Paulo Navarro | terça-feira, 7 de janeiro de 2020

As belas notáveis e colírios, Eduarda Corrêa, Camila Mattar, Alexia Brant e Alessandra Valente

Foto: Edy Fernandes


Pois é assim, na inauguração do PoiZé, Nathália Barbosa e Luiz Fernando Tortoriello

Foto: Edy Fernandes


Festa fértil 

Uma única e bela festa de réveillon em BH deu-nos ótimas ideias para os próximos anos. Assim como durante “séculos” a capital era sinônimo de Túmulo do Carnaval, quem sabe, e em breve, pode ganhar outra fama, outra maldição, a de ser o cemitério do réveillon? O Carnaval em BH pegou há poucos anos, é um dos maiores do Brasil e, claro, foi fruto “espontâneo” dos foliões que ficavam na cidade.

Festa exemplar 

Foliões que ficavam “espontaneamente”, que resistiam, insistiam em ressuscitar o carnaval ou porque, depois de anos de crise, simplesmente não tinham dinheiro para viajar, para passar o Carnaval na praia, sonho de 11 entre 10 mineiros. Pronto, foi a fome com vontade de comer.

Festa contagiante 

Então, como devemos o sucesso e os excessos do Carnaval em BH a seus cidadãos, por que não esperar dos mesmos corajosos a criação da tradição de passar o réveillon, aqui mesmo, com muitas festas, fogos e animação? Inverter o jogo, em vez de expulsar, atrair gente, turistas.

Festa inspiradora 

Nos clubes e outros espaços isolados, o réveillon, sempre discreto, acontece em BH. A distante Pampulha tem seus fogos, mas e o resto da cidade? Este ano, a galerista Beatriz Lemos de Sá abriu as portas de sua linda galeria, a Lemos de Sá, no alto do bairro Mangabeiras. A vista era sem igual, mas com pouquíssimos fogos. Foi noite das mais agradáveis, entre amigos, com fartura de tudo. A moda pode pegar. Agora imaginem um show de fogos como os de Copacabana, Rio, nos altos da Serra do Curral?


Curtas & Finas

* Ainda sobre futuras grandes noites de réveillon em Belo Horizonte: além da “praia” de prédios e casas com vista para a Serra do Curral, temos vários espaços abertos e quase toda cidade como plateia.

Basta vontade política, administrativa. Se fogos são lindos na escuridão do mar no Rio, Nordeste etc., imaginem nos altos de nossas montanhas. Seria uma festa única no Brasil.

* O projeto “Plantando Saberes”, da Associação de Cultura, Esporte e Lazer Movimenta Brasil, é um dos dez ganhadores da 7ª edição do programa Educar para Transformar, Chamada Pública de Projetos do Instituto MRV.

O projeto foca na reestruturação da horta escolar e na formação de colaboradores efetivos para a manutenção do espaço de forma produtiva para a escola, além da qualificação de outros espaços verdes da escola e capacitações em sustentabilidade.

E justamente receberá capacitações em gestão, acompanhamento e R$160 mil, cada um, para o desenvolvimento das atividades durante dois anos.