Paulo Navarro | terça-feira, 7 de julho de 2020

Paulo Camillo Penna, representando o Brasil no Congresso da Associação Mundial de Cimento, na Inglaterra

Crédito: Divulgação


Tudo em ordem e progresso com o comandante da 4ª Divisão do Exército, general Algacir Antônio Polsin, durante a entrega da Medalha do Exército ao ex-presidente do TRE/MG, desembargador Rogério Medeiros

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Cimento essencial

A produção e o consumo de cimento são termômetros da economia. Então, com muitas e boas palavras, Paulo Camillo Penna, presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC): “Após viver um grande período de crescimento entre 2004 e 2014, quando atingiu o recorde de consumo (72,7 milhões), a indústria do cimento, assim como toda a construção civil, passou pela sua pior crise no período de 2015 a 2018”.

Cimento fundamental 

“Vinte e duas fábricas foram fechadas e um número significativo de linhas de produção desativadas, o que vai ser extremamente oneroso para a indústria religar estes fornos no futuro. Nesse contexto o setor perdeu quase 30% das suas vendas e a capacidade utilizada atingiu 53,5%, o pior número da história. A indústria do cimento fechou 2019 com um pequeno crescimento, interrompendo quatro anos consecutivos de retração, 2015 a 2018”.

Cimento providencial 

“No entanto, há de se ponderar que este aumento se deu em comparação ao fraco ano de 2018, o menor volume de vendas da série histórica de quatro anos, que teve seu pior momento em maio durante a greve dos caminhoneiros, onde a indústria deixou de vender 900 mil toneladas. O cenário projetado para 2020 era promissor. Bons indicadores macroeconômicos, o setor imobiliário em expansão em diversas regiões do país e o aumento da massa salarial davam sinais de que a tendência de crescimento se manteria”.

Cimento de ferro 

“Entretanto, após um bom início do ano, o cenário passou a ser assustador com as medidas de isolamento e os ‘lockdowns’ a partir de março. O desempenho dos meses de março e abril foi ruim, porém os meses de maio e junho surpreenderam positivamente para a construção civil e principalmente para o cimento. As obras imobiliárias continuaram em andamento e a verificou-se um significativo aumento na quantidade de reformas, tanto comercial quanto residencial”.

Cimento de aço 

“A residência deixou de ser apenas um lar para se transformar num local de trabalho e lazer. O setor de infraestrutura, que já foi um indutor da construção civil, encontra-se em declínio, representando cerca de 10% do consumo de cimento, quando no passado representava 25%. Nesse sentido a indústria do cimento vem investindo em soluções competitivas, tais como a utilização de concreto nas rodovias, ruas e avenidas”.

Cimento de vidro 

“Esse sistema construtivo traz vantagens na segurança do usuário: melhor visibilidade, menor distância de frenagem e mais conforto de rolamento; redução do consumo de combustível e dos pneus, alta durabilidade e rapidez e facilidade na construção, além de ser ambientalmente sustentável, reduz a temperatura do ambiente e é reciclável. Hoje, dia 7, às 16h, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) promove webinar sobre Pavimento de Concreto – Solução Competitiva para Infraestrutura Rodoviária:

(https://register.gotowebinar.com/register/2262392916499557388)”.

Cimento geral 

“Minas Gerais é o maior produtor de cimento do Brasil, sendo responsável por 28% da produção nacional. Para o segundo semestre a preocupação é justamente por conta dessa concentração do consumo de cimento em obras imobiliárias e reformas e na ausência de investimento em infraestrutura. O número de lançamentos de empreendimentos imobiliários é decrescente desde o início da pandemia”.

Cimento concreto

“Com o fim do estoque das construções existentes, há um temor de que a não reposição das obras possa levar, novamente, a atividade da construção civil e do cimento para uma crise. O parque industrial cimenteiro no Brasil é moderno e eficiente, com uso crescente de combustíveis alternativos e referência pelas baixas emissões de gases do efeito estufa”.

Cimento verde

“Nesse sentido, a indústria realizou o Roadmap Tecnológico, um estudo de vanguarda, com a Agência Internacional de Energia (IEA) e o International Finance Corportaion (IFC) do Banco Mundial onde mapeia as emissões do setor e identifica as principais ações para tornar a indústria ainda mais sustentável. A indústria do cimento tem o compromisso para reduzir suas emissões através da economia circular, utilizando o lixo urbano como combustível em seus fornos, ajudando a eliminar os lixões e aterros sanitários”.

