Paulo Navarro | quinta, 7 de janeiro de 2021

Todos os homens da Comunicação, Paulo Navarro, Wagner Espanha, Humberto Alves Pereira Filho e Roberto Bastianetto. Foto: Edy Fernandes

Casa da Mãe

O Brasil parece aquela dona de casa que, depois de uma enchente, contrata uma faxineira, mas esconde a chave da despensa onde estão a vassoura, o esfregão, o pano de chão, o sabão, o desinfetante, o tira manchas, a água sanitária e quer a casa limpa, impecável e melhor do que estava antes do dilúvio. Foi o que pensamos ao ler matéria no site “Poder360” com o empresário Salim Mattar.

Casa da Joana

Mattar, ex-secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, disse que o presidente Bolsonaro tem apenas dois ministros liberais: Paulo Guedes (Economia) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). Ele afirmou que levará, no mínimo, até 2026 para os liberais terem uma bancada significativa no Congresso, que permita a aprovação de privatizações de grandes estatais, como a Petrobras e o Banco do Brasil.

Mãe Joana

Mattar falou muito mais e melhor, dia 3, no programa “Poder em Foco”, do SBT. Sobre o Renda Brasil: “Tese liberal, tese do Imposto de Renda negativo. Toda a sociedade deve ajudar os menos favorecidos”. Sobre as privatizações: “Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras. Impossíveis de serem vendidas porque o executivo não deseja, o Legislativo não deseja, o establishment não deseja”.

Sogra Joana

“Algum dia vai ser possível privatizá-las (...) Desde quando produzir gasolina é interesse coletivo ou segurança nacional? Os EUA não têm companhia de petróleo, nem Canadá, Reino Unido e Suécia. Acho que a sociedade brasileira está um pouco cansada desse tipo de governo social democrata. Acredito que dentro de seis a dez anos os liberais poderão estar no governo e não vai sobrar uma estatal para remédio”.

Joana dependente

“Poderemos fechar todas as 18 empresas deficitárias, que dependem do orçamento público para sobreviver. Estamos tirando R$20 bilhões dos cidadãos pagadores de impostos e colocando em 18 empresas que dão prejuízo. O governo tem que ter coragem de fechar ou vender essas empresas. A Embrapa está na lista. Presta relevantes serviços, mas pode continuar existindo como autarquia”.

A simpatia e charme de Miriam Silva do Ocean Palace de Natal-RN. Foto: Edy Fernandes

Curtas & Finas

Sobre a reforma administrativa, falou Mattar: “O Estado brasileiro é gigantesco, obeso, burocrático, lento e oneroso para o cidadão de impostos”.

Vale a pena ler a íntegra da entrevista. Mattar trata ainda do establishment e do Judiciário que vão colocar dificuldades para a reforma administrativa.

“Esse establishment é o Judiciário, o Executivo, o Legislativo, os servidores públicos, em alguns momentos, militares e também falsos empresários atrás de um CNP”.

Por fim, explica a importância do “Centrão”, escancara a nefasta e “boazinha” social democracia, claro, defendendo o liberalismo.

“Nós, liberais, somos a favor da competição plena para que possa cair o custo de serviço do produto para o consumidor ter mais acesso”.

“(...) Na social democracia os empresários se acostumaram, muitas vezes, a ter a proteção do Estado. E, com isso, de alguma forma, barreiras de importação, benefícios por meio de bancos estatais sempre aconteceram”. 

“Agora, no governo Bolsonaro, é que está sendo mudada esse tipo de relação dos bancos públicos com empresas privadas.”

*A Drogaria Araujo acaba de firmar parceria com a Rede Mater Dei de Saúde para o atendimento em telemedicina.

Para Modesto Araujo Neto, presidente da Araujo, esta é mais uma estratégia de sucesso. “A parceria com o Mater Dei reforça o nosso entendimento de que, juntos somos mais fortes”.

Para Rafael Cardoso Cordeiro, da Rede Mater Dei, “é uma oportunidade de mais pessoas utilizarem dois serviços de qualidade e confiabilidade”.

*O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte está preparado para atender à demanda da alta temporada 2021.

Neste janeiro, o aeroporto terá voos diretos para 35 cidades brasileiras; Cidade do Panamá e Lisboa (Portugal).

31 operações são regulares e seis sazonais, casos de Cabo Frio e Búzios (RJ), Guarapari (ES), João Pessoa (PB), Aracaju (SE) e Foz do Iguaçu (PR).

Espera-se que 700 mil pessoas passem pelo terminal em janeiro, aumento de 15% em relação a dezembro.

Já os voos devem chegar a seis mil, alta de 15% na comparação com o mês anterior. O volume representa uma retomada de cerca de 80% das operações que ocorreram em fevereiro de 2020.