Paulo Navarro | sábado, 23 de fevereiro de 2019

Foto: Divulgação/Consulado da Itália em Belo Horizonte

Un po 'di italia a Belo Horizonte

Nascido em Nápoles, na Itália, e formado em Ciências Políticas pela Universidade degli Studi di Napoli “L’Orientale”, Dario Savarese assumiu o cargo de cônsul da Itália em Belo Horizonte, em de junho de 2018. Casado com Irene e pais de dois filhos, Bruno e Marco, também foi homenageado, no fim do ano passado, com o Título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte.

O que agrega à sua carreira diplomática ser o mais novo cidadão honorário de Belo Horizonte?

Depois que me conferiram a cidadania honorária de Belo Horizonte, para quem me pergunta de onde sou, posso finalmente responder: “Sou metade napolitano, metade belo-horizontino!”. Esse testemunho de amizade e estima reforçou ainda mais o meu desejo de deixar uma marca positiva nas relações entre a Itália e Minas Gerais.

Qual o seu olhar para a cidade que te acolheu?

É uma cidade moderna, muito eficiente, uma verdadeira metrópole. A qualidade de vida é muito elevada e as pessoas são de uma gentileza enorme. E mesmo que chova, o azul do céu é como uma droga, cria dependência. A minha família e eu começamos a viajar também para outras partes do Estado e é maravilhoso, belezas naturais e arquitetônicas de perder o fôlego.

Casado? Filhos?

Sou casado com Irene há cinco anos e temos duas crianças, de cinco e dois anos.

O grande número de patrícios te faz sentir em casa?

Certamente. Aqui todos são um pouco italianos e fazem questão de sublinhar isso. E quem não é italiano frequentemente mostra muita simpatia pela Itália. Além disso, come-se bem como em Nápoles e, principalmente, pode-se encontrar uma pizza boníssima, o que ajuda a não se sentir longe de casa.

Que valores traz no seu DNA?

Se falarmos dos valores que me foram transmitidos pela minha família, acredito que as coisas mais importantes são a dignidade do trabalho, a hospitalidade, a simplicidade e a amizade. A estes adicionam-se os valores institucionais da honra e da responsabilidade de representar a Itália no exterior.

E de Nápoles, sua cidade Natal?

O amor pelo meu time do coração, o Napoli. Mas também uma certa veia artística. Nápoles é uma cidade que transborda maravilhas culturais e gastronômicas. E mesmo tendo já se passado dez anos desde que a deixei, carrego sempre essas coisas comigo.

Como a diplomacia entrou em sua vida?

Na universidade, conheci uma moça que queria entrar para a diplomacia e que me convenceu a me inscrever com ela em uma escola de preparação. Ela depois escolheu cursar Business School, enquanto eu continuei. Eu me casei com aquela moça!

Que atividades exerceu na carreira?

Até agora dediquei-me à diplomacia econômica. Em Roma, trabalhei com propriedade intelectual, sanções econômicas, luta contra a reciclagem de dinheiro e contra o financiamento do terrorismo. Na Tunísia, eu era o chefe do setor comercial. Também aqui, tenho uma atenção especial aos aspectos econômicos e às exigências das empresas.

Já carimbou passaporte em quantos países e em quais deles exerceu a função?

Na metade da Europa, Estados Unidos, Cuba e vários países do Oriente Médio e África do Norte. Trabalhei por quatro anos na Tunísia e, quando prestei serviço em Roma, participei de diversas missões no exterior em lugares muito fascinantes, como o Japão e a Turquia.