Paulo Navarro | segunda-feira, 29 de junho de 2020

Nos bons tempos, Henrique e Márcia Salvador, Carlos Carneiro Costa e o cirurgião Jorge Menezes

Foto: Edy Fernandes


Nos ótimos tempos, no restaurante Pobre Juan, em São Paulo, o proprietário e presidente da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), Cristiano Melles, com o piloto Rubens Barrichello, comemorando a parceria Pobre Juan/Instituto Barrichello no combate à desigualdade social

Foto: Divulgação Pobre Juan


Inverno trágico

Da Galunion – Consultoria para FoodService e da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), presidida por Cristiano Melles, o relatório “Alimentação na Pandemia – A Visão dos Operadores de Foodservice”. Uma luz sobre a realidade que enfrenta o setor de alimentação fora do lar. Uma colaboração intensa, capitaneada pela ANR e pela Galunion, com ajuda de muitos líderes empresariais do tão abalado setor.

Inverno glacial

Setor da indústria de alimentos e bebidas, de distribuidores especializados, comunidades de bares, restaurantes e indivíduos. Uma voz, com fatos e dados do mercado. Um estudo sobre a luta pela sobrevivência, o delivery, as ações tomadas pelos empreendedores e empresários do setor de alimentação fora do lar para enfrentar o momento e construir o futuro.

Inverno infernal

A síntese da seríssima crise trata de 1,3 milhão de trabalhadores demitidos no setor. 76% dos bares e restaurantes já suspenderam contratos ou reduziram jornadas. 76% das empresas que buscaram novas linhas para financiar o negócio tiveram suas propostas recusadas. 76% das empresas já fizeram uso da MP 936, a MP dos Salários. Entre as redes, o percentual sobe para 86%. 15% das empresas afirmam que não irão conseguir manter seus negócios após a pandemia. Entre bares, o percentual chega a 20%, 35% das companhias que possuem mais de uma unidade já fecharam lojas para não mais reabrir.

Inverno triste

As demissões diretas: 72% das empresas já demitiram, 16% demitiram a maioria dos colaboradores, 63% demitiram alguns colaboradores. Apenas 28% das empresas conseguiram manter sua equipe. 35% das empresas não conseguiram pagar o salário de maio em sua totalidade. Como as empresas pagarão o mês de junho? 29% com recursos próprios. 25% com o aporte de sócios. 72% precisarão de ajuda externa, como novo empréstimo bancário, MP dos Salários, linhas de crédito do governo, antecipações recebíveis e outros.

Inverno assustador

Apenas 15% das empresas tentaram e conseguiram empréstimo de alguma linha de crédito anunciada pelos governos (estaduais/federais) após o início da pandemia. 47% pediram e não conseguiram. 38% nem tentaram. Sobre as vendas de maio: 72% tiveram queda maior que 51% das vendas. Numa ponta, 4% das empresas aumentaram as vendas em mais de 10%. 34% reduziram as vendas entre 91% e 100%. No balanço geral, 72% tiveram queda maior que 51% das vendas.

Inverno congelante

A pesquisa é maior e mais trágica, resumindo o drama, onde os leitores podem imaginar as sinistras consequências: entre os entrevistados, 35% afirmam que já promoveram o fechamento definitivo de lojas após o início da pandemia. 15% não vão conseguir manter seus negócios após a pandemia (20% dos bares e 20% de restaurantes de autosserviço). 85% acreditam que conseguirão. 68% estão trabalhando somente com delivery/take away. 67% não faturam nem 30% do que conseguiam antes da crise. Como éramos frágeis e não sabíamos! Ou pelo menos desconfiávamos?


Fartura na crise

Às vésperas da primeira edição digital do Festival Fartura, o projeto Fartura – Comidas do Brasil, maior plataforma de gastronomia do país, foi mais uma vez premiado. A produção audiovisual, “O Mestre da Farinha”, foi a grande vencedora em filmes informativos e institucionais da premiação francesa 9º Deauville Green Awards, em cerimônia virtual, dia 18, com a presença de Monique Barbaroux, Ministra da Cultura e da Comunicação da França.

Fartura no mundo

Em 2019, “O Mestre da Farinha” esteve no pódio como “Best South American Film” e “People’s Choice Awards” na categoria Documentários, de um dos mais importantes festivais de cinema de turismo do mundo, o ART & TUR, em Portugal. Em fevereiro deste ano, ficou em terceiro lugar na categoria Sustainable Development Goals (SDGs), no “Japan World's Tourism Film Festival”.

Fartura no túnel

A competição internacional, Deauville Green Awards, é uma das mais importantes em reconhecimento a ações e práticas para enfrentar o desafio das mudanças climáticas, preservar o meio ambiente e garantir o bem-estar das gerações futuras. A cada edição, participam mais de 500 filmes de 35 países. “O Mestre da Farinha” concorreu com outras grandes produções, inclusive uma da BBC de Londres. 


Curtas & Finas

* Ainda sobre “O Mestre da Farinha”. Com o prêmio francês, o curta produzido pelo Fartura, com direção de Leandro Miranda e Luiza Fecarotta e produção de Adriana Benevenuto, já tem quatro láureas.

“O Mestre da Farinha” conta a história do “Seu Bené”, da cidade de Bragança, no Pará.

Com mais de 70 anos e considerado um mestre, ele mantém tradição amazônica centenária e produz, ainda hoje, a mais famosa farinha da região, com a mandioca que cultiva no próprio quintal.

* Com inscrições gratuitas, Fórum de Sustentabilidade da Cidades Históricas de Minas Gerais chega a sua quinta edição.

Por ser ano eleitoral, a edição do fórum foi estruturada para atender propostas e perspectivas que contemplem planos de governos sustentáveis e desenvolvimentistas para o turismo nas Cidades Históricas de Minas Gerais

O 5º Fórum de Sustentabilidade tem como tema o “Planejamento Municipal para o desenvolvimento sustentável das Cidades Históricas de Minas".

Será realizado de hoje a 3 de julho, com palestras, debates, apresentação de cases de sucessos nas cidades mineiras e minicursos, tudo de forma virtual.

O Fórum tratará ainda de políticas públicas nas áreas de urbanismo, cultura, patrimônio histórico, trabalho e renda, turismo e planejamento municipal, orientado ao desenvolvimento sustentável das cidades históricas

É coordenado pela Universidade Federal de Ouro Preto, Cátedra Unesco-UFOP Águas, Mulheres e Desenvolvimento e a Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais (ACHMG).

Este quinto fórum será o primeiro realizado inteiramente de forma virtual.