Paulo Navarro | sábado, 7 de dezembro de 2019

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação


A nova juventude

Nosso “venerando” entrevistado de hoje, Roberto Rosenbaum, sempre usa Charles Chaplin em suas palestras como consultor: “Um dia sem risada é um dia desperdiçado”. “Humor, simpatia, educação podem nos levar a lugares que jamais havíamos pensado. Tenho certeza que o sorriso quebra todas as barreiras, e realmente pratico o sorriso. Quando não faço isto, digo que foi um dia nada produtivo”.


Roberto, como se apresenta, resumidamente, aos leitores?

Sou sócio do Idege – Instituto de Desenvolvimento e Gestão Empresarial, empresa de consultoria com 20 anos de operação e da Consenior.


O que é Consenior, criado por você?

Uma startup de impacto social na área de longevidade, que atua na área de Conflitos Geracionais dentro de médias e grandes empresas.


Quem são os brasileiros acima de 60 anos?

Anos atrás, pessoas de 60, 65 anos eram consideradas velhas. Hoje, a média de idade é de 78 anos, devido às tecnologias e drogas inovadoras. Há cientistas que dizem que pessoas nascidas em 2019 poderão viver 150 anos. Há 962 milhões de pessoas com mais de 60 anos no mundo. Até 2050, 2,1 bilhões.


Como o mercado trata esta geração?

Ainda não acordou. Representa quase 20% do consumo, movimentando cerca de R$ 1,6 trilhão.


O que fazem, o que querem estes brasileiros seniores?

Estão mais animados com a possibilidade de vida em perfeitas condições de saúde. Eles anseiam passar por tudo que aprenderam, vivenciaram.


O Brasil desperdiça seus cidadãos mais experientes?

Ainda sim, mas as empresas começam a vê-los como grandes clientes e colaboradores em seus quadros.


Na esteira da Reforma da Previdência, com quantos anos você acha que os brasileiros devem se aposentar?

Mudanças sempre criam choques. Poucos gostam de mudanças, mas a Reforma é imprescindível e inadiável. Tem um ditado que diz “com o andar das carroças, as melancias se acomodam”. Na minha opinião creio que, hoje em dia, com as condições de vida, poderíamos nos aposentar com 70 anos.


Como vivem os maiores de 60 no exterior?

Nos países nórdicos, no Canadá, no Japão, nos Estados Unidos e até mesmo em alguns países da Europa, eles são respeitados e existem programas, produtos e serviços. Na Índia, China, países da América do Sul e da África, muito tem que se fazer para proporcionar uma vida digna e confortável aos longevos.


O que representam as viagens, saúde, curiosidades, tendências, inovações tecnológicas, entre outras para este público que só faz crescer?

Outras formas de encarar a velhice, diferente de seus pais, avós. Outra juventude, a dos pós-55 anos, que, com esta energia que as novas drogas e tecnologias proporcionam, desejam viver muito mais, com qualidade de vida e emoções.


O que mudou na sua vida depois de ter um AVC e ficar 60 dias internado?

Foi um grande marco. Saí do meu corpo e encontrei a comunidade dos Kaoky, que me disseram: “Você ainda tem uma missão a ser cumprida aqui na Terra”.