Paulo Navarro | sábado, 21 de março de 2020

Foto: Divulgação/Transpes


Mais é mais

Sandro Gonzalez é presidente do Conselho Administrativo da Transportes Pesados Minas – Transpes, especializada em logística com sede em Belo Horizonte. Em 2016, entre 1.500 empresas, foi eleito o CEO mais admirado do Brasil pela revista “Você S/A”. À frente do grupo desde 1995, Gonzalez fez da Transpes a melhor empresa do setor de logística e transporte do país e uma das 10 mais no mundo.


Sandro, o que é e o que pesa a Transpes?

Nossos valores: respeito ao próximo, simplicidade e cumprimento dos nossos compromissos.


E o que é ser presidente do Conselho da Transpes?

Além de acompanhar os indicadores de gestão, é construir o futuro e o planejamento estratégico, junto ao mercado. Além de manter o modelo de governança corporativa atuante e fortalecido.


Por que você foi eleito o CEO mais admirado do Brasil, pela revista “Você S/A”, em 2016?

Pelo trabalho em equipe, de toda a direção da empresa. Reflexo de nossa cultura e DNA. E não apenas planos estratégicos de valorização das pessoas, mas principalmente o desenvolvimento dessa cultura, com estabelecimento de programas que dão visibilidade ao que já existe: respeito, companheirismo, crescimento pessoal; amor ao próximo.


No Brasil e no mundo, o bom desempenho de uma empresa é gestão?

Sim, mas modelo de gestão moderna, que não vise somente indicadores de performance ou financeiros e econômicos. Cada negócio, cada organização deve desenvolver um senso de propósito. E no desenvolvimento desse propósito, a valorização da marca e a mobilização da sociedade.


O Brasil exige mais o que de um empresário?

Flexibilidade, são mais susceptíveis a mudanças, percalços, novidades, o que faz dos brasileiros facilmente adaptáveis a outros mercados. Por isto exportamos tanto.


Como uma empresa torna-se modelo nível Transpes?

Desenvolvendo seus valores junto ao seu corpo funcional. Valorizando sua história. Criando modelo sucessório virtuoso, onde cada geração percebe a importância da outra, mitigando conflitos internos.


É aí que tem lugar a gestão humanizada?

Sim. Gestão humanizada, respeitosa, harmônica. Uma pessoa feliz produz mais do que uma pessoa infeliz. E o nível de satisfação é drasticamente afetado pelo ambiente onde trabalhamos.


Por falar em gestão, falemos em logística. Como vai o Brasil nessa área, e Minas, em particular?

O Brasil é um país rodoviário. Ainda temos muitos desafios. Melhorando nossa infraestrutura daremos um salto em produtividade e redução de custo, no mercado interno e nas exportações. Temos que privatizar estradas, terminais e portos. O capital externo e iniciativa privada serão os grandes protagonistas desta melhora na infraestrutura.


O transporte ferroviário ajudaria?

Não creio que seja determinante. O modal rodoviário é completo. O ferroviário necessita complemento, o que poderia, de acordo com o modelo, prejudicar algumas regiões e atividades econômicas.