Paulo Navarro | sábado, 20 de abril de 2019

Foto: Arquivo Solutions / Wagner Diló Costa

Seguro de vidas

Com toda segurança, asseguramos que o homem dos seguros, Sérgio Frade, e sua Solutions Gestão de Seguros entendem do riscado, riscos e sinistros. Para Frade, o seguro continua morrendo de velho, com muita saúde. Saúde para o que fica, os que ficam. “C’est la vie!”. A crise diminui o mercado, mas abre outras portas, com escada de segurança, protegida contra “incêndios” de toda sorte e azar.

Sérgio, o seguro morreu de velho ou ainda é um porto seguro?

É importantíssimo para a retomada econômica, fornece escala de produtos e serviços para as pessoas, empresas e economia; protege ativos e vidas. Gerencia riscos, mobiliza poupanças, facilita investimentos.

O brasileiro em geral e o desconfiado mineiro acreditam em seguro?

A desconfiança e a insegurança ainda existem e decorrem do pouco conhecimento; tema que deveria fazer parte principalmente dos cursos de MBI. O consumidor precisa conhecer as condições de cobertura. As seguradoras não deixam de atender os segurados. A apólice estabelece direitos e deveres, é a garantia do consumidor.

Em 38 anos de experiência, qual a tua especialidade?

Fiz parte da equipe de riscos e seguros da Açominas (hoje Gerdau Açominas), estive à frente das seguradoras Chubb, Itaú, Bemge e Unibanco-AIG. Há 17 anos conduzo a Solutions Gestão de Seguros, atendendo empresas de todos os portes, nacionais e internacionais.

Qual o caso mais interessante em que já trabalhou?

Participar da estruturação da área de seguros da Acesita, hoje Aperam. O modelo foi posteriormente adotado por outras empresas como Telemig Celular, Vallourec, Arcelor, Aethra e Magnesita.

Quais os seguros mais frequentes no Brasil?

Coberturas de incêndio, raio e eventos da natureza; contudo, a evolução tecnológica lança desafios, na proteção de fraudes, riscos cibernéticos; fusões e aquisições.

A Solutions tem solução para tudo em seguro?

É especializada em programas de seguros. Assessora as empresas e pessoas na transferência de seus riscos em contratação de seguros. É independente. Por não possuir vínculo societário ou contratual com seguradoras, tem soluções e serviços para cada empresa e cliente.

Crises são férteis para a área dos seguros?

A crise reduz o volume de seguros em veículos, vida, transporte e saúde. Contudo, na crise, a preocupação em garantir os bens aumenta, resguardando-se dos imprevistos.

Pessoalmente, que tipo de seguro você tem?

Dos meus imóveis, veículos; seguro saúde (importantíssimo e indispensável), de vida, de viagem internacional e de responsabilidade civil.


Quais as perspectivas neste novo velho Brasil?

Novos riscos, novos seguros. O avanço da tecnologia expõe empresas a ataques cibernéticos frequentes. Meio Ambiente, transportes e saúde também são impactados. Temos expectativa de recuperação e crescimento com base nos objetivos do novo governo, relacionados ao ajuste fiscal e à recuperação econômica.