Paulo Navarro | sábado, 21 de julho de 2018

Foto: Edy Fernandes


Sustentável leveza

O destino de Júnia Carvalho estava traçado. “Aos 11 anos queria ser dona de agência de publicidade”. Pouco! Depois de muito trabalho e experiências, ela apaixonou-se pela Sustentabilidade, Educação, Comunicação, Gestão, Desenvolvimento; raridades no Brasil. E com Ética: “É polêmico porque mexe com interesses, às vezes enraizados. Mas a ética é o único caminho para negócios sustentáveis”.


Quanto de Divinópolis tem em seu sangue empreendedor, na paixão pelo desenvolvimento de pessoas, inovação, sustentabilidade?

Divinópolis, no final de 1990, sofreu uma crise e se reinventou. Muitas famílias começaram a empreender. Sou filha de empreendedor. Trabalhei com moda, mas questionei sua volatização.

Comunicação social foi o primeiro passo?

Comunicação social foi um sonho junto com o desejo de empreender.

E a Oito Consultoria Treinamentos e Sustentabilidade Corporativa?

Fui sócia de outras duas empresas de comunicação e eventos antes da Oito. Coordenei projetos de Sustentabilidade. Apaixonei pela área. A Oito nasceu inspirada nos oito Objetivos do Milênio que atualmente são 17 em Desenvolvimento Sustentável da ONU.

E ainda tem tempo para lecionar Ética nos negócios, a maior necessidade do Brasil, também na política?

Quando entro em sala, a primeira coisa que ouço é: “Professora, você vai deixar a gente sair mais cedo, certo?”. Eu digo: “Não posso fazer esse acordo, pois vocês terão a melhor aula de suas vidas”. Porque (a aula) está vinculada ao comportamento, cultura, educação e valores.

Fale sobre os projetos para o WCS2018.

É interagir empresas, governo e sociedade, com temas e práticas inovadoras que trazem resultados para os negócios pautados nas 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU. Crescimento econômico, com o lucro e de forma sustentável.

O que é a Comunicação Real?

Um dos cursos na Oito. A comunicação é 90% do sucesso de um projeto. É a comunicação verbal, não verbal e neurolinguística para obter a colaboração das pessoas e o engajamento.

Que tipo de profissionais e líderes precisam Minas e o Brasil?

Profissionais inovadores, que contribuam com o social, que saibam administrar com ética. Que pensem no crescimento econômico e sustentável de maneira sistêmica, que conectem e contribuam para o aprendizado, a transformação das pessoas. Como disse Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”.

Como estamos na dinâmica cruel e desafiadora da atualidade?

Na 4ª Revolução, geração millennials, tecnologia na palma da mão, mundo líquido. Essas dinâmicas criam novas oportunidades, alavancam a inovação e o crescimento econômico.

Onde podemos melhorar, o que podemos aperfeiçoar?

Na educação, aperfeiçoando nossa capacidade criativa sustentável e melhorando o comportamento de nossos líderes.

Sobrou lugar para o otimismo?

Sim, sempre. Doses diárias de esforço, resiliência, fé; a prática da felicidade.