Paulo Navarro | sábado, 31 de julho de 2021

Entrevista com o escritor Walter Navarro. Foto: Edy Fernandes

O Gênio das Garrafas

Depois de cinco entrevistas em diferentes veículos, inclusive aqui, em O TEMPO, chegou a vez da “casa de ferreiro, espeto de aço”; de falar em “corda na casa de Tiradentes”. Hoje e enfim, lançamento oficial de seu terceiro livro, publicado, “5Garrafas”. Mas o que contar de novo? Para o autor, Walter Navarro, que dirigiu a conversa, como um Nelson Piquet, muita coisa. Veremos e beberemos!

Walter, qual a história ou a estória de “5Garrafas”?

É sobre cinco taças ou cinco copos! Brincadeira! É que a essa pergunta já respondi umas 50 vezes. Mais uma, vamos lá. O personagem principal, grande viajante, acha uma garrafa de Champagne numa praia jamaicana. Dentro dela, numa “carta” em japonês, ele descobre que existem outras cinco garrafas com a mesma origem. Aí, ele vai em busca do destino das cincos garrafas perdidas. Com muito sexo, drogas e música francesa. E champagne, claro.

Que perguntas você ainda não respondeu?

Sobre a capa, os nomes dos personagens, as cidades escolhidas...

Fale sobre a capa.

Boa pergunta! A capa é criação minha também e tem muito deste primeiro romance. É uma montagem, não existe mais. Fiz no chão do meu apartamento, em BH. Juntei vários objetos e muitos, infelizmente, poderiam estar no fundo do mar. Tem rolhas, tampinhas de plástico, ossos, cacos de cinco garrafas, óbvio; conchas, pedras, madeira, um relógio e sei lá mais o quê. Pintei tudo de ouro, minha amiga Thaís Weick fez a foto; logo depois desmontei tudo e guardei numa caixa.

Mas tem mais...

Bem lembrado. O detalhe principal é uma calcinha preta, minúscula e transparente. Mas em destaque, também tem uma taça de champagne, uma réplica da Torre Eiffel, um barquinho de Portugal e claro, a ponta de uma garrafa.

E os nomes dos personagens?

São vários. Tem nomes de amigos e amigas, outros emprestados. O russo é porque todo bandido, mafioso russo de filme, chama-se Dimitri, já percebeu? O japonês Ryuichi é uma homenagem a um amigo que já morreu e também ao compositor Sakamoto. O personagem Rômulo Cannavaro é uma brincadeira com meu bisavô italiano e meu sobrenome espanhol, Navarro. Ah! Os outros personagens masculinos tirei de jogadores de futebol, das seleções de Angola, Alemanha e Grécia.

E o principal, Rubens Heitor?

Aí a explicação é grande. Mas está no livro.

E as cidades? Como escolheu?

Outra ótima pergunta. São muitas. Algumas eu conheço, como Londres, Paris, Roma, Lisboa, Berlim, Siracusa, entre outras. As demais tenho muita vontade. Quem sabe! Usei a memória, imaginação e pesquisei nomes, datas, ruas, hotéis e restaurantes. É um romance, uma ficção, não um fiel diário de bordo.

Quanto de realidade tem na ficção?

Para combinar com o título eu diria 50%.

Faltou alguma pergunta?

Várias, inclusive as principais. O livro está saindo graças à Lei Aldir Blanc. O lançamento é hoje, das 10h30 às 14h, na Albanos Sion, do amigo engarrafado, Rodrigo Ferraz.