Paulo Navarro | sábado, 14 de setembro de 2019

Foto: Edy Fernandes

 

Está Sérgio

É a segunda vez que entrevistamos o piloto Sérgio Sette Câmara. Se ele ainda não está na Fórmula 1, pelo menos continua na ativa, se preparando e querendo chegar lá. Lembramos e o cutucamos com nomes míticos da F1, como Ayrton Senna, com a saudade que temos daquele tema musical e dominical. Sua resposta: “Sou o Sérgio. Não gosto de me comparar com ninguém”. Está certo. Acelera, Sérgio!


Um passarinho a jato nos contou que você é um desportista nato... É verdade? Como se nasce um desportista?

Eu comecei a andar de kart com sete anos de idade, em Belo Horizonte, e não parei mais. Sempre fui muito competitivo e dedicado. Hoje em dia não sei te dizer se eu teria talento para exercer alguma outra função.


A F1 continua um sonho ou um objetivo que é muito mais certo e real?

Na verdade, hoje encaro muito mais como um objetivo do que um sonho. Estou na única categoria de acesso direto para a F1 e, nesse sentido, o “upgrade” se torna natural.


O que podemos esperar de você? Um Emerson Fittipaldi, um Ayrton Senna, um Nelson Piquet, um Felipe Massa ou um Rubens Barrichello?

Sou o Sérgio. Não gosto de me comparar com ninguém. Cada um deles, ao seu tempo, escreveu sua própria história. Uma melhor que a outra. Espero ter a oportunidade de escrever a minha também.


Por falar nisso, como vê a F1, depois do Senna? Muita gente diz que os domingos nunca mais foram os mesmos, que, para nós brasileiros, a F1 acabou ou não tem mais graça...

Nunca! Longe disso. De forma alguma. A F1 é o topo do automobilismo nacional, berço das maiores inovações tecnológicas levadas para a indústria e, certamente, não deixará de existir tão cedo.


Pelo menos, a grande paixão, o início pelo kart, você tem com teus ídolos. Isso é comum, um caminho natural e obrigatório?

Sim... Comecei pelo kart e, sempre que possível, estou no Kartódromo RBC Racing, em Vespasiano, onde tenho um kart para treinar.


Sempre e ainda com o preparador José Davi de Oliveira?

Infelizmente, não. O Davi foi fundamental no início da minha carreira, mas, quando tive de ir para São Paulo, participar dos estaduais lá e dos nacionais, mudei de equipe. Atualmente, meu Kart no Brasil está sob os cuidados da JNA Racing, do preparador Joel Nunes.


Qual o caminho mais curto: São Paulo e Inglaterra?

Sem dúvidas, São Paulo, como sempre. E não só nesta área, é o primeiro passo ou o segundo passo para quem começa em Belo Horizonte.


Voltando ao kart... Estantes repletas? Muitos prêmios? 

Ganhei praticamente todos os títulos no Brasil, só me faltou o Campeonato Brasileiro, onde tenho uma pole-position e um vice. No exterior, o mais importante foi o Mundial de Kart X30 Junior.


E Barcelona hoje? Atalho para a F1?

Desde 2015 moro nos arredores de Barcelona. É uma região muito legal e me conecta rapidamente a todos os locais em que preciso estar para as minhas atividades de corridas, simuladores e eventuais treinos.