Paulo Navarro | terça, 30 de março de 2021

Linda Alessandra Malachias do Armazém Fit Store Belvedere. Foto: Arquivo Pessoal

Círculo vicioso

Sobre a coluna de domingo, tratando a multa trabalhista de R$17 milhões, imposta pela Justiça, à rede de restaurantes Fogo de Chão, o assunto repercutiu entre os leitores e interessados. Primeiro, a Fogo de Chão, empresa nascida brasileira, há muito foi vendida para um grupo norte americano, logo, ela não é mais brasileira. E, como acontece nos Estados Unidos, quando uma empresa vai mal, ela é fechada e os funcionários demitidos, claro.

Círculo pernicioso

É o tal do Capitalismo Selvagem. Um conhecido restaurante de Belo Horizonte passou pela mesma nefasta experiência. No caso, o dono, para demitir, usou, como a Fogo de Chão, o “fato de príncipe”, uma ação necessariamente imprevista, formalmente regular, mas que indiretamente afeta o equilíbrio econômico de contratos celebrados entre o Estado e particulares. É uma intercorrência externa do contrato que dificulta ou impossibilita o seu cumprimento.

Círculo perigoso

Neste caso, os juízes responsáveis pela sentença, nem consideraram, sequer olharam as rescisões e o já citado “fato de príncipe”. As leis trabalhistas e o Ministério Público encarregaram-se de “acabar” com o restaurante, com outra multa absurda, contra o espaço e claro, seu proprietário. Este empresário fez questão de nos repassar uma frase que corre entre grupos de “restaurateurs” no WhatsApp: “Se trabalhar não é mais um direito, pagar impostos não é mais um dever”.

Círculo superior

Mas nem tudo é desespero, pessimismo e fato definitivo. Em outras palavras, e no país em que vivemos, tudo é possível, inclusive o contrário. Pelo menos é o que deixa entender a opinião do desembargador do Tribunal Regional do Trabalho de Minas – TRT/MG, Jorge Berg Mendonça, que declarou à coluna: “Trata-se de um ato de uma juíza singular. Não persistirá nas instâncias superiores”.

Tempo solidário

Deu aqui em O TEMPO: “Ajudar quem tem fome, distribuir cestas básicas e levar informações às pessoas que ainda desconhecem a real situação do país em relação à pandemia do coronavírus são alguns dos objetivos do ‘Movimento Unindo Forças BH’. Campanha virtual que, há uma semana, arrecada dinheiro para compra de alimentos. A meta é chegar a R$1 milhão”.

Mais tempo

R$1 milhão para a compra de 15.000 cestas básicas para serem distribuídas em mais de 50 instituições e comunidades da cidade. Tudo isso no prazo de 40 dias. Afinal, quem tem fome tem pressa e 82% das pessoas que se encontram nessa situação hoje só podem contar com a minha, com a sua, com a nossa doação. Interessados podem usar o Instagram, @unindoforcasbh. Em menos de 24 horas, o grupo conseguiu mais de R$ 20 mil.

Mais solidariedade

Projetos apoiadores: 1 MM (Um Milhão de Máscaras), Love Circuito Inclusão, União Minas, Global Shapers, Instituto Mano Down, GADA, Comitê Cidadania Nação, Minas Pela Paz, Crie o Impossível, Lacre do Bem, Ato Efeito, Impact Hub, Associação Visibilidade Feminina, Eu Amo Minha Quebrada, Amigos doBHem, BH Invisível, Macunaíma, Inaper, Amor que Cura, Corrente do Bem RI, CONRERP 3, PF 19, A Ponte BH, Mães Pela Liberdade, Projeto Compaixão, Instituto Adotar e GASS.

Mais e mais

Ainda sobre a Campanha Unindo Forças BH - Todos contra a Fome. Foram nove Instituições que se uniram para combater a fome nas favelas e aglomerados: Tio Flávio Cultural, Transforma BH, A Ponte, Embaixadores da Educação, Ele Clama, Espalhe Cestas, Gerando Falcões, Aceleradores do Bem e Mesa Brasil. E reforçamos: o propósito é colocar comida na mesa de quem precisa, já! O link pra doar: evoe.cc/unindo-forcas-bh. E @unindoforcasbh. Até sexta-feira, 1.506 pessoas já tinham doado, arrecadando quase R$500 mil.

Pique solidário

O Pampulha Iate Clube, PIC para os íntimos, lançou a campanha PIC Solidário cuja meta é arrecadar alimentos não perecíveis para famílias necessitadas, ainda mais vulneráveis com a pandemia. A meta é recolher as doações enquanto durar os 1001 malefícios da Covid-19. Doações no portão principal do PIC Pampulha.

Sérgio "Usiminas" , Maitê e Sérgio Leite Filho. Foto: Arquivo Pessoal

Curtas & Finas

*De Tiradentes a Ayrton Senna, passando por Santos Dumont, Zumbi dos Palmares, Machado de Assis e Anita Garibaldi.

O escritor e aviador Ruy Sodré reuniu, no livro “Os Heróis Brasileiros” mais de 70 nomes que marcaram a história do país.

Onde encontrar? Com o autor: ruysodre@hotmail.com

*A SME – Sociedade Mineira de Engenheiros, em parceria com a SVB – Silicon Valley Brasil, criou um programa exclusivo para profissionais da área.

Áreas como engenharia, educadores e estudantes têm acesso a experiências exclusivas em imersões inovadoras pelo mundo, trocando experiências e acesso a conteúdo. E-mail: sme@sme.org.br

*Dia 24, a Soluções Usiminas - empresa do segmento de transformação e distribuição de aço - lançou seu e-commerce para o mercado de varejo digital.

O Mais Soluções Usiminas foi criado para facilitar o consumo de aço no país e oferecer produtos que atendam diferentes tipos de públicos.

No lançamento da plataforma, no YouTube da Usiminas, a palestra “Do Off para o On: tendências e oportunidades para a digitalização do seu negócio” com Ricardo Rocha, CEO da Softbox.

*O aumento de casos da Covid-19 faz a demanda por UTI aérea continuar em alta.

Segundo a diretora-superintendente de gerenciamento, manutenção e fretamento de aeronaves da Líder Aviação, Bruna Assumpção, a empresa voltou a registrar crescimento na procura por este serviço.

“Aumento de 62% em janeiro e fevereiro em relação ao ano passado, antes pandemia. As regiões que mais demandam nesse momento são Norte e Nordeste”.