Paulo Navarro | sábado, 28 de novembro de 2020

Foto: Usiminas/Divulgação

Homem de Aço

O presidente da Usiminas, Sergio Leite de Andrade, nasceu em Belo Horizonte, mas viveu parte da infância e juventude no Rio de Janeiro, onde graduou-se na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também viveu muitos anos, claro, em Ipatinga. Atualmente, tem residência em BH e no Rio, duas cidades marcantes. Sem esquecer a inesquecível Ipatinga, como manda o figurino, a ordem e o progresso.

Sérgio, exatamente, qual sua formação?

Engenheiro Metalurgista formado pela UFRJ, com mestrado em Engenharia Metalúrgica pela UFMG. Especializações como Engenheiro e Auditor da Qualidade pela American Society for Quality e pela Associação Brasileira de Controle da Qualidade.

Como iniciou profissionalmente?

Tenho mais de 40 anos de Usiminas, onde iniciei minha vida profissional em 1976, como Engenheiro Pesquisador e, depois de diversos cargos, CEO, em 2016.

Quem você admira, te inspira?

Inspiro-me em grandes empreendedores e grandes lideranças. Tenho inúmeros exemplos em Minas, no Brasil e no mundo. Juscelino Kubitscheck, que cravou a estaca inicial da Usiminas, e Winston Churchill são alguns dos inúmeros inspiradores.

O que destacaria na sua carreira?

O sonho de ingressar na Usiminas, desde sempre referência na indústria do aço. Muitos desafios. Tive a oportunidade de participar, ativa e recentemente, da revitalização da companhia e hoje construímos a perenidade da Usiminas.

Mas tem muito mais...

A Usiminas acaba de completar 58 anos e é um dos maiores complexos siderúrgicos da América Latina, líder brasileira na produção de aços planos. Nasceu de visionários como JK, enfrentou complexos desafios. Porém, ainda mostra grande resiliência e uma excelência que sustentam quase seis décadas.

Que valores traz no seu DNA?

Talvez o maior deles seja o respeito. É preciso que cada um esteja comprometido com sua felicidade pessoal para que consiga sempre criar um ambiente de harmonia e construção coletiva.

Você tem um hobby? 

Vinhos e livros. O vinho me proporciona prazer em conhecer e pesquisar. Recentemente, fiz belíssima viagem pelo roteiro dos vinhos no Sul, a sexta em três décadas.

E predileção por algum esporte?

Caminhada às 6h da manhã. E brinco dizendo que ninguém me quer nesse horário.

Livro de cabeceira? 

Biografias e sobre a Segunda Guerra Mundial.

Viagem inesquecível? 

Muitas. Mas essa ao Sul do país ficará entre as “inesquecíveis”. Fiz de carro, com grande flexibilidade nas visitas, um grande prazer. Outra, de Manaus a Belém, em sete dias pelo Rio Amazonas, também é inolvidável.

Prato predileto? 

Um belo filé a cavalo.

O que espera de 2021?

Um ano de muitos desafios, mas também de avanços em várias frentes. Temos que recuperar a economia, os empregos e a inclusão social. Acredito que estamos numa trajetória de retomada do crescimento do país, e a Usiminas está preparada para crescer com o Brasil.