Cimento eterno 

O cimento é fundamental, até mesmo em construções que anunciam o futuro, com exemplos, tendência e oportunidades do presente, como as chamadas “Casas de Isopor”. Estas casas, “miraculosamente”, eliminam o uso do tijolo, o que parecia impossível na construção de casas simples, grandes e até mesmo em prédios de quatro andares. O cimento reveste as paredes feitas de um “sanduíche” de isopor entre malhas de fio de aço, economizando dinheiro em forma de tempo, mão de obra, fundações e muito material.

 

Coragem e risco

Sábado, nosso amigo e cúmplice nas boas coisas da vida – quando estas eram permitidas e possíveis – Mike Wade, continua confinado em sua querida Londres, Inglaterra, mesmo com o fim da “Lei Seca”. Pelo WhatsApp, enviou-nos a seguinte mensagem, lição, conselho ou advertência, como queiram: “Os pubs e bares na Inglaterra estão reabrindo hoje apesar do vírus ainda estar muito ativo”.

Coragem e praga

“Então, aos amigos do – e confinados no – Brasil, envio um comentário do grande diarista Samuel Pepys (1633-1703)”. Explicação do Google aos leitores: “Samuel Pepys foi um funcionário da administração naval inglesa e um parlamentar. Famoso por seu diário, que é uma combinação fascinante de informações pessoais, e revelações, como testemunha ocular, de grandes eventos, como a Grande Praga e o Grande Incêndio de Londres”.

Coragem e sorte

Continua Mike: durante a grande praga, há 355 anos, Pepys escreveu: “As tavernas estão lotadas de foliões festejando esta noite. E mesmo que eu olhe pela janela como uma criança na confeitaria, não serei seduzido pelas delícias lá dentro. Uma bebida em troca da praga é de fato um mal negócio”. E Mike termina citando os franceses: “Plus ça change, plus c’est la même chose!”. Ou seja, em bom português: “Quanto mais as coisas mudam, mais continuam as mesmas”.

Curtas & Finas

*Na esteira da lembrança e mensagem do amigo Mike Wade, a seguir, variações sobre o mesmo tema.

Amigo e leitor da coluna, dono de restaurante fechado pelo confinamento, em seu ócio criativo, teve a santa paciência de copiar dicas da revista “Época Negócios”.

Na verdade, “Dez ideias curiosas de distanciamento social adotadas por bares e restaurantes mundo afora”. Estratégias do “novo normal”, promovendo o distanciamento social entre clientes.

Barreiras de plástico. Um clube na Tailândia instalou barreiras de plástico para distanciar os frequentadores da boate, uns dos outros.

Telas de proteção. Um pub na Inglaterra passou a servir cerveja atrás de uma tela de proteção.

Divisores de mesa. Num bar em Nova York, divisórias para manter as pessoas separadas enquanto consomem os produtos na área externa do local.

Roupas de apicultor. Um bar temático em Londres tem seus administradores usando trajes de apicultores. Os garçons também usarão máscaras faciais.

Drive-in. Uma discoteca na Alemanha promoveu uma “rave drive-in”. Os convidados sintonizam a rádio online, e um DJ, ao vivo, se apresenta com luzes, fumaça e dançarinos em um estacionamento.

Bancos com mensagens de incentivo. Um bar na terra dos bares (não, não é Belo Horizonte), Irlanda, instalou diversos bancos na área externa do estabelecimento com mensagens para incentivar o distanciamento social entre clientes.

Mensagem divertidas como: “seis polegadas (15 centímetros) podem criar uma vida, seis pés (1,83 metro) podem salvar uma” ou “preencha o espaço com uma conversa”.

Robôs garçons. Usando garrafas penduradas no teto, um barman robô serve bebidas para os clientes na Coreia do Sul. Os robôs são usados desde 2017, mas ganharam mais importância durante o isolamento social.

Cadeiras. Uma boate holandesa acomodou os clientes em cadeiras a 1,5 metro de distância umas das outras.

Manequins são comuns em bares de todo o mundo durante o isolamento. Na Áustria, os clientes encontraram manequins em um bar de Viena. Foram instalados em assentos que não poderiam ser ocupados, para garantir o distanciamento. O mesmo aconteceu em um bar em Istambul, na Turquia.

Mesas gigantes. Um bar em Maryland, Estados Unidos, criou mesas gigantes sobre rodas na área externa do estabelecimento. Dessa forma, os clientes podem se movimentar e andar livremente, sem se aproximarem mais do que um metro e meio.