Paulo Navarro | quinta-feira, 23 de julho de 2020


Em tempos de isolamento social, a produtora Pat Scalabrini, refletindo sobre liberdade intelectual e autoconhecimento

Foto: Arquivo Pessoal


A fundadora da Forno de Minas, Dona Dalva, celebrando seus 78 anos e 30 da empresa, entre os filhos Helder e Hélida Mendonça


Felicidades, Dona Dalva!

Maria Dalva Couto de Mendonça, carinhosamente conhecida como Dona Dalva, tem muitos motivos para celebrar. É que no próximo dia 26, ela, que fundou a Forno de Minas, ao lado dos filhos Helder Mendonça e Hélida Mendonça, completa 78 anos. Não bastasse, a marca chega, na mesma data, aos 30 anos de história. Mas, em função da pandemia, a comemoração este ano não será como Dona Dalva gostaria, e, sim, restrita aos filhos e familiares mais próximos, que se reunirão na fazenda da família, em Sete Lagoas, onde a matriarca tem passado seus dias desde o início da quarentena.

Parabéns, Forno de Minas!

Para comemorar as três décadas da Forno de Minas, Dona Dalva criou uma receita especial de pão de queijo, com muito mais queijo (curado por mais tempo) que já está presente nos principais supermercados do país: o Pão de Queijo Edição Especial 30 anos. “Trabalhei muito nessa receita. Sou perfeccionista e busco sempre o melhor em tudo que faço. Essa receita traz um sabor de afeto, do pão de queijo caseiro. Caprichei na quantidade de queijo. Para mim, a melhor forma de comemorar e também agradecer é distribuir para o Brasil e para o mundo as minhas receitas especiais, que crio com tanto carinho. Estou feliz com o resultado e espero que a receita leve um gostinho de família, aquele aconchego de ‘feito em casa’ e muita alegria para todos que têm uma história com a nossa Forno de Minas”, comemora a fundadora.


Sentimentos perigosos

Já ouviram sobre os cinco sentimentos que acabam com a confiança e o autoamor? Estão no 17º livro do terapeuta William Sanches, “Desperte a sua Vitória”. Uma revelação sobre “as barreiras que impedem o sucesso na vida pessoal e profissional”. Temos tudo para vencer na vida pessoal e profissional, certo? Mais ou menos, não é? “Mas, existem cinco sentimentos que fazem com que as pessoas se sintam sem vontade de seguir em frente. São eles: medo, vergonha, culpa, baixa autoestima e insegurança”.

 

Liberou geral

O grupo de hotéis de luxo RCD Hotels avisa os navegantes de ar e mar que seus cinco Hotéis Hard Rock, no México e Caribe, reabriram suas portas. Com mais de 70 dias de fechamento, o Hard Rock Hotel Cancun e o Hard Rock Hotel Riviera Maya foram abertos em junho. Também em junho, foram reabertos os Hotéis Hard Rock Hotel Vallarta e o Hard Rock Hotel Los Cabos. Todos no México e com alto padrão de higiene contra a pandemia de coronavírus.

Liberou total

O último a reabrir foi o Hard Rock Hotel & Casino Punta Cana, no início de julho, na República Dominicana. Para as reaberturas, a RCD Hotels anunciou a implementação de protocolos operacionais aprimorados - além dos já reconhecidos internacionalmente - e rigorosas normas de saneamento para os hotéis all-inclusive. OK! Está tudo muito bom e muito bem, “só falta combinar com os russos”. No caso, os clientes.

 

Revolução dos bichos

A melhor coisa desta pandemia é mostrar e antecipar o óbvio, como o fim do desperdício com enormes escritórios, viagens e reuniões, que há muito poderiam ter sido substituídas por videoconferência etc. Antes da pandemia, muita gente já se desapegava de bens materiais, incluindo casas e apartamentos gigantescos e, claro, automóveis. Esses últimos tendem continuar seus malefícios no Brasil, simplesmente porque aqui o transporte público é um lixo. Os ônibus são uma tortura e o metrô, uma piada insuficiente. Mas tudo isso é chover no molhado, numa cidade como Belo Horizonte que não aproveitar e nem recicla o próprio centro da cidade.

Revolução dos vírus

Acontece que veio a pandemia e o “medo de avião”, o medo da multidão nas latas de sardinha que formam o transporte público. Até o vilão plástico virou herói momentâneo. E, não à toa, lemos agora no “Infomoney”: “A dinâmica de eu ‘ter’ um carro está mudando para eu ‘usufruir’ de um carro, seja pela nova dinâmica financeira da minha vida ou pela minha nova dinâmica de 

trabalho”. Infelizmente, a pandemia gerou a redescoberta do carro em várias atividades que exigem um veículo.

