Paulo Navarro | terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

No Conselho Nacional do Ministério Público, Aristides Junqueira, Roberto Gurgel e Antônio Fernando, ex-procuradores da República, com Jarbas Soares Jr., ex-procurador-geral de Justiça, e Raquel Dodge, procuradora-geral da República

Foto: MPMG/Divulgação

Ecos da Feijoada no Country, na unidade campestre do Minas Tênis Clube, com Elberto Furtado Jr., ao lado de Marina e Aluizer Malab

Foto: Edy Fernandes

Pão e circo 

Não tem jeito que dê jeito. Nunca na história deste país o carnaval começou tão cedo. Carnaval com C de catarse. Como sempre, muita gente contra e muita gente na folia. Como sempre, alguns sugeriram cancelar o carnaval no estado de Brumadinho e outros crimes de mortos sem sepultura. Comemorar durante o luto? É de cada um. Cancelar o carnaval vai consertar o estrago, aliviar? Claro que não.

Brioche e circo

Então, como sempre de novo, quem gosta vai pular e dançar sem moderação. Excessos também estão em pauta. O carnaval do Brasil é diferente de todos os outros mundo afora. É uma religião. É pau, é pedra é o fim do caminho. É o ópio e o pio do povo. E a praça Castro Alves continua.

Circo de papel 

Continua sendo do povo como o céu é do avião. Não adianta afogar as mágoas porque elas aprenderam a nadar. O carnaval é, ao mesmo tempo, uma loucura e um descanso na loucura. Não à toa, os antigos romanos festejavam gritando: “Uma vez por ano é permitido enlouquecer”.

Circo de plástico 

Diversão para muitos; retiro espiritual para os outros. Sem filosofia, o lado prático do carnaval: turismo, emprego e dinheiro. Isto numa BH que passa o resto do ano, triste, vazia e esperando um Godot que nunca chega. No lado engraçado e criativo, as máscaras do ano. Nas bancas de revista pode-se comprar um kit com três máscaras de papel, com os rostos de Bolsonaro, Moro e Fábio Assunção. Sábado, um gaiato foi dar seu grito de carnaval, na Savassi, com a máscara de Bolsonaro. Tadinho!

 

Curtas & Finas

* Nosso amigo cidadão, com a máscara de Jair Bolsonaro, pensou que seria apenas mais um na multidão, como acontecia com a máscara do Lula, de sinistra memória.

Mas não, estava sozinho em um antro de órfãos petistas. Sem violência e na brincadeira, foi até vaiado e xingado.

Estranho país. Em outros carnavais, nunca hostilizaram quem portava máscara de bandidos como Lula, Dilma etc.

* Frases da semana: “Meu filho vai se chamar Ariel. Quando crescer ele decide se vai ser homem, mulher, sereia ou sabão em pó”.

“O Novo ganhou a eleição em Minas. O PSDB ganhou o governo, o PT ficou com os cargos”.

“Estudo diz que ajustar o despertador para horários ‘quebrados’ faz você acordar com menos sono. Exemplo: em vez de colocar 6h30, pode colocar 11h47”.

“Se a Globo tivesse investigado a família do Lula como faz com a do Bolsonaro, teria encontrado até o dedo”.

“Maduro envia cinco canhões para nossa fronteira. Deveríamos fazer o mesmo e enviar Benedita, Dilma, Maria do Rosário e Gleisi”.

* O Restaurante Horizontes, capitaneado pela chef Juliana Bhering, convida para almoço harmonizado guiado pelo enólogo da Chandon, François Hautekeur. Amanhã, na Serra da Moeda.