Paulo Navarro | terça-feira, 16 de outubro de 2018

No belo casamento à beira-mar de Érica Drumond e Jay Davidson, Ricardo Leoni e Juliana Guimarães

Foto: Edy Fernandes

Declínio e ascensão 

O amigo e jornalista Geraldo “Gerô” Melo tocou, com o brilho que lhe é peculiar, no tema do momento daqui até a China, passando pelos EUA de Trump: a própria China, que é o próprio “negócio da China”, na China e no mundo. Segundo Gerô, “A China parece destinada a dominar o mundo, por causa do número de habitantes. Lembrou o filme “O Declínio do Império Americano”, antecessor de “Invasões Bárbaras”, 30 anos depois, com os mesmo personagens e atores, sorte do diretor canadense Denys Arcand.

Ascensão e revolução 

“No filme, Arcand colocou que história é número e por isso, concluiu: o apartheid vai acabar na África do Sul, como se comprovou. Mao Tsé Tung (1893-1976) dizia termos de esperar séculos para ver o resultado de sua revolução. Eles são muitos, antigos e, portanto, têm tempo”.

Ascensão monstro 

“Por quantas eras se autodenominavam o Império do Meio? Napoleão Bonaparte (1769-1821) já avisava: não acordem este monstro, derrotado pelos ingleses na Guerra do Ópio, ferida profunda no orgulho nacional chinês. Pois bem, eles anunciam agora a temível Nova Rota da Seda.

Ascensão e revolução 

“Rota pela qual pretendem dominar o comércio mundial, em breve. Já avisaram que vão investir 60 bilhões de dólares na África. Na China, fizeram cidades fantasmas para manter o trabalhador ocupado seguindo a tese de Keynes: “É melhor abrir um buraco e tapar logo em seguida”, para sair da crise de 29; mesmo a 2ª Guerra, logo após, ajudando bastante”.

Revolução admirável 

“Mas os operários não têm dinheiro para comprar o que fizeram, como ocorre aqui, de onde se geraram as espetaculares cidades-fantasmas. Na Barra da Tijuca, Rio, há a Vila Olímpica, abandonada. A China vive as contradições típicas do capitalismo. A novidade é o controle total do cidadão, via um CPC social, nos remetendo a ‘1984’, de George Orwell, ou 'Admirável Mundo Novo', de Aldous Huxley".

Curtas & Finas

* Show da banda Nem Secos 15 Anos, dia 19, às 21h no teatro Francisco Nunes. Lançamento do CD autoral; homenagens à Tropicália e ao Secos e Molhados.

* Na Fiac 2018, Grand Palais, Paris, do dia 17 ao 21, a Bergamin & Gomide promete brilhar.

No acervo, a vanguarda abstrata de Ivan Serpa, Lygia Pape, Samson Flexor, Judith Lauand e Lothar Charoux, entre outros.

* O Memorial Minas Gerais Vale, no Circuito Liberdade, destaca as fotos de Sylvia Amélia.

Sylvia ocupa o Café do Memorial com duas séries: “Palavras Volantes”, idealizada entre os anos 2003-2005, e “Inventário do Sob”, produzida entre 2003-2007. Até 21 de fevereiro de 2019.

* O Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBBBH) inaugurou mostra abrangente da mais representativa arte abstrata da América Latina.

A exposição “Construções Sensíveis” foi montada a partir da coleção Ella Fontanals-Cisneros, pelos curadores Rodolfo de Athayde e Ania Rodríguez. Até 7 de janeiro de 2019.