Paulo Navarro | sábado, 12 de dezembro de 2020

Foto: Guilherme Dardanham / ALMG

O Poderoso Padrinho

O deputado estadual Agostinho Patrus acaba de ser reeleito presidente da Assembleia de Minas. No seu quarto mandato consecutivo, concilia o comando da ALMG à atuação empresarial no ramo de transportes, junto aos irmãos Breno e Lucas. É casado, pai de gêmeos e abre aspas: “Sempre admirei a capacidade do diálogo e de conciliação, traços necessários à boa política e também a todas as relações.”

Quem é o Agostinho? Qual a história do apelido “Padrinho”? 

Um homem de gostos e hábitos simples, marido da Bianka, pai do Agostinho Célio e Antônio. Filho de Agostinho e Orcanda Patrus, pessoas que me ensinaram a ser uma pessoa íntegra. Meu pai ficou conhecido por “Padrinho” por chamar a todos, carinhosamente, por esse apelido.

A política é genética?

O gosto e a aptidão pela política vieram de meu pai. Desde novo acompanhava-o em seus compromissos.

Como está vendo este momento pandemia? 

Desafio e aprendizado andam lado a lado. Muitas das soluções encontradas nos momentos de crise tornam-se perenes ou reinventam maneiras de exercer atividades. Na Assembleia entregamos respostas rápidas. Além de dezenas de projetos de lei aprovados, economizamos e devolvemos ao Executivo mais de R$ 46 milhões. Repassamos R$ 1,5 milhão à UFMG para projetos de enfrentamento à Covid e R$ 300 milhões para o combate ao coronavírus.

O que significa o Legislativo para o Agostinho? 

O lugar de quem escolhe trabalhar para as pessoas. As principais prerrogativas são legislar e fiscalizar e estas funções dizem respeito à representatividade e à execução da vontade popular.

Qual o balanço na presidência da ALMG? 

A população e os colegas parlamentares falam que vivenciaram o biênio mais produtivo dos últimos anos na Assembleia. Diferentes grupos sociais tiveram suas demandas acolhidas. Implantamos o Assembleia Fiscaliza e instauramos a CPI de Brumadinho. Aprovamos a Política Estadual de Segurança de Barragens; uma das reformas previdenciárias mais justas do país e protagonizamos a luta pela compensação da Lei Kandir.

O que as urnas trouxeram à tona? 

Largaram à frente os candidatos que lideraram ações efetivas de enfrentamento à pandemia. Também os representantes de pautas sociais e identitárias. Experiência e boa gestão.

O que entretém o Agostinho, qual seu “diário de bordo”? 

Apesar do dia a dia cheio, procuro passar o máximo do meu tempo com meus irmãos, minha esposa Bianka e com meus filhos, que são tão apaixonados por futebol quanto o pai. Estar com eles é minha maior alegria na vida. E aprecio obras biográficas.

Quais são as perspectivas para o próximo ano?

Tenho certeza de que sempre há mais a ser feito. Como parlamentar, tenho compromisso permanente com aqueles que me escolheram para representá-los. Precisamos renovar a esperança para construirmos, juntos, uma Minas melhor, com mais desenvolvimento, igualdade de oportunidades, emprego e renda para todos.