Paulo Navarro | segunda-feira, 25 de maio de 2020

Relembrando os sabores de sua infância, a empresária e assessora de comunicação Cristiane Nobre aproveita o tempo durante a pandemia e faz pasteizinhos para os filhos

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

“Saudade dos aviões da Panair”: Elizabeth e Aristóteles Atheniense

Foto: Edy Fernandes

Inferno no paraíso

Notícias que chegam da península de Maraú e Arraial D’Ajuda/Trancoso, na Bahia, dão conta da vulnerabilidade dos habitantes que dependem da indústria do turismo: sem trabalho, sem renda, sem assistência social; estão à beira do desespero. Não há de onde tirar o suficiente para as necessidades básicas, o simples sustento de cada dia. Idem para pequenos empresários do comércio, donos de pousada, hotéis etc.

Inferno e cemitério

Restaurantes, em ambos balneários, e proprietários de casas de veraneio têm distribuído cestas básicas. Fora isso, só a ajuda federal, os R$ 600, via Caixa Econômica Federal, mantêm famílias vivas. Outra história que vale e merece destaque, nesta semana, é a questão do “enterro” do “fast food”, no Brasil e no mundo, por motivos óbvios de saúde.

Cemitério sem velório

É mais que uma mudança de hábito. Os “fast food” já não eram bem vistos, mas tolerados. Afinal de contas, eram imbatíveis em variedade, preço, qualidade e tempo. Muito mais práticos para quem tem pressa e pouco dinheiro. Mas sempre despertaram a desconfiança dos próprios clientes. A comida ficava lá exposta, aberta a mãos e respiração de todos. Nem todo restaurante oferecia, nem todo cliente desinfetava as mãos com o álcool em gel.

Cemitério vivo

Agora, só prato feito “para viagem” ou para “delivery”, e olhe lá! Os restaurantes “populares” ainda enfrentam outro obstáculo: a distância entre os clientes, as filas para pagar, o contato com o dinheiro e/ou cartão. Pensando assim, provavelmente serão os últimos espaços liberados. Os que sobreviverem, claro.

Vivo e morto

E não precisamos ir até a Bahia para percebermos o estrago, a pandemia de prejuízos do coronavírus. Imaginem como deve estar nossa pérola do turismo, Tiradentes. Uma linda cidade 100% refém dos recursos de turistas. A cidade que tinha, no mínimo, um evento de porte por mês. Todos aqueles restaurantes, hotéis, bares, pousadas. Tudo vazio, com aluguéis caros e desemprego inimaginável. Uma cidade inteira esperando Godot.

Curtas & Finas

* Contribuindo com o desenvolvimento sustentável por meio do incentivo e democratização da energia limpa, a MRV intensifica seus investimentos nos últimos anos.

A construtora lançou um desafio, em sua página de inovação, em busca de startups que visem a disseminação da energia limpa e benefícios, como a diminuição da conta de energia.

“Buscamos constantemente soluções capazes de melhorar a experiência e transformar a vida de nossos clientes”, conta Flavio Vidal, gestor executivo de inovação.

As startups interessadas em participar devem acessar o site mrv.com.br/inovacao.

* “Dialogar é dizer o que pensamos e suportar o que os outros pensam” (Carlos Drummond de Andrade).

* A Fundação Dom Cabral, escola de negócios brasileira com sede em Nova Lima, subiu mais um ponto no ranking do jornal britânico “Financial Times”.

A escola ocupa, agora, a 9ª posição entre as melhores do mundo. Mais uma vez, a FDC foi classificada como a melhor do Brasil e da América Latina

* Foram três pedras no caminho das cervejarias mineiras: o caso Backer, em janeiro, as chuvas de fevereiro e, quando as coisas voltavam ao seu rumo, a pandemia de Covid-19.

“Perdemos 90% de faturamento e acreditamos que 70% das empresas irão quebrar”, diz Marco Falcone, dono da Falke Bier e vice-diretor da Associação Brasileira de Cervejas Artesanais (Abracerva).

“Como somos um setor independente, conseguimos gerar um pouco de oxigênio por meio do delivery e das promoções. A luta é para manter os empregos”, diz Falcone.

O que mais preocupa são as empresas novas, que financiaram o projeto esperando um retorno promissor e serão frustrados.

Falcone, no entanto, acredita que quem conseguir sobreviver à tempestade sairá mais fortalecido. “Estamos mais próximos dos clientes que estão recebendo suas cervejas em casa”.