Paulo Navarro | terça-feira, 31 de março de 2020

Ecos dos cinco anos do Akemi Oriental Fusion, com Barbara Cardoso e o relações públicas Lucas Berg

Foto: Edy Fernandes


Na mesma noite de delícias da gastronomia japonesa, os empresários Bruno e Milton Dias

Foto: Edy Fernandes


Vem, meteoro

Nos tempos da cólera, do cólera, de coronavírus, de isolamento voluntário ou não, de confinamento ou de se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, o que mais “pegou” nas redes sociais foram as “lives”. Elas são nosso contato mais direto com o mundo que ficou em modo “soneca”. É mais uma maneira de “passar o tempo”, porque o repertório da Netflix já se esgotou e arrumar gaveta todo dia não dá.

Volta, meteoro 

Arrumar gavetas, armários e casa, todo santo dia, deixa qualquer um ainda mais doido. Muita gente registrando herança, vídeos e “lives” no Instagram, sobre os temas mais diversos. E tem até hora marcada de abordagem em rede, com ênfase nas precauções, no combate ao coronavírus.

Volta, tsunami 

Os vídeos servem como enfrentamento psicológico do medo, para divagações filosóficas sérias ou de botequim; muitos flertam com o sentimento da mortalidade, pela primeira vez. Há espaço até para futilidades, “terapia ocupacional”, como aulas de maquiagem, pintura, bordado.

Volta, asteróide 

Ênfase para o grande número de adeptos de aulas coletivas de educação física. O fechamento das academias causou grande ociosidade de personal trainers e, consequentemente, de alunos “órfãos”. Uns procurando os outros. São atividades físicas virtuais e interativas diversas; aulas de alongamento, spinning, desenvolvimento de músculos, pilates e danças em diversos ritmos. Se o vírus passa e a moda pega, acabam as academias. Outros fenômenos são as videochamadas em grupo de amigos no WhatsApp.

 

Curtas & Finas

* Os aplicativos criados para organizar videoconferências empresariais estão sendo utilizados para reencontrar os amigos e até organizar happy hours.

Cada um em sua casa, bebericando o seu vinho e espantando a solidão através dos encontros virtuais. Quem já experimentou disse que essa moda veio para ficar!

Quem diria que, antes do confinamento, a tecnologia era acusada de separar as pessoas.

Celulares e afins eram os novos vilões, culpados pelo fim das conversas e relacionamentos, por separar pais e filhos, amigos, todos grudados nas telinhas.

Hoje, são eles que nos “unem”.

* Isso tudo sem contar as pessoas que andam falando sozinhas, com elas mesmas ou com a geladeira, a máquina de lavar, a torradeira.

Quando tudo passar, veremos quanto ganhou a Netflix, o Facebook, as TVs e tudo que serve para trazer o mundo que não podemos mais buscar lá fora.

“Difícil agradar um reino onde uma parte tem medo da morte, outra tem medo da fome e a terceira quer botar fogo no castelo!”.