Paulo Navarro | terça-feira, 14 de julho de 2020

Com as cores de 2019, esperando as de 2021, Isabella Cristina e Bianca Castro

Foto: Edy Fernandes


Com a trilha sonora do otimismo, Luciana Mussi e Karina Vianello

Foto: Edy Fernandes

Novo normal

Enfim, mais um dado positivo, em meio a tantas notícias ruins diretamente ligadas à pandemia e ao confinamento. Em Belo Horizonte e certamente em outras grandes cidades, famílias inteiras descobriram um lazer que não estava escondido, mas esquecido, abandonado. É o cidadão explorando uma cidade que estava “submersa” pela correria, pela pressa; resgatando locais que, de tão óbvios, pareciam invisíveis. O pôr do sol é o grande herói deste novo e saudável hábito.

Novo horizonte 

Falamos dos belos horizontes que batizaram a cidade e são facilmente acessíveis de morros, picos, montanhas e claro, dos pontos mais altos da cidade. O ato de abandonar os automóveis e caminhar também assinam esta nova velha paisagem urbana. Os protagonistas são pessoas que, procurando a natureza, deparam-se com vistas magníficas. São trilhas à disposição e sedutoras e os próprios e vários condomínios na BR-040; entre BH e Nova Lima. Praças fechadas, mundo aberto.

Saudável horizonte

Isso tudo numa cidade que, a exemplo de outras, aqui e pelo mundo, foram flagradas completamente despreparadas, sem infraestrutura, para enfrentar a pandemia. Pandemia que limitou a liberdade de ir e vir e destroçou a economia que ensaiava sair do abismal buraco cavado nos últimos anos. Em suma, um novo olhar; um novo, reciclado e belo horizonte que, esperamos, vingue, fique e cresça.


Reclamação do dia

O superarquiteto Gustavo Penna, que ajuda a construir a cidade, levanta uma questão que é também um problemão e rasgadura de dinheiro. Ele mora em Lourdes, ao lado do Colégio Estadual Central. No lusco-fusco, as fortes luzes das quadras de esporte são acesas, mesmo que as mesmas estejam vazias. Verdadeiros holofotes acesos durante toda a madrugada. Um absurdo em meio à crise sanitária e econômica.

Reclamação da hora 

Um colégio que deveria ensinar boas e sustentáveis práticas dá, na verdade, uma lição de desperdício. Uma lição e uma nota 10 para a poluição visual que incomoda muito, invadindo todos os prédios vizinhos. Agora, um comentário nosso. Impressionante como, em pleno século 21, depois de tantos discursos e lutas pela qualidade de vida, um nobre espaço é exemplo de perturbação da ordem, e, repetimos, de desperdício de dinheiro e energia num momento tão drástico como o atual. Que a queixa de Gustavo chegue, por aqui, aos (ir)responsáveis.


Crônicas editoriais

Compartilhamos com vocês os merecidos elogios tecidos ao poeta, escritor e publicitário “Tonico Mercador, 50 anos de poesia”. É a celebração dos 50 anos da lírica de Mercador, um dos mais respeitados nomes da Caravana Grupo Editorial. Conhecido por sua produção irretocável, o poeta de “Cantos de Silêncio e Ausência”; autor de recente pérola, a prosa delirante, como ele mesmo definiu, “O Invasor de Livros”; não transige nem faz concessões: “a poesia é palavra viva e como tal não aceita vazios, imagens pobres, nem proselitismos”.

Crônicas imemoriais 

“Tonico Mercador é cidadão do mundo, ‘self-made man’ que viajou por aí e foi barman, professor de português para gringos, artesão e cozinheiro. Nos anos de chumbo, fez piquete em porta de fábrica, foi chamado de comunista por trabalhadores e militares. Foi em cana, sofreu tortura e teve os livros de sua pequena biblioteca confiscados”.

Curtas & Finas

* Continua a homenagem a Mercador: “Há mais de 30 anos como publicitário, Tonico correu o Brasil, dos cafundós de Minas à Altamira, viu coisas belas e outras nem tanto”.

“E o que viu escreveu, porque, 'avant tout', ele é poeta – e daqueles que não transigem no ofício, o de escrever sua verdade buscando a palavra certa”.

“Sem firulas nem gracejos, muito menos jogos com imagens fáceis ao gosto de leitores incautos”.

“Tonico Mercador nunca fez concessões em nome de aplausos ou ‘likes’. Sua matéria é a palavra bruta transformada em metáfora, com cruor e espanto, vitalidade e paixão".

* Parabéns aos 309 anos de Ouro Preto, quando Minas Gerais inteira comemora, neste 2020, seus primeiros 300 anos. Querem “uma comemoração diferente? Preservando a beleza e a história da cidade?

“Cuidar da nossa gente é a prioridade nesse momento. Quando tudo isso passar, Ouro Preto te espera de braços abertos!”. Enquanto isso: https://youtu.be/napH4Kef5UQ

* A OAB Minas lançou cartilha para advocacia trabalhista com foco na pandemia, orientando sobre as normas e instruções que envolvem a realização das audiências virtuais na justiça do trabalho.

Palmas para a OAB Minas, por meio da Comissão de Direitos Sociais e Trabalhistas. A cartilha esclarece as dúvidas mais frequentes da advocacia nesse momento de pandemia.

Orienta as audiências virtuais, alerta para os desrespeitos à legislação, normatização ou prerrogativas da classe e destaca a necessidade da comunicação.

http://www.oabmg.org.br/pdf_jornal/Cartilha%20Trabalhista_359.pdf