Paulo Navarro | sábado, 20 de fevereiro de 2021

Ilmerson Gonçalves de Almeida Gomes. Foto: Divulgação/Claro

Tudo Claro

O diretor regional da Claro, Ilmerson Gonçalves de Almeida Gomes. Nascido e criado em Belo Horizonte, Ilmerson já rodou o Brasil no mercado Telecom. “Ao longo dos meus 25 anos nas telecomunicações, rodei bastante o país. Já atuei no Nordeste, no Centro-Oeste e nos quatro estados do Sudeste. Enfim, nesta imensidão que é nosso país, tive o privilégio de conhecer praticamente todos os estados”.

Que estado te dá mais trabalho e prazer como diretor regional? Minas, Rio ou Espírito Santo? 

Trabalhar com tecnologia, telecomunicações e serviços é uma experiência muito gratificante. Não existe um dia igual ao outro. Um dia é um estado que demanda mais dedicação e esforço, no outro, muda tudo e o foco é um novo desafio. 

Qual ou quais as maiores mudanças na comunicação, desde os anos 90? 

Cada dia, uma novidade. Começamos a década de 90 com telefone fixo e TV paga como os grandes carros chefes das empresas de telecom. A transformação no setor veio com a massificação da internet, velocidades de 128kb e 256kb eram desejadas pelas pessoas. Sempre fomos pioneiros e estivemos presentes em todas as novidades do setor, como com a internet residencial batendo 1mb. Hoje as pessoas desejam 200mb, 500mb e até mais. A TV por assinatura evoluiu enormemente e hoje temos o 4K. A telefonia móvel também. Hoje, você sai de casa sem carteira, sem bolsa, mas nunca sem um celular na mão. 

O mercado nunca foi calmo, mas 2020 deve estar dando trabalho até hoje, correto? 

Tivemos que nos reinventar. Da noite para o dia as pessoas foram forçadas a se trancar em casa e desta forma nossos serviços foram essenciais para que as pessoas pudessem acessar de forma remota seu trabalho, seus estudos e até mesmo interagir com as pessoas. Os serviços não podiam ficar indisponíveis um minuto sequer. 

Os telefones, TVs e computadores “salvaram a Pátria” da telefonia e do ser humano? 

A grande evolução sem dúvida passou pelo “smartphone” e sua infinidade de tarefas. Com um “smartphone” você faz tudo, obviamente, atrelado e conectado a uma rede de dados.

Qual o maior aprendizado nesta enorme confusão? 

Dar valor às relações humanas. As pessoas estavam tão enlouquecidas que tudo era feito de forma digital. Faltavam o abraço, os encontros presenciais e o olho no olho. Com a pandemia e o isolamento nos demos conta do quanto é saudável e necessário este contato humano. 

Qual o maior desafio? 

Reaprender a viver. O mundo não será mais o mesmo. Precisamos entender e nos adaptar a esta nova realidade e quem não se adaptar vai entrar em depressão. 

Como vê o futuro das comunicações e das relações humanas, profissionais, etc? 

De forma muito positiva. As pessoas poderão trabalhar numa empresa nos EUA e estar fisicamente no Brasil por exemplo. Seremos definitivamente globais. O 5G está batendo na nossa porta e com ele a internet irá mudar completamente muitas atividades hoje existentes.