Paulo Navarro | sábado, 20 de junho de 2020

Foto: Divulgação/Patrimar

Sonhos Possíveis

Engenheiro civil pela Escola de Engenharia Kennedy e administrador de empresas pela PUC/MG, Alexandre Araújo Elias Veiga começou como estagiário na M. Martins Empreendimentos. Após passar por toda a hierarquia da empresa, tornou-se diretor e sócio em 1988. Hoje é o sócio majoritário e presidente do Grupo Patrimar, composto pela Patrimar Engenharia e Construtora Novolar, fundada em 2000.

O empreendedor Alexandre continua engenheiro e administrador de empresas? 

Sim, engenheiro por paixão, por sangue; e administrador de empresas como consequência do cargo que ocupo.

O que era e foi a M. Martins Empreendimentos?

A M. Martins Empreendimentos foi onde tudo começou, de onde nasceu a Patrimar. A Patrimar é sucessora da M. Martins Empreendimentos. Foi o braço imobiliário da M. Martins Engenharia e Comércio, a empreiteira que existe até hoje. Em 1985, uma alteração acionaria mudou a razão social para Patrimar.

Patrimar é sinônimo de patrimônio, como patrimônio é sinônimo de segurança?

É um sinônimo de segurança porque ninguém te toma. Imóvel quem compra não erra, o que pode variar é a liquidez. Imóvel, como patrimônio e renda, é um excepcional negócio hoje.

E a Novolar?

Foi criada para trabalhar nos segmentos médio e baixa renda. Atua fortemente no seguimento Minha Casa Minha Vida (MCMV) e já chegou entre as cinco maiores do Brasil. Hoje está longe disso, porque preferimos incrementar a Patrimar, mas é um braço imobiliário, onde a Patrimar não atua, média e baixa renda.

A construção civil no Brasil não é apenas o luxo da Patrimar. É também o Minha Casa Minha Vida?

Sim.

Você, que planta selvas de pedra, também pensa em mobilidade urbana?

Não planto selva de pedras, planto esculturas arquitetônicas. E, na mobilidade urbana, sem dúvida que pensamos. Não só pensamos, como ajudamos o poder público, sugerindo alternativas, fazendo projetos e, inclusive, com outros colegas, custeando também.

Como anda ou não anda o mercado nos tempos de “tudo parado”?

O nosso mercado não está “tudo parado” não. Nosso mercado continua, porém de uma maneira diferente. A quantidade, o volume de consultas, de procura está inclusive maior. O número de fechamentos está menor, mas crescente. Eu acredito que o MCMV voltará aos patamares pré-Covid-19, numa maneira relativamente rápida. Acredito também que o mercado de alto padrão, quando a bolsa atingir um determinado nível, para mim, em torno de 100 mil pontos, vai gerar inclusive uma corrida em sua direção.

E o lado solidário neste panorama?

Eu diria que isso foi a grande mudança na minha percepção, a solidariedade aflorou em todos nós. Impressionante! Vamos ser um país, um mundo melhor; mas o Brasil, com certeza, até pela sensibilidade do brasileiro, do seu jeito de ser, não me deixa dúvidas: nós vamos sair melhores do que entramos nessa pandemia. Não tenho a menor dúvida disso.