Paulo Navarro | sábado, 11 de setembro de 2021

Entrevista com a superintendente da CAPE Mônica Sales de Araújo. Foto: Ingrid Aguiar Studio Angels

Madre Eustáquia

Com vocês, a superintendente da Casa de Acolhida Padre Eustáquio para Crianças com Câncer – CAPE, Mônica Araújo que, desde o início, busca a força de Padre Eustáquio: “A ele recorria nos momentos de aflição, de fraqueza, de angústia e de impotência. Assim fui superando os meus medos”.  Hoje, Mônica é a própria personificação do slogan da CAPE: “compromisso com a ética e a solidariedade”.

Mônica, por que Padre Eustáquio? Quem foi ele?

Por devoção do nosso idealizador e presidente, José Marcílio Nunes Filho. Padre Eustáquio foi “missionário da saúde e da paz e o pai dos pobres e enfermos”.

E A CAPE, o que é?

Acolhe crianças, adolescentes e seus acompanhantes, durante o tratamento contra o câncer e de outras doenças não infecciosas. Uma extensão de seus lares: moradia, alimentação, transporte, atendimento multiprofissional, acolhimento humanizado e individualizado. O que vale é a vida!

Pelo teu currículo acadêmico, tua área é Economia e Finanças.

Na CAPE sou gestora de todas as atividades da instituição. Comecei em 2015 como voluntária, através de uma empresa e, em 2017, assumi a superintendência como prestadora de serviços.

Entre você e a CAPE não existem as palavras coincidência e acaso, concorda?

E muito! Eu não estava aqui por um acaso. Descobri que, com toda uma comunidade, podia transformar este momento de esperança, em vida. O propósito sempre existiu.

Como vai a saúde financeira da CAPE?

Só a fé e Deus explicam. Muitas vezes vamos dormir agoniados. Não é fácil manter uma instituição que vive 100% de doações, mas amanhecemos renovados. A equipe se desdobra, os parceiros buscam formas de ajudar, a comunidade se envolve.

Do que mais precisam em 2021 e sempre?

Apoio para dar continuidade a um tratamento com dignidade e para que o índice de cura de nossas crianças aumente. Os sorrisos que recebemos e os olhares de gratidão são doses de energia.

Como foi no pandêmico 2020?

De incertezas, redução de doadores, medo da fragilidade de nossos acolhidos. Tudo isso aumentou os desafios. Mas nosso propósito é bem maior. Foi possível perceber o quanto a CAPE é reconhecida e acreditada por todos que fazem parte. Com a determinação de nossa equipe e de todos apoiadores, conseguimos manter nosso atendimento com qualidade e alcançar resultados efetivos.

Estamos falando de quantas crianças e adolescentes atendidos?

A CAPE possui 563 crianças e adolescentes com tratamento ativo, mais os seus acompanhantes. Uma média diária de 40 acolhidos. Com hospedagem completa, cinco alimentações diárias, acompanhamento multidisciplinar.

Para terminar, fale sobre o “Setembro Dourado”.

Campanha de conscientização sobre o câncer infantojuvenil, a importância do diagnóstico precoce e mostrar que o Câncer tem cura! Iniciamos também o McDia Feliz que é integralmente destinado para o tratamento oncológico. Este ano com o projeto “Distribuindo o Cuidado”.