Paulo Navarro | sábado, 10 de julho de 2021

Entrevista com o publicitário Hélio Marques de Faria. Foto: Tonnys_2021

Viva la Vida

A propaganda é uma coisa, publicidade outra. Ambas podem ser arte, cultura, memória e até mais entretenimento que uma novela ou um filme. O grande desafio é fazê-las com ética e criatividade. E quem pode fazer tudo isso, enxergar o outro e passar a mensagem de uma marca, é o publicitário. Com vocês, um deles, Hélio Marques de Faria, vice-presidente de atendimento e planejamento da FAZCOM.

Grande Hélio! Como tem passado? Pensando no futuro?

Me cuidando. Tocando a vida virtual, em “home office”, mantendo a equipe da agência protegida, mas ativa. Não só pensando no futuro, mas preparando, moldando esse novo futuro.

Trabalhando muito, descansando, “fingindo de morto” ou vivendo meses sabáticos, desde 2020?

Trabalhado mais que nunca, numa mudança muito veloz no mercado. Antecipamos todo o projeto de digitalização e modernização. E pensando sobre o que estamos vivendo e como vamos voltar a viver. Aproveitando para repensar muita coisa. Tempo importante.

A propaganda era a alma do negócio, depois veio o marketing. E agora? A alma são as “fake news”?

De forma alguma, marcas e negócios precisam, cada vez mais, investir em reputação, comunicação e relacionamento com seus públicos; mostrar as verdades e os valores que tangem as operações. As “fake news” vieram para bagunçar e desorientar. As marcas sérias e responsáveis precisam trazer à tona a verdade. Temos diversos “outlets” de comunicação para manter um relacionamento mais próximo, transparente e verdadeiro com todos os públicos.

A propaganda e a publicidade são, por natureza, otimistas. Continuam?

Claro. Bebemos do otimismo natural do ser humano para conectar os públicos com as mensagens das marcas. Agora, precisamos reforçar esse otimismo e relembrar as pessoas que temos; ter esperança pelo que trabalhar, celebrar, viver.

E você? Anda otimista ou realista?

Cabeça otimista, com os pés realistas. Espere sempre o melhor, mas se prepare para o pior. Sigo com a esperança de que vamos passar por tudo e voltar a crescer, mas preparados para aguentar mais um tempo de perrengue.

“Ensina-me a viver” ou sobreviver?

Viver, sempre. Em toda a crise, aprendizado e oportunidade. Precisamos aprender a estar juntos, ver o valor das pessoas em nossas vidas e o nosso valor na vida das pessoas. Passar por cima das diferenças e lembrar que estamos todos juntos. Agora, com meus netos, tenho vivido isso com intensidade. Tenho aprendido muito com essa jornada.

Qual o lazer favorito na pandemia e no inverno?

Ficar em casa, esquentando o pé junto de quem a gente ama. Meus filhos, netos e a Paula Bahia, meus amores.

Qual a primeira coisa que fará quando o mundo voltar ao novo anormal?

Encontrar os amigos, conversar de perto, viver com mais verdade e intensidade.

Um slogan para vender 2022…

Parafraseando o slogan que criamos para a ACMinas, Viva a vida viva! O original é Viva BH viva.