Paulo Navarro | sábado, 9 de maio de 2020

Foto: Divulgação/Vert Hotéis

Mestre aprendiz

Com a palavra, a diretora-presidente da Vert Hotéis, Erica Campos Drumond, mais de 25 anos de “praia”, mas que não daria aula de hotelaria: “Gosto muito da escola como aluna, o que faço com frequência. Mas com tanta experiência, se me dedicasse seis meses preparando algo sobre a mudança que a hotelaria sofrerá seria bem interessante! A academia precisa andar entre história e inovação”.

Érica, ao lado da experiência, muito estudo?

Sempre. Termino curso na Saint Paul, o SEER, primeira turma, só para CEOs, grande aprendizado, inovador; grande reflexão sobre o contexto tão complexo. Ser CEO no mundo pós-moderno é ser empresário com mais humanidade, sem máscaras.

O que é a Vert Hotéis?

Uma operadora de hotéis. Desenvolvemos, assessoramos as obras, montamos, abrimos e operamos levando o melhor resultado para os investidores. São 25 em apenas dez anos. Temos parceria estratégica com a Atlântica Hotels, somando 165 hotéis pelo Brasil.

Onde entram o grupo Wyndham e seus mais de nove mil hotéis?

É o maior do mundo, dono da marca Ramada e que, com três categorias, desenvolvemos e administramos. Ramada Encore, Ramada Suites e Ramada Plaza.

Quais os principais e quantos são os Vert Hotéis no Brasil?

Vinte e cinco, além de dez em desenvolvimento.

Você ainda tem tempo para o grupo Maquiné Empreendimentos S/A, o Hotel Ouro Minas e o Motel Forest Hills?

Quanto mais trabalho, melhor. Na família, nascemos com todos, mas não precisamos trabalhar a vida inteira com todos. Foram 15 anos juntos. Podemos escolher durante a vida os prediletos e amigos que se tornam irmãos. Tenho dois irmãos lá, muito cacique para poucos índios.

Por falar nisso, alguém ainda frequenta motel?

Menos do que nas décadas passadas. A mulher é mais independente, mora sozinha. Os jovens têm cama de casal na casa dos pais! Os gays saem de casa mais cedo e constituem seu ninho. Caiu sim o movimento, apesar de equipamentos maravilhosos, serviços de primeira. Sou das antigas, não troco por nada! Continuam os românticos, os das datas especiais, os traíras; travestis ainda escondidos... Os motéis ainda têm público. Terão outro uso no futuro. Motéis de Estrada, Senior Leaving (casas para idosos).

E a Covid-19 afetou muito?

Acabou com a hotelaria, os voos nacionais foram reduzidos a 5%, e os internacionais, a quase zero. A Covid-19 acabou com as viagens e, sem hóspedes, os hotéis não têm a menor graça. Pelo contrário, despesas, demissões! Aguardando, fazemos reformas e replanejamentos.

Você ainda ama radicalmente BH, como na campanha que adotou?

Moro em São Paulo, amo BH onde tenho mais amigos e como os melhores torresmos! E a Flórida porque o marido é gringo. Meu coração é “vert” e amarelo, mas está difícil morar em qualquer lugar do mundo. Enquanto não chegam os hóspedes, o melhor lugar tem sido a roça, é onde tem silêncio para estudar, terra para plantar e esperar o mundo se reorganizar.