Paulo Navarro | segunda-feira, 23 de março de 2020

Ecos do almoço em homenagem ao desembargador José Murilo de Morais, com o empresário Paulo Henrique Vasconcelos, o desembargador Jorge Berg, o deputado federal Fábio Ramalho e o desembargador Afrânio Vilela

Foto: Edy Fernandes


Ainda no mesmo evento, que aconteceu no Automóvel Clube, o senador Antonio Anastasia, ladeado por Alberto Ramos Filho e Alberto Ramos

Foto: Edy Fernandes


Ensaio trágico 

Seguindo os sinuosos prazos de publicação, redigimos a coluna de hoje, 23, no dia 19. Sem bola de cristal, só podemos falar agora de quinta-feira passada. Infelizmente, a triste realidade que grassa o mundo há três meses não demorou, mas chegou ao Brasil. Infelizmente, é só o começo de uma coisa que não sabemos como e quando vai acabar. Queiramos ou não, o mundo mudou, os comportamentos mudaram.

Ensaio contagiante 

Parece que “a ficha começou a cair” só depois do dia 15. Até dia 18, a vida estava relativamente normal. Não mais. A cidade está bem mais vazia e isto provoca imenso “dominó” comportamental, social e econômico. O comércio não é o mesmo e isso acarreta série sem fim de problemas.

Ensaio paranoico 

Ficar em casa é fácil para quem pode. Mas e a grande maioria dos brasileiros que precisa “daquele dinheirinho” do dia, do dia a dia, para viver o dia? Guardadas as proporções a maior parte do mundo vive um tipo de situação como em “Ensaio sobre a Cegueira”, pela primeira vez.

Ensaio selvagem 

Para que serve dinheiro agora? Para sobreviver. Por isto devemos ser generosos, como nunca, com quem não tem a mínima segurança. Paulinho da Viola, no seu clássico “Pecado Capital”, ensinou: “Dinheiro na mão é vendaval”. Mas agora, nesta pandemia, a falta de dinheiro é ainda pior e não deveria adotar o resto do samba: “Mas é preciso viver, e viver não é brincadeira não. Quando o jeito é se virar, cada um trata de si. Irmão desconhece irmão, e aí dinheiro, dinheiro na mão é solução e solidão”.


Curtas & Finas

* A pandemia vai afetar tudo e todos. Na economia, uma das primeiras vítimas fatais foi o turismo (companhias aéreas, hotéis, restaurantes, entretenimento etc.).

Daí, as autoridades recomendarem a quarentena e o recolhimento social para os demais cidadãos.

Esse cenário, por exemplo, já impactou o setor hoteleiro em Minas Gerais e no Brasil.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira de Minas Gerais (ABIH-MG), Guilherme Sanson, mais de 50% das reservas em hotéis associados foram canceladas.

“Este é o resultado direto do fechamento de museus, parques, feiras, aeroportos, além dos cancelamentos dos eventos em Belo Horizonte e em Minas Gerais, gerando uma queda grande para o setor”, diz Sanson.

* Todos os setores da economia já procuram ajuda dos governos estadual e federal.

Um exemplo: Minas, via Secretaria de Estado de Saúde, irá destinar R$ 5,24 milhões repassados pela Vale (Brumadinho), para o combate ao Covid-19 (coronavírus).