Paulo Navarro | sábado, 30 de maio de 2020

Marcio Alaor

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Márcio, O Audaz

Márcio Alaor de Araújo nasceu no interior de Minas. Com 16 anos, veio para a capital. Começou no banco BMG como office boy e hoje é vice-presidente. Nada mal, muito especial! Seu segredo? Vários. Mas talvez o principal, como verão a seguir, seja a competência para perseguir, agarrar e prender as oportunidades. Muito trabalho e um eterno aprendizado. Márcio também é adepto do mantra “a união faz a força”, união entre parceiros. Parcerias que, muitas vezes, acabam virando belas amizades. O resto é história. É a história, a seguir.

Márcio, você começou no BMG como office boy e hoje é o vice-presidente do banco. Conte um pouco sobre sua trajetória.

Nasci em Santo Antônio do Monte, interior de Minas Gerais. Com 16 anos, vim para Belo Horizonte. E foi assim que iniciei minha trajetória no Banco BMG. Consegui o emprego de office boy e iniciei minha carreira. Agarrei todas as oportunidades e dei o meu melhor. Resultado disso foi que, em seis meses, conquistei minha primeira promoção: auxiliar de contabilidade, percebendo na prática que nenhum esforço é em vão. Logo em seguida, fui transferido para o Rio de Janeiro, onde me tornei gerente administrativo. Voltei para BH, conquistei o cargo de superintendente, até que, em 2001, fui promovido a vice-presidente do banco. Não posso deixar de citar o Dr. Flávio (Pentagna Guimarães), que sempre foi meu mentor dentro do banco, me ensinou muito e acreditou no meu potencial. Devo muito a ele, tenho muita gratidão.

A que deve essa carreira de sucesso?

Acredito que o sucesso de minha carreira se deve a décadas de muito empenho, trabalho e dedicação. Meu otimismo, minha vontade de fazer acontecer, coragem de tomar decisões, acreditar, ousar e honrar sempre minha palavra.

Qual a importância da sua experiência na área comercial nesta trajetória?

Sempre gostei muito da área comercial, por isso ficava muito atento às oportunidades e tendências do mercado financeiro. Quando Dr. Flávio trouxe a proposta do crédito consignado, levando crédito acessível às pessoas que mais precisavam, um público carente e desbancarizado; acreditamos e entramos de cabeça nesse novo mercado. Foram inúmeras estratégias comerciais onde adquirimos muito conhecimento. Mas se tem uma coisa que aprendi, nesses 43 anos, foi que precisamos sempre buscar por conhecimento. Eu aprendo todos os dias. O mundo muda, o mercado muda e quem acha que já aprendeu tudo fica para trás.

O que acha da palavra da moda, “sustentável”, valor sustentável no BMG?

A palavra pode até estar na moda, mas sustentabilidade sempre foi uma prática presente no mundo dos negócios. Sempre que iniciamos um projeto, listamos todas as ferramentas necessárias para que tenhamos sucesso. Afinal, não é só de lucro que vive o mercado financeiro. Portanto sustentabilidade com lucratividade é também o nosso lema.

Parcerias são tão importantes num banco quanto na vida pessoal?

Claro! Parcerias são sempre fundamentais, são a maior fórmula de sucesso na vida profissional e pessoal de qualquer um. Nosso lado profissional muitas vezes reflete no pessoal, assim como o pessoal reflete no profissional. Por isso parcerias são fundamentais. O banco BMG sempre acreditou que nossos parceiros são nosso maior patrimônio. Sempre contamos com nossos correspondentes e toda nossa rede de franqueados, na mesma medida que eles sempre puderam contar com o banco. Para mim a parceria profissional é tão importante que muitas acabam virando amizade.

Você se considera o pioneiro do crédito consignado?

Não, o verdadeiro visionário desse mercado foi o Dr. Flávio. Ele que acreditou nesse sucesso e se empenhou para levar crédito com juros baixos para quem mais precisava, os aposentados. Claro que esse foi um trabalho em equipe, fruto de muita dedicação, boas parcerias e estudos. Foi assim que o BMG se tornou líder desse segmente no qual não paramos de crescer e inovar.

Qual a estratégia do BMG, para a crise da pandemia e do confinamento?

Nossa prioridade agora é seguir com respeito e segurança. O foco é não parar, por isso estamos nos adaptando e adotando novas estratégias para esse momento onde tudo é muito novo também. Implementamos o home office e oferecemos ferramentas digitais para que nossos colaboradores continuem produtivos e em segurança. É importante destacar que temos uma função social nesse momento de crise, nossos principais clientes estão no grupo de risco e precisam mais do que nunca de um atendimento adequado. Estamos capacitando nossos consultores para que possam prestar atendimento de forma virtual e com segurança através do digital.

Muita inadimplência? Qual o maior o desafio?

A inadimplência é um grande desafio, principalmente em um momento tão delicado quanto esse em que estamos vivendo. Nossa operação é feita através do desconto em folha, que nos proporciona uma baixa inadimplência. Isso nos garante a possibilidade de ofertar empréstimos com os juros mais baixos do mercado.

Um pouco de otimismo ou esperança para terminar...

Gosto muito de uma frase do Mario Sergio Cortella em que ele diz que ser pessimista é muito fácil, é só sentar e esperar dar errado. Já o otimista tem que trabalhar para dar certo. Me identifico muito com a turma dos que trabalham para fazer dar certo. Sempre temos que acreditar em nosso potencial e eu não acho que existe uma receita para o sucesso, mas creio que, com otimismo, determinação e trabalho em equipe, tudo fica mais fácil.