Revolução das rodas

Diz o economista Raphael Galante: “Tivemos o incremento dos ‘drive-thru’, desde tradicionais fast-food até para vacinação. Os cinemas ‘drive-in’, ao melhor estilo americano, também voltaram à moda” (em BH, até festa junina; na Europa, teatro). Isto sem esquecer a retirada (“take-away”) de compras. Na China, a preferência pelo carro próprio quase que dobrou no comparativo antes e depois da pandemia.

Revolução dos freios

No Brasil, quem fugia dos “transportes de carga”, disfarçados de ônibus e metrô, agora foge do contato, do corpo a corpo cheio de cheiro de corpo e de vírus. Estranha foi a crise das locadoras de veículos, táxis e Uber! Será momentânea, exatamente porque as pessoas estão saindo menos de casa? Certamente. A pandemia é o canto de cisne dos automóveis; “até que o processo de ‘uberização’ (ou compartilhamento de veículos) volte com força total”.

Revolução dos bolsos

Outra moda mágica que não vai passar, mas se solidificar: home office. A exceção vai virar regra. “A aplicação/utilização do home office pelas empresas é o último prego no caixão do pessoal do ‘carrocentrismo’. Aqueles conceitos como o ‘carro do rodízio’ (em São Paulo) e ‘segundo carro da família’ já eram! Para complicar, contratos de trabalho foram alterados – e para valores menores. Em suma, empobrecemos”.

Curtas & Finas

* Ainda sobre o fim de muita coisa, a começar pelos carros: “O custo de manutenção de um veículo (IPVA, seguro, manutenção, estacionamento) irá onerar ainda mais o consumidor.

Outro ponto! Nas grandes cidades, o deslocamento casa-trabalho-casa consumia algumas horas do dia. 

Nesse vai e vem insano, o trabalhador ia à academia, médico, compras etc. Isto também deve acabar. Faremos tudo perto de casa. Locadoras, Uber, Cabify, 99, Turbi ou Kovi voltarão “a todo vapor”.

“Presenciamos um ponto de ruptura nas estruturas. No ambiente de trabalho, as empresas possuem um ciclo natural: nascimento, maturidade e declínio”.

“As empresas que entenderem essas grandes mudanças e as incorporarem criarão um novo ciclo de crescimento para o seu negócio”.

* Antonio Grassi comanda o terceiro episódio da série Diálogos, do Inhotim, com dois superconvidados: Valter Hugo Mãe e Adriana Varejão.

A conversa entre o diretor-presidente do Instituto, o escritor português e a artista brasileira estreia no YouTube e no  Facebook neste sábado, dia 25, às 11h.

A série Diálogos exibe conversas entre representantes do Instituto, artistas, curadores, botânicos e teóricos sobre cultura e meio ambiente.

Desta vez, o bate-papo é do além-mar para a participação de Valter, grande nome da literatura contemporânea portuguesa, que é, neste vídeo, apresentado à Adriana.

A galeria em Inhotim e o trabalho de Adriana seduziram o escritor em sua visita ao museu em outubro de 2018.

O novo episódio de Diálogos e todas as séries do Inhotim são exibidos nas redes sociais do Instituto no YouTube, Facebook e Instagram, além de outros conteúdos de arte, educação e botânica. Já no Google Arts and Culture você confere as cinco exposições on-line do Instituto.

* Após 16 anos da estreia, a atriz Zezé Polessa retorna com o sucesso “Não sou feliz, mas tenho marido”. Na montagem, a personagem lançava seu livro numa livraria. Na versão atual, a autora lança a 10ª edição, em uma live da editora.

“Criamos outra situação. Assumimos a condição de quarentenados, mas continuo contando a história dos 27 anos de um casamento”, revela Zezé.

O espetáculo será exibido em seu formato original: “Estou muito animada com esse retorno. O meu sentimento é de emoção e gratidão por essa oportunidade.”

A sessão acontece também no dia 25, sábado, às 20h30, encerrando o projeto Palco Instituto Unimed-BH em Casa, da produtora mineira Marisa Machado.

É on-line e gratuita, transmitida ao vivo, direto do Teatro Claro Rio, pelo canal no YouTube do Sesc em Minas (SescemMinasGerais), do Teatro Claro Rio (TeatroClaroRio) e pelo canal 500 da Claro. 

Durante a apresentação, o público poderá fazer doações (via QR Code) em apoio ao sustento de profissionais do setor teatral, “presos em casa”.