Paulo Navarro | sábado, 15 de dezembro de 2018

Foto: Dennis Lima

Madame Butterfly

Não sabemos quem escreveu, Nathaniel Hawthorne ou Henry David Thoreau, mas a frase é perfeita para a vida que leva Vanessa Ferreira. “A felicidade é uma borboleta: quanto mais você corre atrás dela, mais ela foge. Um dia você se distrai e ela pousa em seu ombro”. Uma mulher associada às borboletas, que ama seu trabalho, viagens, vinho e as coisas boas da vida, só pode ser e fazer feliz.

Vanessa, que codinome mais beija-flor é este VF Borbolét?

Um gênero de borboleta. As borboletas se tornaram uma marca pessoal. Sempre que alguém vê uma, me manda. Assim, sou sempre lembrada.

No currículo, Administração e Marketing. Em mil outras áreas, autodidata. “Inquieta e curiosa”. Por tudo e com tudo?

Principalmente por assuntos ligados às experiências sensoriais. Tem que ser e ter sentido. Na prática, ter cheiro, sabor, ser belo e bom de ouvir.

Você deve gostar de cortina rasgada, mas só em filme de Hitchcock, certo?

Se tiver rasgada dou um jeito. Não curto desperdício. Além das novas, eu desconstruo e reconstruo. Dou manutenção, lavo, reformo, recrio e refaço. Muitas empresas não animam fazer isso. Só querem vender se for tudo novo.

Louca por outros tecidos? Alucinada por alta decoração?

Ter uma confecção de cortinas me fez gostar de todo tipo de tecido. Seja nas cortinas, almofadas, roupas, móveis. Às vezes, compro tecidos e não sei para quê.


Viagens e enogastronomia, também?

Uma coisa puxa a outra e eu preciso dessas coisas para viver.

Quais os outros bons gostos confessáveis?

Acho que estou me aficionando por queijos, cafés e águas minerais, nesse quesito de gastronomia. Fora isto, no lixo ou no luxo, adoro vasculhar uma caçamba, na mesma intensidade que visito os melhores hotéis cinco estrelas. Criatividade é que manda.

Qual o melhor vinho, a melhor parte da casa e a mais deliciosa companhia?

Se tivesse que escolher um vinho apenas, seria um Coulle de Serrant, do Nicolas Joly, Loire, França. Melhor parte da casa, sem dúvida, a cozinha. A mais deliciosa companhia é a que está comendo e bebendo comigo em qualquer dia e qualquer hora.


Esta sede de vinho já te levou a muitos países. Quais os próximos? 

Malas prontas para a jornada 2019 no Priorato, Espanha e Roussilon, França; em abril. E já emendo com um retorno à África do Sul, em maio. Fui para lá este ano e fiquei alucinada para voltar. Vinhos e belezas naturais incomparáveis.

Pra terminar, fale rapidamente da Confraria Feminina do Vinho...

A confraria Luluvinhas surgiu dos encontros casuais entre amigas e da curiosidade delas em entender melhor o que se passa antes da garrafa e depois dela. É um grupo aberto, que não para de crescer. Em grupos de 30 por vez, comemos e bebemos do que existe de melhor, de forma compartilhada, entre um restaurante e outro. Cada mês, um tema e um lugar. Cinco rótulos de vinhos e cinco pratos. Hoje somos mais de 300 participantes.