Paulo Navarro | sábado, 24 de agosto de 2019

Foto: Mariana Lemos

As cores do Branco

Em julho, tive o prazer de visitar a Disney World, na Flórida, e Nova York, tendo como guia e guru Luiz Fernando Branco. No maior pique e responsável até pelo gerenciamento do “cofrinho”, Nando é guia na Disney e NY há 12 anos. Já levou e trouxe mais de mil passageiros. Incluindo Califórnia, Europa, África e América do Sul. Tudo como coordenador de marketing do BV Group.

Como é sua “nada dolce vita” nos papéis de coordenador e guia turístico?

Nesses 12 anos, é um enorme privilégio ser responsável pela realização do sonho de uma pessoa. Faço o impossível para que a viagem seja inesquecível. Numa viagem, somos os últimos a dormir, os primeiros a acordar, planejando toda a logística dos passeios, tentando resolver qualquer problema.

Realidade e fantasia estão na ordem do dia?

Em Orlando, o máximo de fantasia. E é, literalmente, onde os sonhos se realizam. A parte da realidade fica em Nova York e sua vibrante energia.


Você precisa ter um olhar de adolescente e, ao mesmo tempo, de pai, psicólogo, cuidador, monitor e porteiro de sonhos.

Com certeza! Aprendizado e ensinamento ao mesmo tempo. Sou a “figura” do pai, psicólogo, cuidador e guia; amigo, parceiro dos adolescentes.

E o que muda em um adolescente depois de carimbar o passaporte na Disney?

Por ser normalmente a primeira viagem longe dos pais, percebo que, para muitos, essa viagem é um amadurecimento na vida.

A primeira viagem sem os pais seria mais impactante? Qual a maior dificuldade?

Sim, ali eles são donos do próprio nariz sob nossa supervisão. A maior dificuldade é tornar o grupo homogêneo, onde as pessoas interajam entre si e sejam compreensíveis com as vontades e limites do próximo.

Qual o seu olhar para esses adolescentes?

Uma geração muito ligada ao celular, mas que, quando se desliga dele, sabe aproveitar o que a vida tem de melhor.


A falta da língua inglesa atrapalha?

Sim e não. Pode ser um dificultador, uma vez que estamos no EUA, né? Mas já vi várias pessoas que falam nada de inglês se virarem melhor do que quem fala. O importante é perder a vergonha e tentar se comunicar. Quem tem boca vai a Roma!

A cada grupo, uma aventura?

Cada grupo é de um jeito, com um perfil diferente, uma emoção diferente.

Muitas histórias marcantes? Alguma especial?

Difícil responder essa! Cada grupo tem uma especial. Neste julho, quando eu montava a programação, em março/abril, vi que ia ter um show do Shawn Mendes. Sei que é um ídolo dos adolescentes e na programação seria muito marcante! Mas só no show vi o impacto que teve na vida deles! As meninas choravam. São estas experiências que fazem todo o esforço valer a pena!

Você se sente bem e se diverte com os adolescentes?

Me sinto ótimo e me divirto muito! Acredito que esse contato até me rejuvenesce, pois a troca de ideias e experiências com eles é muito rica! Tento sempre aprender alguma coisa e ensinar alguma coisa!