu trabalho? 
- Matar um leão por dia, num mercado competitivo, num país em crise. É a profissão que escolhi, ainda muito jovem. Comecei como office Boy na empresa fundada pela minha família. De lá pra cá foi uma longa trajetória, sou da época em que não existia computador, celular. Lembro do nosso primeiro computador, caríssimo; o primeiro fax, vindo de Manaus. Pasme! As coberturas de seguro eram dadas via telex.

- Seguros de tudo ou mais específicos? 
- Especializamos em seguro para obras de arte, quando emitimos nossa primeira apólice de seguro "Fine Arts", algo inusitado no Brasil. Mas já atuamos em diversas carteiras de seguro.

- O brasileiro ainda tem medo, acha inútil, caro; fazer seguros?
- Hoje está mais consciente da necessidade de segurar o que tem valor financeiro ou emocional, mas ainda estamos longe do mercado de seguros do primeiro mundo, onde americanos e europeus gastam milhares de dólares por ano em apólices de seguro.

- Você tem quantos?
- Os meus, pessoais, estão nos USA, onde resido. Carro, vida, saúde e da minha casa, com poucas obras de arte seguradas. Mas tenho meu seguro saúde no Brasil, nunca se sabe, né?

- Em que sede a Almeida Gomes Seguros tem mais clientes? BH, Rio de Janeiro ou Miami?
- Rio, uma demanda maior de colecionadores galerias e feiras de arte.

- Mais de 20 anos "de praia". Seguro é um negócio seguro? 
- É a garantia que você tem de repor uma perda material, amenizar a dor de uma perda emocional. Desde que tenha um bom profissional, uma boa seguradora, sempre será um ótimo negócio.

- Para obras de arte ainda é pouco explorado no Brasil? Mesmo com "AllRisks"...?
- Sim, num país tão grande, com grande acervo de arte, muitos sem seguro, infelizmente. Incluindo colecionadores, galeristas e até mesmo museus. O Nordeste é grande exportador de arte, a maioria sem seguro.

- Arte é teu carro chefe?
- Infelizmente, não! Pessoalmente cuido dos seguros "Fine Arts", mas minha equipe atua nas outras carteiras.

- O Brasil tem seguro ou é risco certo?
- Acredito no nosso Brasil. Vivendo fora percebemos como nosso país é maravilhoso e o quanto sentimos falta dele, quero e preciso acreditar que o Brasil ainda será uma grande nação. Um seguro para? Anticorrupção com certeza.

- Quanto tempo você passa no Brasil e nos EUA?
- Passo maior parte do ano nos USA, lá é minha residência fixa, nossos resseguradores estão lá. De lá trabalho aqui no Brasil, graças à tecnologia e à famigerada internet. Risos...