Paulo Navarro | sábado, 22 de dezembro de 2018

Foto: Edy Fernandes

Lição de Ação

A entrevistada de hoje tem nada de prudente. Vai muito além deste jardim, desta zona de conforto. Vai à luta e à guerra. Ela age, faz. Ela encabeça, ao lado de sua mãe, Ângela Proença, a “Família Proação”: pró-ação, pró-coração, pró-solidariedade. Ela procura e acha soluções para o que a maioria das pessoas prefere, simplesmente, virar a cara para o outro lado. Márcia Prudente quer e consegue mudar vidas que nem eram vidas.

Márcia, título de redação escolar: “Minha Vida e o Proação...”.

O Proação foi criado com o objetivo de buscar soluções em prol de crianças e adolescentes afetados pela desigualdade social, pela injustiça ou por situações similares. Como diretora da entidade, sinto-me privilegiada; sei da grandeza da responsabilidade sobre meus ombros; oferecer os valores da sensibilidade do amor, da fidelidade, da ternura.

Mas qual a maior motivação?

Se eu pudesse definir a motivação da família Proação seria crescer e buscar; acertar com atitudes simples, mudar para sempre a história de vidas!

É como aquela propaganda, o homem pode ser um monstro, mas é o único que pode ser humano...

O ser humano precisa ser humano. O valor da vida é imensurável.

E como o ser humano pode ser humano?

Buscando amenizar este mundo tão brutalizado, tornando-o mais humano e mais bonito.

Qual o diferencial d’O Proação?

A busca incessante de uma boa qualidade de vida. Qualidade que garanta aos assistidos e acolhidos a esperança de um futuro promissor. E seriedade, respeito, transparência.

Com certeza e com Deus?

Peço sempre a Deus: Senhor, não me deixes desistir de compartilhar o sonho de transformar e fazer diferença, contribuindo para o resgate dos valores humanos e da doação de amor e solidariedade ao próximo.

Qual a logística para o objetivo geral, final?

A conscientização e mobilização de instituições e interessados em desenvolver projetos e programas, na área cultural, integrando-a com as demais políticas de uma verdadeira rede de inclusão e oportunidades sociais.

Sempre a incontornável educação...

Sim, a concepção de que é preciso investir na qualidade do ensino de forma mais ampla e que já é um consenso.

E o outro lado?

Um jovem consciente de como garantir os seus direitos, de como cumprir com os seus deveres.

Como ajudar?

No terceiro setor, na maioria dos casos, os doadores dão dinheiro que as organizações usam para a manutenção de seus serviços administrativos, operacionais, despesas com tributos fiscais e trabalhistas de seus funcionários, água, luz, aluguel, financiar projetos, pesquisas e fornecer serviços para a comunidade.

Para terminar com chave de platina...

Conscientizar as pessoas de que somos “simplesmente seres humanos”. Que conseguimos realizar com simplicidade, sem barulho, nem fogos de artifício; sem abrir mão de valores, construindo nossas vidas com dignidade, seriedade, respeito e amor. Eu sou assim.