Paulo Navarro | sábado, 3 de agosto de 2019

Foto: Fábio Ortolan

Poder transformador

Natural de Curvelo, Aguinaldo Diniz Filho é presidente da Associação Comercial de Minas Gerais, ACMinas. Mas do “Portal do Sertão” a BH muita água rolou sob as pontes do Senai, Rio de Janeiro; Companhia Industrial Cataguases; Cedro Têxtil; da França, China, Vietnã e de uma incrível visita relâmpago a Tóquio, Japão. Na estante, entre outras medalhas e títulos: Industrial do Ano em Minas.

Aguinaldo, o advogado ficou no passado ou ainda está na ativa?

Aprendi muito, mas nunca exerci diretamente a advocacia. Fui responsável jurídico da Cedro. Me deu um conhecimento das pessoas, das leis etc.

Cataguases e Cedro Têxtil são capítulos importantes?

Mais que importantes. No Senai, Rio de Janeiro, tínhamos que fazer estágio. Fiquei seis meses na Cataguases. Fui convidado a continuar, mas, como tinha laços com a Cedro, optei por não ficar.

Já viajou muito. Continua a trabalho ou lazer?

Como presidente da Cedro e da Abit, vice-presidente da Fiemg, eu viajava muito. China, Japão, Vietnã, vários países. Uma me marcou especialmente, Tóquio. Chegamos lá no equivalente a uma quarta-feira e na quinta voltamos o Brasil. Gosto e continuo viajando, porém menos!

Como vai a indústria têxtil no Brasil?

A indústria têxtil brasileira é a história da industrialização no Brasil. Toda indústria de transformação está passando por uma crise nunca vista, pior do que a crise de 1929, segundo economistas. O tecido social brasileiro está muito esgarçado, e como a gente melhora? Gerando emprego e renda. O maior gerador de renda é a indústria de transformação.

Fiesp rima com Fiemg?

Rima. Participei de ambas. Duas entidades absolutamente importantes para o povo e para o país. Importante para o desenvolvimento industrial; então Fiesp e Fiemg rimam. São transformação, crescimento, inovação e tecnologia na indústria brasileira.

Ainda tem tempo para a Associação Comercial e Empresarial de Minas...

Claro! Tive a honra de ser convidado e me orgulho de ser presidente da ACMinas, uma entidade de 118 anos, que teve e tem um papel tão importante para o estado de Minas Gerais.

Como vai Minas em qualidade, competividade e produtividade?

Sabemos todos que existe uma condição muito difícil dos estados, e Minas não está fora disso. Temos um déficit de 13 bilhões. E como o resolvemos? Redução de despesas e aumento das receitas, sem aumentar a carga tributária, já abusiva. Precisamos de infraestrutura, saúde, educação e segurança. A recuperação fiscal é um remédio amargo, mas precisa ser tomado.

Qual a sensação de ser industrial do Ano em Minas, pela Fiemg?

Um orgulho grande de, em 2007, ter sido eleito Industrial do Ano pela Fiemg. Foi um evento muito importante que até hoje lembro e me orgulho, coloco no meu currículo. Lembro-me também que estava presente nesse evento o meu amigo José Alencar, que viu meu discurso e pediu uma cópia, como pauta de mudanças no Brasil.