Paulo Navarro | sábado, 21 de dezembro de 2019

Foto: Carmine Furletti


Diferenciado e diferentes

Pedimos a David Braga uma palavra sobre ele, CEO, Board Advisor e Headhunter da Prime Talent. Sem pestanejar (perder tempo, que é dinheiro) respondeu: “Diferenciado”. Nada melhor que alguém – avaliador de mais de seis mil executivos – numa empresa de busca e seleção de executivos de média e alta gestão, em todos os setores da economia na América Latina, com escritórios em São Paulo e BH.


David, como é trabalhar com o setor mais digno, o emprego?

É extremamente prazeroso buscar e selecionar profissionais estratégicos. Pela Prime Talent, apoio a construção de um Brasil melhor, apresentando aos meus clientes, nacionais e internacionais, os melhores profissionais aderentes a cada uma das variadas culturas, rumo a um desafio de maior escopo, complexidade e, claro, melhor condição salarial.


Como você trata o tema na BandNews e em seu trabalho de headhunter?

Com a coluna “Emprego e Liderança”, abordo temas que abrangem dicas sobre empregabilidade, comportamento, liderança, tendências, competências, habilidades requeridas pela organização e o ambiente corporativo das organizações. Como headhunter, zelo pelo cliente e pelo candidato.


Qual a maior dificuldade para a recolocação de um executivo no mercado?

Fazer a diferença. Ter as competências técnicas e o repertório do setor. Ter resiliência, tomada de decisão, abertura mental, gestão do tempo, pensamento digital e tantas outras como a fluência no idioma inglês.


Nossa economia tem belos horizontes à vista?

O Brasil tem um longo caminho para a retomada, mas os passos estão sendo dados. Menos Brasília e mais Brasil. É extremamente vital a desoneração e desburocratização para o empresariado; para aquecer a economia e atrair investimentos do estrangeiro. Todos os setores da economia precisam constantemente buscar profissionais para apoiar o crescimento, reestruturar e buscar maior competitividade.


Para o mercado: experiência ou jovens com baixos salários?

As empresas mais estratégicas mesclam os dois modelos. É preciso formar profissionais e promover programas consistentes de planos de carreira e sucessão. Evidentemente, profissionais em posições iniciais terão remunerações menos agressivas. Por outro lado, a experiência é extremamente valorizada.


Você gosta muito de cinema. Algum filme te inspira no trabalho?

“Amor sem Escalas”. Apesar de ser um profissional que promove demissões para empresas, o personagem de George Clooney ensina (aos demitidos) que é preciso fortalecer o que você tem de talento, seja para você ser mais feliz ou mesmo ajudar na construção de um mundo melhor.


Você também já viajou muito. Como vê estes temas no exterior?

Viajar ou residir no exterior te proporciona uma abertura mental incrível. Eu mesmo, após residir em Trinidad e Tobago (Caribe), Angola, Londres, São Paulo, Curitiba e Brasília, além de Belo Horizonte, reúno competências que me diferenciam.