Paulo Navarro | segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Comemorando a inauguração da Não + Pelo no Vila da Serra, os sócios Enoque Duarte, Renata Nunes e Cristiano Araújo

Foto: Eva Tatiane

Salam Selem Gonçalves e sua bonita esposa, Adriana Oliveira, em casamento na cidade de Betim

Foto: Cléber Abreu

Idade sem saudade 

Nada mais antigo que dizer antigamente. Mas o que é o antigamente, hoje? Antigamente, o “antigamente” era coisa de 20, 30, 50 anos atrás. Hoje, o antigamente é ontem. Com a tecnologia, o tempo passa mais rápido sim. É a tal da ansiedade, a fatal doença da modernidade. Há 40 anos, no Brasil, quem tinha 50 já era velho e considerado velho. A terceira idade, então, estava às portas da morte.

Idade sem validade

Mas hoje, com avançada medicina e novos estilos de vida, tudo mudou. A famosa melhor idade está exatamente nesta faixa entre os 50 e até 70 anos. Não estamos mais jovens, claro, mas estamos mais fortes e duráveis. Entre os 60 e 70 anos, vivemos a segunda idade e meia.

Idade sem amenidades 

Muita gente – principalmente as mulheres mais vaidosas – sente-se constrangidas em “furar filas” para os maiores de 60 anos. Difícil se sentir velho, com saúde, remédios, vitaminas, alimentação e hábitos saudáveis, como a prática de esportes. E a reflexão é muito pertinente.

Idade sem atrocidades 

Nestes tempos que exigem uma reforma da previdência, já deveríamos seguir o exemplo italiano. Não leram? “Médicos italianos decidiram recalcular a idade partir da qual uma pessoa é considerada idosa. Na linda, eterna e jovial Itália, uma das nações mais longevas do mundo, 63 milhões de habitantes, um italiano agora só é oficialmente idoso depois dos 75 anos de idade”. Nada mais velho, caduco e ultrapassado que carimbar a velhice aos 65. Fala a Sociedade Italiana de Gerontologia e Geriatria.

Curtas & Finas

* “A Sociedade Italiana de Gerontologia e Geriatria decidiu adiar a velhice em dez anos. Uma pessoa de 65 anos de idade possui as condições físicas e cognitivas de uma de 40 ou 45, 30 anos atrás”.

“O representante da sociedade, Roberto Bernabei, diz que uma pessoa de 70 anos, hoje, faz aquilo que fazia quando tinha 50, com mais experiência e capacidade intelectual”.

“A incapacidade, que é a verdadeira marca do envelhecimento, é muito baixa. Para retardar isto é preciso tomar iniciativas que produzam riqueza, cultura e vida social”.

“Trabalhar também ajuda a viver melhor”. Bernabei não quer fazer lobby para governos, mas diz que a idade ideal para alguém se aposentar é aos 70 anos.

“No país, é de 83 anos para os homens e 86 para as mulheres. O cálculo dos geriatras: uma pessoa pode ser considerada velha dez anos antes da sua expectativa de vida”.

* O empresário Aguinaldo Diniz Filho recebe a presidência da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) para dar início ao biênio 2019/2020 à frente da entidade.

A solenidade de posse acontece hoje, no Centro Cultural Minas Tênis, às 19h.