Paulo Navarro | quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Tudo na mais perfeita ordem e na mais santa paz, com Isabella e Ricardo Tavares

Foto: Edy Fernandes


“Os Reis do Café”, sócios no Coffe++, Léo Montesanto, Rafael Terra e Pedro Brás

Foto: Edy Fernandes


O “Monsieur Champagne”, François Hautekeur, gerente da Comunicação Enológica da LVMH Brasil, durante live com o titular da coluna

Foto: Divulgação/PNC

Viva a França!

Hoje, jogamos a isca, oferecemos um tira-gosto do banquete a servir, aqui mesmo, uma entrevista com François Hautekeur, gerente da Comunicação Enológica da bilionária, luxuosa e francesa LVMH (Louis Vuitton, Veuve Clicquot, Moët e Hennessy), no Brasil. Muito simpático, acessível e comunicativo, claro. De nossa live com Hautekeur, dia 5, pescamos e separamos as pérolas a seguir. Íntegra no Instagram @paulonavarropnc.

Viva o Champagne!

A pérola não é rara porque François Hautekeur já a ofereceu em várias entrevistas, mas é daquelas que valem a pena brilhar de novo. Em 2010, Hautekeur foi escolhido pela LVMH para gerenciar o dossiê técnico de 47 garrafas de Veuve Clicquot Ponsardin submersas no Mar Báltico desde o século 19. “Algumas estavam intactas e perfeitas, já que ficaram armazenadas da forma ideal: em um lugar frio, escuro e com umidade constante”.

Viva o mar!

Mas temos mais deliciosos detalhes. O navio estava a 50 metros de profundidade, há 170 anos, entre a Finlândia e a Suécia. Em sua carcaça foram encontradas 160 garrafas de Champagne. Hautekeur, entre outros especialistas, degustaram 150, ou seja, 15 minutos por garrafa, durante quatro dias. Todas, estavam sem rótulo, evidentemente. Então, como identificar as marcas e quais garrafas ainda estariam consumíveis depois de “milênios” dormindo nas profundezas geladas?

Viva a Viúva!

Pela qualidade, óbvio e ululante! Inclusive a das rolhas. As melhores garrafas, eram as da grife Veuve Clicquot. Mas, sem os rótulos, como foram reconhecidas? Exatamente porque as rolhas da Veuve (Viúva, em português, e outra longa e linda epopeia) também eram melhores e, mesmo tanto tempo depois, a “assinatura”, na parte debaixo da rolha, estava reconhecível. A outra marca identificada era de um Champagne que nem existe mais. Outra forte emoção era o ano das garrafas, 1840 e poucos. Quer dizer, a safra era contemporânea da própria viúva. Mui provavelmente foi degustada pela própria Madame Clicquot.

Viva a qualidade!

Hautekeur, o segundo sortudo a provar do líquido tesouro, disse, sempre na nossa live, que o Champagne era muito doce, um vinho de sobremesa. Tinha 150g de açúcar por litro, ou seja, 15 vezes mais que hoje. Em algumas poucas ele sentiu notas de sal, com certeza vindas da água do mar que entrou por ínfimas brechas na rolha.

Viva a arte!

O livro “Vinho e Guerra – Os Franceses, os Nazistas e a Batalha pelo maior Tesouro da França”, de Don e Petie Kladstrup, daria um maravilhoso filme de ação e história. A história da Viúva Clicquot ficaria mais linda com Léa Seydoux no papel principal. E a do navio cheio de Champagne renderia ótima aventura, usando, como título, o clássico poema de Arthur Rimbaud, “Le Bateau Ivre” (O Navio Embriagado), escrito um ano depois do naufrágio.


Curtas & Finas

* A McKinsey é uma empresa de consultoria empresarial americana, líder mundial na área. Fábio Stul é líder da prática de Transformações da McKinsey na América Latina. Rami Goldfajn é líder, no Brasil. Ambos são sócios sêniores da McKinsey, São Paulo. Para eles, a transformação é uma ciência, não uma arte. E os números contam a história. “Transformática”: a ciência por trás das transformações bem-sucedidas. Numa primeira abordagem, o assunto parece vago e abstrato. Por isso, interessados devem aprofundar o tema.

Em suma, no longo texto do site Brazil Jounal, a dupla dá as coordenadas da transformação, na “Transformática”: pense grande. Defina um escopo abrangente. Mobilize e dê poder à grande parte da organização. Avance depressa e renove com frequência. Promova a saúde organizacional e mudanças culturais.

* O mês de outubro no Memorial Minas Gerais Vale inaugura a exibição das atrações culturais escolhidas através da Convocatória de Programação MMGV 2020. As apresentações continuam online, seguindo o planejamento do #MemorialValeEmCasa. A programação é intensa e diversa; o público pode escolher o que prefere apreciar em termos de arte e cultura produzidas em Minas. Toda a programação está no canal do Memorial Vale no YouTube.

Até o dia 11, os artistas são Warley Henrique, Grupo Quatroloscinco, Bárbara Lissa, Luzia di Resende, Marco Antônio Gonçalves e Rosilene Vieira. Dia 2, o Educativo do Memorial publicou homenagem aos 100 anos da visita dos reis da Bélgica a Belo Horizonte, através de um post. O público pode conferir essas ações nas redes sociais do Memorial Vale. A exposição “Entramos nesta casa com a Bandeira na frente”, de Bárbara Mançanares, segue no site do Memorial Vale até dia 1º de novembro.