Paulo Navarro | sábado, 10 de novembro de 2018

Foto: Leo Lara/Studio Cerri

O dono da Casa

Engenheiro e administrador. Pós-graduado em Marketing pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, João Batista Ciaco é o novo diretor-presidente da Casa Fiat de Cultura. Vai dar continuidade a um trabalho de 12 anos e empenhar-se em ampliar o alcance de iniciativas, formando público para a cultura e as artes; agregando novas linguagens.

A Casa Fiat representa bem as relações deliciosas entre a Fiat/FCA com Minas?

É uma expressão de forte vínculo. É o primeiro centro cultural criado por uma empresa do setor automobilístico no Brasil. É um traço intrínseco do DNA da própria empresa e uma forma de retribuir a acolhida que a Fiat recebeu quando aqui chegou.

A Casa Fiat também é sinônimo de arte, cultura e educação?

Sim, de grandes exposições de arte, com alto valor histórico, artístico e educativo. É um dos principais centros culturais do Brasil, de caráter universal, aberto e inclusivo. Todas as exposições e iniciativas são gratuitas e abertas ao público.

Italianidade rima com a mineiridade?

A Casa Fiat nasce das duas culturas, que têm nas artes um ponto comum. Em 2006, a Fiat completava 30 anos de Brasil e, como presente, dedicou-se à fundação de uma “casa brasileira e italiana”, uma alternativa à produção cultural do eixo Rio-São Paulo.

A Arte é o caminho mais agradável e certo para a educação?

Sim. Por isso queremos envolver cada vez mais os jovens. Para que se inspirem na fruição e na produção cultural, além de continuar a contribuir com o desenvolvimento de públicos com capacidade crítica para apreciar a arte e, também, produzir cultura.

A Casa Fiat de Cultura já exibiu mestres com Caravaggio, Chagall, Rodin, De Chirico, Tarsila, Amílcar de Castro, Portinari. O que mais podemos esperar?

Vamos continuar os esforços para trazer a Minas e ao Brasil obras valiosas e indispensáveis da arte mundial. Uma antena que capte e compartilhe tendências e estabeleça uma conexão entre Minas e o mundo, entre o mundo e Minas.

Balanço mais que positivo para a exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”?

A exposição reuniu obras de valor histórico e artístico inestimável, pela primeira vez no Brasil. Por meio da iconografia de São Francisco, apresentamos um amplo panorama da evolução das artes plásticas. Mais de 115 mil pessoas puderam apreciar esse precioso acervo proveniente de 15 museus de sete cidades italianas.

E a cultural local?

Vamos difundi-la. Queremos ser um canal de difusão da arte e dos artistas do Brasil e de Minas.

Para virar referência unânime, o que falta à Casa Fiat?

Intensificar nosso processo de diálogo. As mídias digitais e sociais são hoje grandes aliados da produção cultural e podem ser o próprio espaço virtual em que esta produção aconteça e se propague. Estamos diante de infinitas possibilidades e atividades que atraem inteligência e sensibilidade.