Paulo Navarro | segunda, 13 de setembro de 2021

No lançamento de abertura da CasaCor Minas 2021, o governador Romeu Zema, ladeado por Eduardo Faleiro e Juliana Grillo. Foto: Edy Fernandes

Casa de 2021

Chega de saudade! A CasaCor Minas é o primeiro grande evento da BH, desde o início da pandemia. Será aberta ao público, amanhã, no Palácio das Mangabeiras; claro, seguindo todos os protocolos de segurança. Os profissionais participantes são veteranos, jovens talentos da arquitetura, do design e também do paisagismo. 47 ambientes, concebidos por 71 mestres. O tema é “A Casa Original”.

Cores de 2021

Um retorno às origens, o equilíbrio entre passado e futuro. Nossa relação com a casa, inaugurando série de novas reflexões sobre o morar contemporâneo. Grande destaque para o paisagismo, visto que a maior parte dos ambientes estará concentrada nas áreas abertas do palácio. Um maior contato com a natureza, reverenciando o grande mestre Roberto Burle Marx, autor dos jardins originais do Palácio das Mangabeiras.

Cores inovadoras

Também em destaque, série de projetos utilizando métodos inovadores, reduzindo significativamente os impactos ambientais. A CMC, indústria do grupo mineiro Lafaete, forneceu 25 módulos, cada um com 12 metros quadrados e pé direito de três metros, tecnologia que se assemelha na forma, mas bastante diferente dos contêineres marítimos, em diversas medidas, o que possibilita mais opções aos projetos.

Cores surpreendentes

Quem visitou a edição de 2019 se surpreenderá. O lugar é o mesmo, mas tudo mudou. A partir da entrada, a sensação é de estar em outro endereço. Leveza, alto astral, paisagismo exuberante e projetos incríveis de ambientes para serem vivenciados do lado de fora e deliciados do lado de dentro. Dentro do Palácio das Mangabeiras, novos e outros impactos.

Cores e Memórias

A CasaCor continua investindo na preservação da memória. Nesta edição, uma parte do projeto de recuperação e implementação dos jardins originais de Burle Marx, trabalho desenvolvido pela paisagista Nãna Guimarães. Outra novidade é a fonte criada por Burle Marx, inteiramente recuperada, em meio a um rico jardim.

Cores virtuais

A CasaCor Minas, em parceria com a Codemge e a equipe da Novus 3D, desenvolveram um passeio virtual pelo Palácio das Mangabeiras mostrando como ele era à época de sua inauguração, em 1955. A visita foi desenvolvida a partir de um levantamento histórico, resgatando imagens, dados do projeto original e será disponibilizada em breve aos visitantes.

Cores de mogno

Também participando, a Associação Brasileira dos Produtores de Mogno Africano – ABPMA, que nasceu, em 2011, para tornar o Brasil o maior plantador de mogno africano do mundo. Arquitetos, decoradores, luthiers e marcenarias do país divulgam a versatilidade e a beleza desta madeira que era rara, logo, cara. As primeiras sementes de mogno africano chegaram ao Brasil em 1975, vindas da Costa do Marfim.

Cores incomparáveis

Foram entregues aos pesquisadores da Embrapa do Pará, predizendo ser o ouro verde do Brasil. Estas árvores mães geraram muitas sementes que se espalharam por todo o país, em plantios esplêndidos que hoje estimamos em mais de 50 mil hectares. O mogno africano é usado em toda a cadeia de aproveitamento de uma madeira nobre. Sua beleza é incomparável, é exótica e renovável. É a madeira que o futuro do planeta precisa.

Cores brasileiras

O primeiro vídeo da série institucional da ABPMA acaba de ser lançado, mostrando a qualidade, a beleza, a versatilidade e nobreza do mogno. Vídeo perfeito para, na
CasaCor MG, apresentar a associação como fornecedora desta madeira sem igual. Palmas para os 55 associados em todo o Brasil, de Santa Catarina ao Pará; ao presidente, Ricardo Tavares e à diretora executiva, Patrícia Fonseca.

Cores gerais

A madeira estrela da CasaCor 2021, o mogno africano, estará na instalação “Sirê”, composta por 660 peças artesanais de cobogós, de autoria da Greco Design. O mogno africano também estará nos projetos de Cynthia Viana, no Bar da Piscina, com um banco de 14 metros e um brise que o emoldura, no pergolado que une a bilheteria à loja de essências de Andrea Pinto Coelho.

No mesmo evento, Luisa Jordá e Júnior Piacesi. Foto: Edy Fernandes

Curtas & Finas

*O mogno africano também mostra suas vantagens em esquadrias e movelaria no projeto de Cynthia Silva, feito para o Sebrae MG.

O mogno poderá fazer parte da vida dos visitantes com os objetos exclusivos e assinados por dez conceituados designers brasileiros, parceiros da ABPMA.

Esses objetos estarão à venda na loja A Casa Original, de Pedro Andrade.

*Agora, a gastronomia, sempre ponto alto da CasaCor Minas, refletindo de forma muito fiel a relação que os mineiros possuem com a cozinha.

Na curadoria e concepção gastronômica, o chef italiano Massimo Bataglini que, com Henrique Benerick, da Benericks, está à frente do Outland.

Bar e restaurante a céu aberto, aliando boa gastronomia, uma extensa carta de coquetéis e, claro, um bom design.

O Outland comandará o restaurante, um café e os bares desta edição.

O restaurante “Outland Al Mare” terá projeto arquitetônico do escritório Casa Tereze, oferecendo um menu exclusivo. O conceito foi inspirado no mar Adriático.

A inspiração para o bar Benericks, no entorno da piscina, com projeto de Daniel Tavares e Cynthia Vianna, veio dos bares venezianos.

Assim, o Negroni será o tema principal e o vermelho predomina.

O cardápio contará com uma extensa carta de drinques e antepastos que fazem parte dos aperitivos italianos.

O café Panini e Jardim, assinado pela equipe da Duo Arquitetos, parceria com o paisagista Droysen Tomich, também funcionará sob comando do chef Massimo Bataglini.

No lado Segurança, as visitas serão realizadas com hora marcada.

Higienização frequente de todos os espaços de circulação, “dispensers” de álcool gel em todos os ambientes e, no processo de entrada, na mostra, um modelo inovador e tecnológico.

A 26ª CasaCor Minas começa amanhã e segue até 17 de outubro.